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No curso de inquérito que apurava a prática do crime de corrupção passiva, previsto no Art. 317 do Código Penal, a autoridade policial representou pela interceptação das comunicações telefônicas do ramal de um indiciado. Demonstrada a imprescindibilidade da medida e indícios de autoria, houve autorização do juiz competente para a interceptação pelo prazo de 15 dias. Após a implementação, não houve pedido ou decisão sobre a renovação da escuta. Ocorre que a interceptação não foi interrompida no prazo e, no 16º dia, um diálogo revelou uma informação até então desconhecida da autoridade. Munido dessa informação, o delegado de polícia representou pela realização de buscas em um endereço onde, em cumprimento a mandado judicial, foram apreendidos documentos importantes à apuração do fato. Posteriormente, tais documentos instruíram denúncia ofertada pelo Ministério Público.
Considerando os dados fornecidos pelo enunciado, indique a afirmativa correta.
A - Os documentos devem ser admitidos no processo pois obtidos por fonte absolutamente independente.
B - Os documentos devem ser admitidos no processo, pois derivaram de escuta lícita, decretada por juiz competente.
C - Os documentos não podem ser admitidos no processo, pois, de acordo com a teoria dos frutos da árvore envenenada, derivam de prova obtida por meios ilícitos.
D - Os documentos não podem ser admitidos no processo, pois sua apreensão se deu de forma ilícita, já que apenas o Ministério Público poderia pleitear a busca.
E - Os documentos podem ser admitidos no processo, pois sua obtenção decorreu de descoberta inevitável.
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Questões Para a Compreensão

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar passo a passo: - A interceptação telefônica foi autorizada por juiz competente por 15 dias. - Não houve pedido ou decisão sobre renovação, mas a escuta continuou no 16º dia, portanto, fora do prazo legal. - A informação obtida no 16º dia (ilegal, pois a interceptação já deveria ter sido interrompida) levou à apreensão de documentos. - Esses documentos foram usados na denúncia. Pela teoria dos frutos da árvore envenenada, provas obtidas por meio ilícito (ou derivadas dele) são inadmissíveis no processo. Aqui, a interceptação no 16º dia foi ilegal, pois não houve renovação judicial, e os documentos apreendidos derivam dessa prova ilícita. Analisando as alternativas: A) Incorreta. Os documentos não foram obtidos por fonte independente, mas derivam da interceptação ilegal. B) Incorreta. A escuta no 16º dia não foi lícita, pois não houve renovação judicial. C) Correta. Os documentos derivam de prova obtida por meio ilícito (escuta ilegal), aplicando-se a teoria dos frutos da árvore envenenada. D) Incorreta. A busca pode ser requerida pela autoridade policial, não apenas pelo Ministério Público. E) Incorreta. Não há indicação de descoberta inevitável no caso. Resposta correta: C

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O sigilo das comunicações telefônicas é assegurado na Constituição e, por isso, as hipóteses em que se autoriza a interceptação telefônica são excepcionais. Da leitura da Lei nº 9.296/96, observa-se que realizar captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos para investigação ou instrução criminal sem autorização judicial, quando esta for exigida é crime, punido com:
reclusão, de 3 (três) a 5 (cinco) anos.
reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
detenção, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e multa.
reclusão, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa.

Sabe-se que a interceptação de comunicações telefônicas é, atualmente, prova bastante utilizada em investigação criminal, inclusive, para a própria instrução processual penal.
Sobre o tema, marque a alternativa CORRETA.
Mesmo que estejam presentes os pressupostos que autorizam a interceptação de comunicações telefônicas, é inadmissível que o pedido seja formulado verbalmente, nem que seja excepcionalmente.
A ordem da interceptação de comunicações telefônicas depende da ordem da autoridade policial e, em seguida, para instrução processual, submete ao juiz competente para validação.
Não é permitida a interceptação de comunicações telefônicas quando não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal.
É permitida a interceptação de comunicações telefônicas quando o fato investigado constituir infração penal punida com pena de detenção.
A interceptação de comunicações telefônicas tem, mesmo que seja possível outros meios disponíveis, o objetivo de corroborar com os demais meios de prova.

Se pelo crime contra a ordem tributária, por suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, ao negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação, resultar em grave dano à coletividade ou ser o crime cometido por servidor público no exercício de suas funções, as penas podem agravar:
De 1/5 até a metade.
De 1/6 (um sexto) a 1/3 (um terço).
De até 1/6 (um sexto).
De 1/3 (um terço) até a metade.
De 1/6 (um sexto) até 1/5 (um quinto).

Os crimes contra o sistema financeiro estão previstos na Lei 7.492/86. Acerca do tema, assinale a opção correta.
o delito de gestão fraudulenta é um crime comum, isto é, pode ser praticado por qualquer pessoa. Ao contrário da gestão fraudulenta, a gestão temerária admite a modalidade culposa. A competência para processar e julgar delitos contra o sistema financeiro será sempre da justiça comum estadual quando praticados por intermédio de instituição financeira de direito privado. Os delitos de gestão fraudulenta e de gestão temerária admitem tentativa. Os crimes contra o sistema financeiro devem ser julgados pela justiça federal, ainda que ausente legislação infraconstitucional nesse sentido, quando praticados em detrimento de bens, serviços ou interesse da União.

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