Ed
há 3 meses
a) O princípio processual violado é o princípio do acesso à justiça, previsto no artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, que assegura que "a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito". Ao impedir o protocolo de execuções extrajudiciais e ações de conhecimento com valores inferiores a um salário mínimo, a portaria cria uma barreira que restringe o acesso do cidadão ao Judiciário, especialmente para demandas de menor valor, o que contraria esse princípio constitucional. Além disso, o Novo Código de Processo Civil (CPC/15) reforça esse princípio em seu artigo 3º, que estabelece como objetivo do processo "assegurar às partes a razoável duração do processo e os meios que garantam a efetividade da tutela jurisdicional". Também o artigo 4º do CPC/15 determina que "as partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa". Portanto, a portaria viola o princípio do acesso à justiça ao impedir o ajuizamento de ações com valores inferiores a um salário mínimo, contrariando dispositivos constitucionais e do CPC que garantem a todos o direito de buscar a tutela jurisdicional.
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