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TEXTO I Cidadão Tá vendo aquele edifício, moço? Ajudei a levantar Foi um tempo de aflição Eram quatro condução Duas pra ir, duas pra voltar Hoje depois dele pronto Olho pra cima e fico tonto Mas me vem um cidadão E me diz desconfiado “Tu tá aí admirado Ou tá querendo roubar?” Meu domingo tá perdido Vou pra casa entristecido Dá vontade de beber E pra aumentar meu tédio Eu nem posso olhar pro prédio Que eu ajudei a fazer. (BARBOSA. L. In: ZÉ RAMALHO, 20 Super Sucessos. Rio de Janeiro: Sony Music. 1999 - fragmento) TEXTO II O trabalhador fica mais pobre à medida que produz mais riqueza e sua produção cresce em força e extensão. O trabalhador torna-se uma mercadoria ainda mais barata à medida que cria mais bens. Esse fato simplesmente subentende que o objeto produzido pelo trabalho, o seu produto, agora se lhe opõe como um ser estranho, como uma força independente do produtor. (MARX, K. Manuscritos econômicos-filosóficos (Os Primeiros). São Paulo: Boitempo Editorial, 2004)
Com base nos textos. a relação entre trabalho e modo de produção capitalista é:
A. baseada na desvalorização do trabalho especializado e no aumento da demanda social por novos postos de emprego.
B. fundada no crescimento proporcional entre o número de trabalhadores e o aumento da produção de bens e serviços.
C. estruturada na distribuição equânime de renda e no declínio do capitalismo industrial e tecnocrata.
D. instaurada a partir do fortalecimento da luta de classes e da criação da economia solidária.
E. derivada do aumento da riqueza e da ampliação da exploração do trabalhador.
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Estudo Através de Questões

há 2 meses

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há 2 meses

Vamos analisar as alternativas com base nos textos apresentados: O Texto I mostra a experiência do trabalhador que ajudou a construir um edifício, mas que agora é tratado com desconfiança e tristeza, indicando uma relação de exploração e alienação. O Texto II, de Marx, fala que o trabalhador fica mais pobre à medida que produz mais riqueza, e que o produto do seu trabalho se torna algo estranho e independente dele, reforçando a ideia de exploração no modo de produção capitalista. Analisando as alternativas: A. Desvalorização do trabalho especializado e aumento da demanda por empregos – não é o foco dos textos. B. Crescimento proporcional entre número de trabalhadores e produção – não é o que os textos indicam, pois falam de exploração e pobreza crescente. C. Distribuição equânime de renda e declínio do capitalismo – contradiz os textos, que falam de exploração e desigualdade. D. Fortalecimento da luta de classes e economia solidária – não é o foco dos textos. E. Aumento da riqueza e ampliação da exploração do trabalhador – está de acordo com os textos, que mostram o trabalhador ficando mais pobre enquanto produz mais riqueza. Portanto, a alternativa correta é: E. derivada do aumento da riqueza e da ampliação da exploração do trabalhador.

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A estética relativamente estável do modernismo fordista cedeu lugar a todo o fermento, instabilidade e qualidades fugidias de uma estética pós-moderna que celebra a diferença, a efemeridade, o espetáculo, a moda e a mercadificação de formas culturais. HARVEY, D. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Loyola, 2009.
No contexto descrito, as transformações estéticas impactam a produção de bens por meio da
a) promoção de empregos fabris, integrada às linhas de montagem.
b) ampliação dos custos de fabricação, impulsionada pelo consumo.
c) redução do tempo de vida dos produtos, acompanhada da crescente inovação.
d) diminuição da importância da organização logística, utilizada pelos fornecedores.
e) expansão de mercadorias estocadas, aliada a maiores custos de armazenamento.

No início foram as cidades. O intelectual da Idade Média — no Ocidente — nasceu com elas. Foi com o desenvolvimento urbano ligado às funções comercial e industrial — digamos modestamente artesanal — que ele apareceu, como um desses homens de ofício que se instalavam nas cidades nas quais se impôs a divisão do trabalho. Um homem cujo ofício é escrever ou ensinar, e de preferência as duas coisas a um só tempo, um homem que, profissionalmente, tem uma atividade de professor e erudito, em resumo, um intelectual — esse homem só aparecerá com as cidades. LE GOFF, J. Os intelectuais na Idade Média. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010.
O surgimento da categoria mencionada no período em destaque no texto evidencia o(a)
a) apoio dado pela Igreja ao trabalho abstrato.
b) relação entre desenvolvimento urbano e divisão do trabalho.
c) importância organizacional das corporações de ofício.
d) progressiva expansão da educação escolar.
e) acúmulo de trabalho dos professores e eruditos.

A introdução da organização científica taylorista do trabalho e sua fusão com o fordismo acabaram por representar a forma mais avançada da racionalização capitalista do processo de trabalho ao longo de várias décadas do século XX. ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009 (adaptado).
O objetivo desse modelo de organização do trabalho é o alcance da eficiência máxima no processo produtivo industrial que, para tanto,
A- adota estruturas de produção horizontalizadas, privilegiando as terceirizações.
B- requer trabalhadores qualificados, polivalentes e aptos para as oscilações da demanda.
C- procede à produção em pequena escala, mantendo os estoques baixos e a demanda crescente.
D- decompõe a produção em tarefas fragmentadas e repetitivas, complementares na construção do produto.
E- outorga aos trabalhadores a extensão da jornada de trabalho para que eles definam o ritmo de execução de suas tarefas.

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