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Acerca do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, previsto na Lei nº 8.987/1995 e suas alterações posteriores, é correto afirmar que:
A concessão de serviço público consiste na delegação, a título precário, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente (União, estados, Distrito Federal e municípios) à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.
A permissão de serviço público corresponde à delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente (União, estados, Distrito Federal e municípios) à pessoa jurídica ou ao consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado.
O serviço adequado é aquele que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade e cortesia na sua prestação, ainda que exija do usuário, a título de contraprestação, tarifa de caráter elevado.
Toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório.
Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de calamidade pública, emergência, grave perturbação da ordem ou ainda, após prévio aviso, quando motivada por razões de inadimplemento do usuário, falta justificada de pessoal ou greve.
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há 2 meses

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há 2 meses

Vamos analisar cada afirmativa com base na Lei nº 8.987/1995: 1. "A concessão de serviço público consiste na delegação, a título precário, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente (União, estados, Distrito Federal e municípios) à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco." - Incorreta. A concessão não é a título precário, mas sim por prazo determinado e com maior formalidade. A permissão é que é precária. 2. "A permissão de serviço público corresponde à delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente (União, estados, Distrito Federal e municípios) à pessoa jurídica ou ao consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado." - Correta. A permissão é delegação precária, feita a pessoa física ou jurídica, por prazo determinado e por conta e risco. 3. "O serviço adequado é aquele que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade e cortesia na sua prestação, ainda que exija do usuário, a título de contraprestação, tarifa de caráter elevado." - Incorreta. O serviço adequado deve satisfazer essas condições, mas a tarifa não pode ser arbitrariamente elevada; deve ser justa e razoável. 4. "Toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório." - Correta. A concessão exige licitação prévia e observância dos princípios mencionados. 5. "Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de calamidade pública, emergência, grave perturbação da ordem ou ainda, após prévio aviso, quando motivada por razões de inadimplemento do usuário, falta justificada de pessoal ou greve." - Correta. Essas situações são exceções que não configuram descontinuidade irregular do serviço. Resumo: - Correta: 2, 4 e 5 - Incorreta: 1 e 3

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O Secretário Estadual de Segurança Pública do Estado Alfa, no regular exercício de suas funções legais, removeu João, servidor ocupante do cargo efetivo de Técnico de Nível Superior, do departamento A para o B, em ato publicado no diário oficial do dia 10/01/22, com efeitos a contar do dia 1º/02/22. Ocorre que, diante da aposentadoria voluntária de três servidores lotados no departamento A na segunda quinzena de janeiro, o Secretário considerou que não era mais oportuna e conveniente a remoção de João para o departamento B, razão pela qual, no dia 30/01/22, praticou novo ato administrativo, revogando seu anterior ato de remoção e mantendo João lotado no departamento A.
O ato de revogação praticado pelo Secretário está baseado diretamente no princípio da administração pública da
impessoalidade, pois levou em conta os atributos pessoais de João para mantê-lo no departamento A.
autotutela, pois pode revogar seu anterior ato, de forma discricionária, para atender ao interesse público.
publicidade, pois antes de surtirem os efeitos do ato de remoção publicado no diário oficial, o Secretário declarou sua invalidade, por vício sanável.
motivação, pois os motivos do ato anterior de remoção não são mais válidos, pela aplicação da teoria dos motivos determinantes.
eficiência, pois a Administração Pública deve procurar praticar os atos mais produtivos, prestigiando os órgãos com maior demanda e a revogação praticada constitui um ato vinculado.

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