Logo Passei Direto
Buscar

Enem

Outros
(MARX, K. Trabalho assalariado e capital & salário, preço e lucro. São Paulo: Expressão Popular, 2010) O servo pertence à terra e rende frutos ao dono da terra. O operário urbano livre, ao contrário, vende-se a si mesmo e, além disso, por partes. Vende em leilão 8,10,12,15 horas da sua vida, dia após dia, a quem melhor pagar, ao proprietário das matérias-primas, dos instrumentos de trabalho e dos meios de subsistência, isto é, ao capitalista.
O texto indica que houve uma transformação dos espaços urbanos e rurais com a implementação do sistema capitalista, devido às mudanças tecnossociais ligadas ao:
A. desenvolvimento agrário e ao regime de servidão.
B. aumento da produção rural, que fixou a população nesse meio.
C. desenvolvimento das zonas urbanas e às novas relações de trabalho.
D. aumento populacional das cidades associado ao regime de servidão.
E. desenvolvimento da produção urbana associada às relações servis de trabalho.
User badge image
Aprendendo com Desafios

há 2 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 meses

Vamos analisar o texto e as alternativas: O texto fala da diferença entre o servo (que pertence à terra e rende frutos ao dono da terra) e o operário urbano livre (que vende sua força de trabalho por horas ao capitalista). Isso indica uma transformação nas relações de trabalho e nos espaços sociais, com o surgimento do capitalismo, que está ligado ao desenvolvimento urbano e às novas formas de trabalho assalariado. Analisando as alternativas: A) desenvolvimento agrário e ao regime de servidão — fala do regime antigo, não da transformação capitalista. B) aumento da produção rural, que fixou a população nesse meio — contradiz o texto, que fala da venda da força de trabalho urbana. C) desenvolvimento das zonas urbanas e às novas relações de trabalho — está de acordo com o texto, que destaca o operário urbano livre e a venda da força de trabalho. D) aumento populacional das cidades associado ao regime de servidão — o regime de servidão é rural, não urbano. E) desenvolvimento da produção urbana associada às relações servis de trabalho — "relações servis" são do regime feudal, não do capitalismo. Portanto, a alternativa correta é: C. desenvolvimento das zonas urbanas e às novas relações de trabalho.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

A estética relativamente estável do modernismo fordista cedeu lugar a todo o fermento, instabilidade e qualidades fugidias de uma estética pós-moderna que celebra a diferença, a efemeridade, o espetáculo, a moda e a mercadificação de formas culturais. HARVEY, D. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Loyola, 2009.
No contexto descrito, as transformações estéticas impactam a produção de bens por meio da
a) promoção de empregos fabris, integrada às linhas de montagem.
b) ampliação dos custos de fabricação, impulsionada pelo consumo.
c) redução do tempo de vida dos produtos, acompanhada da crescente inovação.
d) diminuição da importância da organização logística, utilizada pelos fornecedores.
e) expansão de mercadorias estocadas, aliada a maiores custos de armazenamento.

TEXTO I Cidadão Tá vendo aquele edifício, moço? Ajudei a levantar Foi um tempo de aflição Eram quatro condução Duas pra ir, duas pra voltar Hoje depois dele pronto Olho pra cima e fico tonto Mas me vem um cidadão E me diz desconfiado “Tu tá aí admirado Ou tá querendo roubar?” Meu domingo tá perdido Vou pra casa entristecido Dá vontade de beber E pra aumentar meu tédio Eu nem posso olhar pro prédio Que eu ajudei a fazer. (BARBOSA. L. In: ZÉ RAMALHO, 20 Super Sucessos. Rio de Janeiro: Sony Music. 1999 - fragmento) TEXTO II O trabalhador fica mais pobre à medida que produz mais riqueza e sua produção cresce em força e extensão. O trabalhador torna-se uma mercadoria ainda mais barata à medida que cria mais bens. Esse fato simplesmente subentende que o objeto produzido pelo trabalho, o seu produto, agora se lhe opõe como um ser estranho, como uma força independente do produtor. (MARX, K. Manuscritos econômicos-filosóficos (Os Primeiros). São Paulo: Boitempo Editorial, 2004)
Com base nos textos. a relação entre trabalho e modo de produção capitalista é:
A. baseada na desvalorização do trabalho especializado e no aumento da demanda social por novos postos de emprego.
B. fundada no crescimento proporcional entre o número de trabalhadores e o aumento da produção de bens e serviços.
C. estruturada na distribuição equânime de renda e no declínio do capitalismo industrial e tecnocrata.
D. instaurada a partir do fortalecimento da luta de classes e da criação da economia solidária.
E. derivada do aumento da riqueza e da ampliação da exploração do trabalhador.

No início foram as cidades. O intelectual da Idade Média — no Ocidente — nasceu com elas. Foi com o desenvolvimento urbano ligado às funções comercial e industrial — digamos modestamente artesanal — que ele apareceu, como um desses homens de ofício que se instalavam nas cidades nas quais se impôs a divisão do trabalho. Um homem cujo ofício é escrever ou ensinar, e de preferência as duas coisas a um só tempo, um homem que, profissionalmente, tem uma atividade de professor e erudito, em resumo, um intelectual — esse homem só aparecerá com as cidades. LE GOFF, J. Os intelectuais na Idade Média. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010.
O surgimento da categoria mencionada no período em destaque no texto evidencia o(a)
a) apoio dado pela Igreja ao trabalho abstrato.
b) relação entre desenvolvimento urbano e divisão do trabalho.
c) importância organizacional das corporações de ofício.
d) progressiva expansão da educação escolar.
e) acúmulo de trabalho dos professores e eruditos.

A introdução da organização científica taylorista do trabalho e sua fusão com o fordismo acabaram por representar a forma mais avançada da racionalização capitalista do processo de trabalho ao longo de várias décadas do século XX. ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009 (adaptado).
O objetivo desse modelo de organização do trabalho é o alcance da eficiência máxima no processo produtivo industrial que, para tanto,
A- adota estruturas de produção horizontalizadas, privilegiando as terceirizações.
B- requer trabalhadores qualificados, polivalentes e aptos para as oscilações da demanda.
C- procede à produção em pequena escala, mantendo os estoques baixos e a demanda crescente.
D- decompõe a produção em tarefas fragmentadas e repetitivas, complementares na construção do produto.
E- outorga aos trabalhadores a extensão da jornada de trabalho para que eles definam o ritmo de execução de suas tarefas.

Mais conteúdos dessa disciplina