A guerra na Ucrânia trouxe à tona debates fundamentais sobre a centralidade do território nas disputas internacionais, a reemergência de zonas de influência e OS limites da ordem multilateral. Para além das análises conjunturais, esse tipo de evento representa uma oportunidade para O ensino de Geografia articular conceitos clássicos da Geopolítica com problemáticas contemporâneas. Ao abordar O conflito em sala de aula, é possível explorar como diferentes escalas geográficas se sobrepõem, como OS discursos de soberania são mobilizados, e como 0 conhecimento espacial pode ajudar a interpretar OS sentidos políticos do uso da força. A mediação didática desse conteúdo exige escolhas metodológicas que ampliem O horizonte analítico dos estudantes, promovam reflexões críticas e incentivem 0 uso de múltiplas linguagens e fontes, sem perder de vista O papel formativo da Geografia. Fonte: CARMONA, Ronaldo. A guerra na Ucrânia: uma análise geopolítica. CEBRI-Revista, V. 2, n. 3, p. 42-49, jul./set. 2022. Pesquisar por imagem Entre as alternativas a seguir, a proposta pedagógica que melhor expressa a aplicação crítica e interdisciplinar de metodologias e recursos didáticos no tratamento do conflito na Ucrânia, em consonância com OS fundamentos teórico-metodológicos do ensino de Geografia, é: A Utilizar mapas históricos da URSS e da OTAN para construir linhas do tempo geopolíticas que incentivem a identificação de padrões territoriais e sua permanência no tempo. B + Promover um estudo comparativo entre narrativas jornalísticas ocidentais e orientais sobre O conflito, solicitando aos alunos a identificação de pressupostos geográficos em cada uma. C + Priorizar aulas expositivas com foco nos conceitos de soberania e intervenção internacional, utilizando como apoio trechos selecionados da Carta da ONU. D Construir uma maquete da região do conflito, destacando as fronteiras e OS principais corredores estratégicos, com base em dados geográficos da mídia.