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EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL - EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE - AJUIZAMENTO POSTERIOR DE EMBARGOS À EXECUÇÃO - PEDIDO DE DESCONSIDERAÇÃO DA EXCEÇÃO - CONCORDÂNCIA DA PARTE EXEQUENTE - POSSIBILIDADE - NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL. I- Considerando-se que a parte executada apresentou embargos à execução que retomaram, com profundidade, matéria anteriormente impugnada por meio de exceção de pré-executividade, esvaziando, assim, o interesse na análise do incidente apresentado, inexiste óbice à desistência do meio impugnativo anterior, mormente se considerando a concordância da parte exequente; II- O negócio jurídico processual trata da liberdade conferida às partes para transacionarem mudanças no procedimento, dentro dos limites fixados no próprio ordenamento jurídico, com fulcro no Art. 190 do CPC, e configura fonte de norma jurídica processual, vinculando, assim, o órgão julgador, que, em um Estado de Direito, deve observar e fazer cumprir as normas jurídicas válidas, inclusive as convencionais.” (TJMG - Agravo de Instrumento-Cv 1.0000.19.026277-4/001, Relator(a): Des.(a) João Cancio, 18ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 30/07/2019, publicação da súmula em 30/07/2019) O posicionamento do TJMG, como se observa, encontra-se adequadamente alinhado com o CPC/2015 com relação aos negócios jurídicos processuais, que são classificados pela doutrina em negócios unilaterais, bilaterais e plurilaterais. Em vista disso, é incorreto considerar que: Grupo de escolhas da pergunta nos negócios plurilaterais, a lei processual estabelece que, em determinadas hipóteses, a presença do juiz no acordo será condição para eficácia do negócio jurídico-processual, como, por exemplo, a escolha do mediador ou o adiamento da audiência. nos negócios unilaterais, em verdade não haverá um acordo propriamente dito, mas um ato personalíssimo do sujeito processual que gera consequências no procedimento por sua vontade exclusiva, como é o caso de renúncia ao prazo ou de desistência de recurso. os negócios bilaterais se desdobram em negócios típicos, que são aqueles que recebem expressa autorização legal em vários pontos do CPC/2015, bem como em negócios atípicos, lastreados na cláusula geral de negociação sobre o procedimento, como forma de concretizar o princípio do respeito ao autorregramento da vontade no processo. nos negócios bilaterais, supõe-se a realização de acordo entre as partes para estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às peculiaridades da causa, buscando contribuir com a eficiência na sua tramitação.
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Larissa Vedovi

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar cada afirmativa para identificar qual é incorreta: 1) "Nos negócios plurilaterais, a lei processual estabelece que, em determinadas hipóteses, a presença do juiz no acordo será condição para eficácia do negócio jurídico-processual, como, por exemplo, a escolha do mediador ou o adiamento da audiência." Correto. A presença do juiz é exigida em alguns negócios plurilaterais para garantir validade e eficácia. 2) "Nos negócios unilaterais, em verdade não haverá um acordo propriamente dito, mas um ato personalíssimo do sujeito processual que gera consequências no procedimento por sua vontade exclusiva, como é o caso de renúncia ao prazo ou de desistência de recurso." Correto. Negócios unilaterais são atos de vontade de uma só parte, sem acordo. 3) "Os negócios bilaterais se desdobram em negócios típicos, que são aqueles que recebem expressa autorização legal em vários pontos do CPC/2015, bem como em negócios atípicos, lastreados na cláusula geral de negociação sobre o procedimento, como forma de concretizar o princípio do respeito ao autorregramento da vontade no processo." Correto. A doutrina reconhece essa divisão entre negócios bilaterais típicos e atípicos. 4) "Nos negócios bilaterais, supõe-se a realização de acordo entre as partes para estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às peculiaridades da causa, buscando contribuir com a eficiência na sua tramitação." Correto. Negócios bilaterais pressupõem acordo entre as partes. Como todas as afirmativas estão corretas, a questão pede a incorreta, logo, a alternativa incorreta não está entre essas descritas, ou seja, a questão está formulada para identificar a incorreta entre as opções apresentadas. Se a pergunta é "é incorreto considerar que", e todas as opções acima são corretas, então a alternativa incorreta é aquela que não corresponde a nenhuma dessas afirmações verdadeiras. Por isso, a alternativa incorreta é aquela que não está listada aqui, ou seja, a que não corresponde a nenhuma das afirmativas verdadeiras. Como não há alternativa explícita de incorreção, a resposta correta é aquela que NÃO corresponde a essas afirmações verdadeiras. Portanto, a alternativa incorreta é aquela que afirma que "nos negócios unilaterais há um acordo propriamente dito", o que é falso. Se essa alternativa estiver entre as opções, ela é a incorreta. Como não foi fornecida a lista completa das alternativas, com base no enunciado, a alternativa incorreta é: "nos negócios unilaterais, há um acordo propriamente dito" (falso, pois é ato unilateral). Se essa alternativa estiver entre as opções, ela é a resposta correta para a pergunta. --- Se precisar, posso ajudar a identificar a alternativa exata se você enviar as opções completas.

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