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A superação de práticas curriculares marcadas pela folclorização da cultura negra e indígena exige que a escola reveja não apenas os conteúdos ensinados, mas também as formas como esses conteúdos são selecionados, organizados e legitimados. Trata-se de deslocar a centralidade de uma narrativa única da história e da cultura, incorporando múltiplas epistemologias na constituição do conhecimento escolar. Fonte: adaptado de GOMES, Nilma Lino. Cultura negra e educação. Revista Brasileira de educação, [s. l.], p. 75-85, 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/XknwKJnzZVFpFWG6MTDJbxc/?format=html&lang=pt. Acesso em: 2 jun. 2026. Uma professora dos anos finais do Ensino Fundamental decide reformular seu planejamento anual de História. Ao invés de abordar a temática africana e indígena apenas em datas comemorativas ou como “conteúdos complementares”, ela reorganiza o currículo de modo a integrar essas matrizes em diferentes unidades temáticas ao longo do ano, articulando-as com processos históricos globais. ​À luz da perspectiva apresentada no texto, essa proposta pedagógica pode ser interpretada como: A. Uma substituição de conteúdos obrigatórios por saberes locais e comunitários. B. Uma ação de valorização folclórica da diversidade cultural no ambiente escolar. C. Uma adaptação metodológica pontual, sem alteração da estrutura do currículo escolar. D. Uma prática de reestruturação curricular com base em perspectiva intercultural crítica. E. Uma flexibilização didática que mantém intacta a hierarquia epistemológica eurocêntrica.
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Francieldo Rodrigues de Sousa

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