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A ontologia do ser proposta por Max Scheler não descarta totalmente as análises propostas pela filosofia grega clássica que apontam para a inclinação humana pela busca de elementos que configuram a moral, e por consequência, a ética e a conduta humana, porém, insere uma nova possibilidade analítica: a observação dos seres humanos em seu meio. Mais especificamente, Scheler analisa o espaço ocupado pelo ser humano no Cosmos - este considerado o conjunto de elementos vivos entre os quais o homem surge, avaliando as semelhanças para a construção de sua ontologia.
Nesse sentido, a ontologia do ser pode ser explicada como
a. leitura dos conjuntos simbólicos que constituem as noções sociais do conceito de bem e de justiça.
b. um produto da ética social sobre as condutas humanas e as práticas sociais.
c. ciência que se pauta na reflexão sobre as origens e fundamentos da essência do ser.
d. a reflexão sobre as origens, modelos e expressões do comportamento do ser.
e. elemento componente da ética humana e de suas expressões.
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Questões Para a Compreensão

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

A ontologia, em filosofia, é o estudo do ser, da existência e da essência das coisas. Max Scheler, ao propor sua ontologia do ser, busca refletir sobre a essência do ser humano no cosmos, suas origens e fundamentos. Analisando as alternativas: a) fala sobre conjuntos simbólicos e noções sociais, o que está mais relacionado à sociologia ou antropologia, não diretamente à ontologia. b) trata a ontologia como um produto da ética social, o que não é correto, pois ontologia é uma área da filosofia distinta da ética. c) define ontologia como ciência que se pauta na reflexão sobre as origens e fundamentos da essência do ser — esta é a definição clássica e correta de ontologia. d) fala sobre origens, modelos e expressões do comportamento do ser, o que se aproxima, mas o foco em comportamento é mais da psicologia ou sociologia. e) diz que ontologia é um elemento da ética humana, o que não é correto, pois são áreas distintas. Portanto, a alternativa correta é: c. ciência que se pauta na reflexão sobre as origens e fundamentos da essência do ser.

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As abordagens filosóficas acerca das razões e dos fundamentos da conduta humana apresentam diferentes aspectos a partir das linhas de pensamento dos autores que as propõe, mas, no geral, há cerca da coerência nas escolas de pensamento filosófico ao retomar um conceito importante e seu autor, na tentativa de aprofundar sua perspectiva ou apontar uma nova forma de analisar a mesma situação. A filosofia clássica grega tem importante influência sobre os pensadores da modernidade, especialmente os do iluminismo, e, posteriormente, aqueles que formaram a chamada “filosofia alemã”. A filosofia alemã lida, entre outros aspectos, com a análise da configuração da moral sobre o comportamento humano, utilizando conceitos da metafísica nessas construções. No século XIX, as especificidades da filosofia alemã abrem espaço para uma vertente de análise que coloca o ser humano, e sua essência, como origem e fundamento da conduta humana.
Nesse sentido, este tipo de reflexão pertence
a. às reflexões multi-metodológicas da antropologia filosófica, associando reflexão filosófica à análise do indivíduo.
b. à análise das composições das culturas nacionais proposta pelo idealismo alemão no século XIX.
c. ao padrão dialético proposto pelo materialismo marxista, na análise das dinâmicas entre história e sociedade.
d. ao arcabouço teórico-reflexivo conhecido como filosofia kantiana, na composição da filosofia moderna.
e. à expressão máxima da filosofia alemã, o idealismo hegeliano, que influencia o materialismo marxista.

Analise o trecho do texto de Scheler, a seguir: “nunca na história, de todos nós conhecida, o homem foi, tanto como hoje, um problema para si mesmo. No momento em que reconheceu que, menos do que nunca, possui um conhecimento rigoroso do que ele é, e em que a resposta possível a esta questão, seja ela qual for, a esta questão não o atemoriza, o homem parece animado de uma nova coragem: a coragem da verdade; ousa então levantar esta questão essencial de um modo novo, sem a associar, mais ou menos conscientemente, como até aqui era habitual, a uma tradição teológica, filosófica e científico-natural; e, firmando-se no tesouro considerável de saberes particulares, [...], atreve-se a elaborar uma forma nova da autoconsciência e da intuição de si próprio.” (SCHELER, Max. A posição do homem no cosmos. Edições Texto e Grafia. Lisboa, 2008.) No trecho, Scheler aponta para a inovação que sua ontologia do ser propõe: a ruptura com os paradigmas teológicos, metafísicos e biológicos. O autor não desconsidera os panoramas metafísico e biológicos - embora tenha se afastado da abordagem teológica, porém, propõe que a essência do ser só poder ser realmente descoberta a partir da ontologia que propõe e que fundamenta sua antropologia filosófica.
Nesse sentido, como pode ser definida a abordagem antropológico-filosófica de Scheler?
a. Como uma abordagem científica cuja metodologia desassocia a reflexão dos contextos sociais da essência do ser.
b. A partir da ideia de que a constituição da cultura fundamenta a essência dos seres sociais.
c. Como uma leitura desassociada das influências externas na configuração do ser.
d. Considerando a fundamentação  na psicologia social presente no cosmos humano, a sociedade.
e. A partir da conexão aos elementos biológico-evolutivos presentes no cosmos.