Ed
há 3 meses
Vamos analisar a questão passo a passo: O demandante argumenta que os aspectos semióticos do preceito constitucional não podem ser impregnados por referenciais axiológicos contemporâneos, para não comprometer a previsibilidade e a segurança jurídica. Ou seja, ele defende uma interpretação mais fixa, objetiva, sem adaptações conforme valores atuais. Isso indica uma posição que se aproxima do originalismo, que defende que a Constituição deve ser interpretada conforme o sentido original, sem influências subjetivas ou mutações conforme o tempo. Agora, analisando as alternativas: A) Harmônica com o referencial de prudência que direciona a lógica do razoável. — A lógica do razoável admite certa flexibilidade e ponderação, o que contraria a rigidez defendida pelo demandante. B) Refratária à Escola do Direito Livre, mas compatível com os alicerces do originalismo. — A Escola do Direito Livre defende interpretação mais livre e flexível, o que o demandante rejeita. A posição dele é compatível com o originalismo, que busca interpretação fixa. C) Harmônica com a validade intrínseca das proposições normativas, própria da lógica do razoável. — Novamente, a lógica do razoável implica flexibilidade, o que não é o caso. D) Refratária à sociedade aberta dos intérpretes da Constituição, mas harmônica com o realismo jurídico. — O realismo jurídico admite interpretação mais pragmática e flexível, o que não se encaixa. E) Compatível com a concepção de mutação constitucional, mas refratária aos métodos de interpretação preconizados por Savigny. — A mutação constitucional implica mudança e adaptação, o que o demandante rejeita. Resposta correta: B) Refratária à Escola do Direito Livre, mas compatível com os alicerces do originalismo.
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