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Considere as seguintes afirmacoes:

I. Pode-se entender que as gerações anteriores à Geração Z eram muito tímidas, porque não mostravam suas fotos e textos a não ser para os familiares.

II. A grande diferença de comportamento entre a Geração Z e as gerações anteriores é resultado do progresso tecnológico e ético, que se acelerou nos últimos tempos.

III. A opinião que emana das redes sociais deve ser um dado importante para os estrategistas de propaganda e marketing.

Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) II e III, apenas.
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há 2 horas

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há 2 horas

Vamos analisar cada afirmativa: I. "Pode-se entender que as gerações anteriores à Geração Z eram muito tímidas, porque não mostravam suas fotos e textos a não ser para os familiares." Essa afirmativa é uma generalização e não necessariamente correta. As gerações anteriores tinham menos exposição pública por limitações tecnológicas e culturais, não necessariamente por timidez. Portanto, essa afirmativa é falsa. II. "A grande diferença de comportamento entre a Geração Z e as gerações anteriores é resultado do progresso tecnológico e ético, que se acelerou nos últimos tempos." Essa afirmativa é verdadeira, pois o avanço tecnológico, especialmente com a internet e redes sociais, impactou significativamente o comportamento da Geração Z. III. "A opinião que emana das redes sociais deve ser um dado importante para os estrategistas de propaganda e marketing." Essa afirmativa é verdadeira, pois as redes sociais são fontes valiosas de dados para estratégias de marketing. Portanto, os itens corretos são II e III. A alternativa correta é: e) II e III, apenas.

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Texto para as questões de 1 a 8.

A CHINELA TURCA

Vede o bacharel Duarte. Acaba de compor o mais teso e correto laço de gravata que apareceu naquele ano de 1850, e anunciam-lhe a visita do major Lopo Alves. Notai que é de noite, e passa de nove horas. Duarte estremeceu, e tinha duas razões para isso. A primeira era ser o major, em qualquer ocasião, um dos mais enfadonhos sujeitos do tempo. A segunda é que ele preparava-se justamente para ir ver, em um baile, os mais finos cabelos louros e os mais pensativos olhos azuis, que este nosso clima, tão avaro deles, produzira. Datava de uma semana aquele namoro.

Seu coração, deixando-se prender entre duas valsas, confiou aos olhos, que eram castanhos, uma declaração em regra, que eles pontualmente transmitiram à moça, dez minutos antes da ceia, recebendo favorável resposta logo depois do chocolate. Três dias depois, estava a caminho a primeira carta, e pelo jeito que levavam as coisas, não era de admirar que, antes do fim do ano, estivessem ambos a caminho da igreja. Nestas circunstâncias, a chegada de Lopo Alves era uma verdadeira calamidade. Velho amigo da família, companheiro de seu finado pai no exército, tinha jus o major a todos os respeitos. Impossível despedi-lo ou tratá-lo com frieza. Havia felizmente uma circunstância atenuante: o major era aparentado com Cecília, a moça dos olhos azuis; em caso de necessidade, era um voto seguro.
De acordo com o texto, a chegada do major “era uma verdadeira calamidade”, principalmente, porque
a) impedia o namoro de Duarte, comprometendo seu plano de casar-se com Cecília.
b) implicava o atraso para o encontro e a desagradável tarefa de aturar o major.
c) obrigava Duarte a dar um tratamento especial a um velho companheiro do pai.
d) consistia em mais uma das atitudes esquisitas e inusitadas daquele visitante.
e) frustrava a expectativa de Duarte de ir sozinho ao baile para rever a moça.

Texto para as questões de 9 a 15.

JÁ OUVIU FALAR DA GERAÇÃO Z?

Os nativos digitais, aqueles que nasceram a partir dos anos 1990 e não concebem o mundo sem celular nem internet, são estimados em 1,6 bilhão de pessoas, número que cresce a cada dia. Numa pesquisa mostrada por Katherine Savitt durante o último Web 2.0 Summit, em San Francisco, Califórnia, em novembro, 71% das pessoas dessa faixa etária reportaram uso simultâneo de celular com internet e/ou televisão. E 69% disseram manter três ou mais janelas ativas do navegador durante uma sessão de internet.

Por conta das tarefas múltiplas, os jovens e ultrajovens são às vezes tachados de DDA, ou seja, portadores de Distúrbio de Déficit de Atenção. Mas será que trocar mensagens tipo SMS enquanto assistem a programas na TV não é algo como conversar no sofá?

Desde os anos 60, sabe-se que o sistema nervoso se modifica quando o organismo é exposto a muitos estímulos. Neuroplasticidade é o nome que se dá à capacidade que os neurônios têm de formar novas conexões a cada momento. Será que o cérebro da Geração Z não evolui de maneira diferente da dos mais velhos? Será que essa geração não tem uma capacidade sem precedentes de coletar e processar informações?

Outro fato marcante da Geração Z é um novo conceito do que seja fraude. Baixar músicas sem pagar, por exemplo, essa geração não considera fraude, mas sim, algo normalíssimo, até porque há muitos sites que oferecem músicas grátis. Os jovens acham que não é da sua conta verificar se esses sites fazem isso legal ou ilegalmente. A Geração Z compra filmes e softwares piratas sem peso na consciência, mesmo que seus educadores desestimulem a prática. Burlar jogos ou até ajudar a derrubar servidores de empresas com as quais se irritam, como ocorreu recentemente no caso do WikiLeaks, pode dar prestígio ao fraudador, que pode ser visto como pessoa mais esperta ou inteligente do que a média.

Uma das teorias em voga é que a “gameficação” é um grande mercado para a Geração Z, pois há expectativa dos jovens de que a vida deveria seguir o espírito dos videogames. Com isso, as empresas precisariam “gameficar” produtos e serviços. Mesmo criando produtos atraentes, é bom ter em mente que dificilmente algo será tão engajador a ponto de concentrar 100% da atenção de um membro da Geração Z.

Assistir a filmes ou programas sob demanda, na hora e no equipamento que quiser, é normal. Nada de ficar acordado até mais tarde ou mudar outro compromisso só para ver TV com hora marcada. Nem mesmo perder tempo programando gravação, coisa que seus pais fariam ou gostariam de fazer. Até porque essa geração parece muito mais afeita a criar e compartilhar seus textos, fotos e vídeos na internet do que todas as gerações precedentes. 93% dos jovens internautas fazem isso, diz a pesquisa.

Além de criar e publicar, há o espírito curador. O hábito de sair navegando e selecionar o que se vê, lê ou ouve. Validam o que gostam comentando ou compartilhando o conteúdo de terceiros, profissionais ou amadores. Essa é a forma normal de expressão nas redes sociais.

Seguindo a pesquisa mostrada no Web 2.0 Summit, 62% dos membros dessa geração disseram ter 250 ou mais amigos em redes sociais. Aparentemente menos afeitos à propaganda, 73% dizem que a melhor maneira de descobrir novos produtos é por meio de amigos. Também buscam contato direto com empresas e marcas pela internet e põem com facilidade a boca no trombone, fazendo reclamações públicas iradas. Por outro lado, podem se transformar em marqueteiros apaixonados por produtos, se estes forem inspiradores para eles. A Geração Z, por conta do seu comportamento, parece ter grande potencial de influenciar as gerações anteriores.
Assinale a alternativa em que a autora se utiliza de um coloquialismo – um elemento linguístico próprio da linguagem falada e estranho à escrita.
a) “Numa pesquisa mostrada por Katherine Savitt durante o último Web 2.0 Summit, em San Francisco, Califórnia, em novembro, 71% das pessoas dessa faixa etária reportaram uso simultâneo de celular com internet e/ou televisão.”
b) “Por conta das tarefas múltiplas, os jovens e ultrajovens são às vezes tachados de DDA, ou seja, portadores de Distúrbio de Déficit de Atenção.”
c) “ ... se esses sites fazem isso legal ou ilegalmente.”
d) “A geração Z compra filmes e softwares piratas sem peso na consciência, mesmo que seus educadores desestimulem a prática.”
e) “Mas será que trocar mensagens tipo SMS enquanto assistem a programas na TV não é algo como conversar no sofá?”

Leia o seguinte texto, extraído de uma entrevista concedida por Aurélio Buarque de Holanda:

Começo por perguntar-lhe a que deve ou julga dever seu gosto pelo estudo da língua, e Aurélio, depois de pensar um pouco, confessa-me:

— Não saberia dizer-lhe. Não foi por certo o ambiente familiar nem qualquer professor. Pelo contrário, nunca pessoa alguma soube orientar-me no estudo da língua ou em qualquer outro estudo, o que, somado às dificuldades dos meus primeiros tempos de menino e de rapaz, teria dado para desistir, se a curiosidade e a possível vocação não fossem mais poderosas do que tudo. Nascido em Camaragibe, no interior de Alagoas, com menos de um ano mudei-me para Porto de Pedras, onde passei a meninice até aos 10 anos, quando fui levado para Porto Calvo. Ora, Porto de Pedras e Porto Calvo eram, nessa ocasião, como, até certo ponto, ainda hoje, lugares paupérrimos. Assim, os seus professores não podiam ser bons. Os mestres que ali tive não me explicavam quase nada do que eu mais desejava saber. Lembro-me que, já nessa época, vivia preocupado com as palavras; mas escapava-me o sentido da maioria delas. Cheguei mesmo a decorar a poesia “Velhice e mocidade”, de Gonçalves Dias: “Senta-te embaixo do chorão, que dobra / A verde rama sobre a campa nua”, dizia o poeta.

Mas quem estava ali para explicar-me o que era “chorão” e “campa”?

— Não havia em casa um dicionário?

— Não. O único, de Simões da Fonseca, minha irmã, ao casar-se, levara-o, e eu não tinha permissão de consultá-lo à vontade. Passei a viver sonhando com a delícia de possuir um livro dessa espécie, mas como adquiri-lo, se meu pai se queixava sempre da “crise pavorosa”? Tempos mais tarde vim a descobrir no cartório do tabelião de Porto Calvo o dicionário de Jaime de Séguier. Aí então fartei-me. Quando queria decifrar o sentido de alguma palavra, corria ao tabelião – e o gordo volume desvendava-me os mistérios vocabulares.
Considere as seguintes afirmações:

I. Nos trechos “pessoa alguma” e “alguma palavra”, o pronome não sofre alteração de sentido, apesar da diferença de posição, tendo em vista o substantivo que ele acompanha.

II. O verbo levara está no pretérito mais-que-perfeito, porque exprime anterioridade em relação a dois momentos que podem ser identificados no texto.

III. As formas verbais queria e corria, como têm uma mesma forma para a primeira e a terceira pessoa, podem gerar ambiguidade quanto ao seu sujeito, como ocorre no último período da entrevista.

Está correto apenas o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.

Condicionada fundamentalmente pelos veículos de massa, que a coagem a respeitar o “código” de convenções do ouvinte, a música popular não apresenta, senão em grau atenuado, o contraditório entre informação e redundância, produção e consumo. Desse modo, ela se encaminha para o que Umberto Eco denomina de música “gastronômica”: um produto industrial que não persegue nenhum objetivo artístico, mas, ao contrário, tende a satisfazer as exigências do mercado, e que tem, como característica principal, não acrescentar nada de novo, redizendo sempre aquilo que o auditório já sabe e espera ansiosamente ver repetido. Em suma: o servilismo ao “código” apriorístico – assegurando a comunicação imediata com o público – é o critério básico de sua confecção. “A mesma praça. O mesmo banco. As mesmas flores, o mesmo jardim”. O mesmismo. Todo mundo fica satisfeito. O público. A TV. Os anunciantes. As casas de disco. A crítica. E, obviamente, o autor. Alguns ganham com isso (financeiramente falando). Só o ouvinte-receptor não “ganha” nada. Seu repertório de informações permanece, mesmissimamente, o mesmo.

Mas nem tudo é redundância na música popular. É possível discernir no seu percurso momentos de rebeldia contra a estandardização e o consumismo. Assim foi com o Jazz Moderno e a Bossa Nova.
Pode-se inferir que, caso a música popular não fosse “gastronômica”, o ouvinte-receptor
a) não teria condições de assimilá-la, por isso ficaria descontente.
b) teria condições de ampliar seu repertório de informações.
c) protestaria, porque houve quebra de um “código apriorístico”.
d) estabeleceria pronta comunicação com a novidade oferecida.
e) teria de se contentar com a mesmice do Jazz Moderno e da Bossa Nova.

BILINGÜISMO EN LA EDUCACIÓN MEDIA CONTINUIDAD, NO CONTINUISMO Aun sin escuela e incluso a pesar de la escuela, paraguayos y paraguayas se están comunicando en guaraní. La comunidad paraguaya ha encontrado en la lengua guaraní una funcionalidad real que asegura su reproducción y continuidad. Esto, sin embargo, no basta. La inclusión de la lengua guaraní en el proceso de educación escolar fue sin duda un avance de la Reforma Educativa. Gracias precisamente a los programas escolares, aun en contextos urbanos, el bilingüismo ha sido potenciado. Los guaraníhablantes se han acercado con mayor fuerza a la adquisición del castellano, y algunos castellanohablantes perdieron el miedo al guaraní y superaron los prejuicios en contra de él. Dejar fuera de la Educación Media al guaraní seria echar por la borda tanto trabajo realizado, tanta esperanza acumulada. Cualquier intento de marginación del guaraní en la educación paraguaya merece la más viva y decidida protesta, pero esta postura ética no puede encubrir el continuismo de una forma de enseñanza del guaraní que ya ha causado demasiados estragos contra la lengua, contra la cultura y aun contra la lealtad que las paraguayas y paraguayos sienten por su querida lengua. El guaraní, lengua de comunicación sí y mil veces sí; lengua de imposición, no.
No último parágrafo do fragmento sobre o bilinguismo no Paraguai, o autor afirma que a língua guarani, nas escolas, deve ser tratada como língua de comunicação, e não de imposição. Qual dos argumentos abaixo foi usado pelo autor para defender essa ideia?
a) O guarani continua sendo usado pelos paraguaios, mesmo sem a escola e apesar dela.
b) A introdução do guarani nas escolas potencializou a difusão da língua, mas é necessário que haja uma postura ética em seu ensino.
c) A língua guarani encontrou uma funcionalidade real que assegura sua reprodução e continuidade, mas só isso não basta.
d) O ensino médio no Paraguai, sem o guarani, desmereceria todo o trabalho realizado e as esperanças acumuladas.
e) O bilinguismo na maneira de ensinar o guarani tem causado estragos contra a língua, a cultura e a lealdade dos paraguaios ao guarani.

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