Logo Passei Direto
Buscar
Leonardo, proprietário de uma chácara, contratou Tadeu para trabalhar como caseiro, oferecendo-lhe moradia na propriedade onde o serviço deverá ser prestado.
Nessa situação hipotética, caso ocorra o esbulho da posse da chácara durante uma viagem de férias de Leonardo, Tadeu
Disciplinas/Assuntos vinculados: Direito Civil > Direito das Coisas (Art. 1.196 ao 1.510) > Posse (Art. 1196 ao 1.224) > Ações Possessórias > Ações Relacionadas à Posse > Reintegração de Posse
Fonte: Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB - CESPE/CEBRASPE 2018 / Procuradoria Geral do Município de João Pessoa PGM - PB / Procurador do Município / Questão: 28
a ) terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque detém a posse direta da chácara.
b ) terá legitimidade para ingressar com ação possessória, pois, nessa situação, a posse é pro diviso.
c ) terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque a situação fática constitui composse.
d ) não terá legitimidade para ingressar com ação possessória, uma vez que a sua posse é mera detenção.
e ) não terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque tem somente posse mediata do bem.
User badge image
Desvendando com Questões

há 2 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 meses

Vamos analisar a situação: - Leonardo é o proprietário da chácara e contratou Tadeu como caseiro, oferecendo moradia no local. - Tadeu está na posse direta do imóvel, pois reside e trabalha na chácara. - O esbulho (retirada da posse) ocorre durante a ausência de Leonardo. No Direito Civil, quem tem posse direta (quem está na posse física do bem) tem legitimidade para propor ação possessória para proteger essa posse. Analisando as alternativas: a) "terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque detém a posse direta da chácara." — Correto, pois Tadeu está na posse direta. b) "terá legitimidade para ingressar com ação possessória, pois, nessa situação, a posse é pro diviso." — Posse pro diviso é a posse compartilhada, o que não é o caso. c) "terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque a situação fática constitui composse." — Composse é posse conjunta, o que não ocorre aqui. d) "não terá legitimidade para ingressar com ação possessória, uma vez que a sua posse é mera detenção." — Tadeu tem posse direta, não mera detenção. e) "não terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque tem somente posse mediata do bem." — Tadeu tem posse direta, não mediata. Portanto, a alternativa correta é: a) terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque detém a posse direta da chácara.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Tadeu adquiriu um imóvel, através de contrato de compra e venda firmado diretamente com o vendedor, no qual foi previsto o pagamento do valor convencionado em uma parcela de entrada e o total de vinte e quatro parcelas mensais. A posse do imóvel foi passada para o comprador no momento da assinatura do contrato e ao pagamento da parcela de entrada. A propriedade do imóvel, conforme pactuado, será transferida no momento da quitação total do contrato. Josué, vendedor, tendo recebido a parcela de entrada e vinte e duas das parcelas mensais em dia e, estando em atraso as duas últimas parcelas, pediu, judicialmente, a rescisão contratual, pelo inadimplemento do contrato e a reintegração de posse contra Tadeu. As duas últimas parcelas representam menos de 5% do valor total do imóvel.
Sobre a situação fática descrita, podemos afirmar, aplicando-se os Princípios do Direito Civil, bem como a doutrina e jurisprudência, que:
a) Deve-se aplicar ao fato, a princípio, a cláusula geral da exceptio non adimpleti contractus. Desta feita, Josué teria direito a pedir a reintegração da posse do imóvel, sem a rescisão do contrato, até que Tadeu faça o pagamento das parcelas restantes.
b) Deve-se aplicar ao fato, a princípio, a teoria do adimplemento substancial. Desta feita, Josué não possui o direito à rescisão contratual e reintegração de posse, enquanto primeira medida. A ação correta seria buscar a cobrança das duas parcelas restantes pelos meios apropriados.
c) Josué tem total razão em seu pleito. Uma vez não havendo o adimplemento do contrato por parte de Tadeu, por uma aplicação direta do princípio da boa-fé objetiva, a qual pugna pelo cumprimento do contrato, descumprido o contrato por Tadeu, Josué terá o direito inequívoco à rescisão do contrato e reintegração da posse, não havendo defesa juridicamente viável a evitar este fim.
d) Deve-se aplicar ao fato, a princípio, a teoria da imprevisão e o princípio da proporcionalidade. Desta feita, embora Josué possa pedir a rescisão do contrato de forma direta, uma vez que a teoria da imprevisão tem por mote basilar a manutenção do contrato em situações de desequilíbrio contratual por motivos fora do controle das partes, deve ser permitido a Tadeu que faça o pagamento das parcelas restantes, de forma proporcional, em parcelas que sejam razoáveis frente à situação financeira atual do devedor.

Em 2011, Maria adquiriu, mediante instrumento particular, a posse de uma área de terra rural de aproximadamente cinco hectares, onde construiu uma casa e explorou atividade agrícola de subsistência, exercendo posse contínua e ininterrupta até 2020, ano em que faleceu. A partir de então, sua filha, Paula, continuou na posse do imóvel e nele se encontra até a presente data.
Nessa situação hipotética, à luz do Código Civil, Paula:
a) não poderá adquirir em nome próprio a propriedade do imóvel por usucapião, uma vez que a posse exercida exclusivamente por ela não observou o tempo mínimo legalmente exigido para essa forma de aquisição de propriedade.
b) não poderá adquirir em nome próprio a propriedade do imóvel por usucapião, uma vez que a posse exercida por sua mãe não se transmitiu por sucessão.
c) não poderá adquirir a propriedade do imóvel por usucapião, uma vez que a posse originária do imóvel foi obtida por instrumento particular, o que veda a posterior aquisição por usucapião.
d) poderá adquirir em nome próprio a propriedade do imóvel por usucapião, uma vez que os tempos de posse exercidos por ela própria e por sua mãe foram suficientes para justificar a aquisição da propriedade.
e) só poderá adquirir em nome próprio a propriedade do imóvel por usucapião se comprovar que exerceu a posse concomitante com sua mãe ou após transcorrer o tempo mínimo de posse exercido por ela própria, o qual, nesse caso, começa a fluir a partir da morte da mãe Maria.

Mais conteúdos dessa disciplina