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6ª) Sobre inclusão e exclusão é incorreta:
a) práticas que inicialmente excluíam as pessoas que não apresentassem os padrões de normalidade estabelecidos pela sociedade em cada época, passando por períodos de segregação ao diferente, sucedido pelo período da integração destas pessoas à sociedade para, paulatinamente, construir uma sociedade voltada aos princípios inclusivos. Nesse sentido, [...] a deficiência não é algo que emerge com o nascimento de alguém ou com a enfermidade que alguém contrai, mas é produzida e mantida por um grupo social na medida em que interpreta e trata como desvantagens certas diferenças apresentadas por determinadas pessoas. Assim, as deficiências devem, a nosso ver, ser encaradas também como decorrentes dos modelos de funcionamento do próprio grupo social e não apenas como atributos inerentes às pessoas identificadas como deficientes. A deficiência e a não deficiência fazem parte do mesmo quadro. (Omote, 1994, p. 68-69)
b) ao abandonar atitudes discriminatórias pautadas historicamente nos movimentos marcados pela exclusão das pessoas com deficiência, a sociedade possibilita a inclusão substituindo o [...] enfoque tradicional, segundo o qual as próprias pessoas portadoras de deficiência eram tidas como responsáveis por todos os seus sucessos e fracassos, modernamente entende-se que a deficiência é um reflexo das condições culturais, econômicas e ambientais, que a provocam e a mantêm nos indivíduos. (Brasil, 1999, p. 18)
c) com o advento do paradigma da inclusão, a sociedade procura assegurar os direitos sociais, a cidadania plena, a igualdade de oportunidades em âmbito educacional, social, econômico e no mundo do trabalho. A inclusão como matriz de interpretação desloca a deficiência de um problema individual para um problema social. Seu pressuposto é de que a sociedade tem que se adaptar para incluir a todos. Abre-se, então, a possibilidade de inclusão das pessoas com deficiência nos diversos espaços sociais, tendo como pressuposto a adaptação da sociedade e a inclusão das pessoas com deficiência a partir de suas potencialidades. (Freitas; Marques, 2007, p. 74)
d) a prática inclusiva promove o acolhimento das pessoas com deficiência à medida que possibilita respostas diversas para atender à diversidade, ofertando um processo pedagógico que revisite sua forma de ensinar com estratégias inovadoras, uso de tecnologias assistivas e remoção de barreiras ao aprender, propiciando uma melhor qualidade de educação para todos.
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Discussões sobre Educação Inclusiva

semana passada

Respostas

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Analisando as alternativas apresentadas, todas refletem conceitos corretos sobre inclusão e exclusão, exceto uma que pode conter incorreção. Vamos revisar cada uma: a) Descreve corretamente a evolução histórica das práticas de exclusão para inclusão, destacando que a deficiência é produzida socialmente, não apenas um atributo individual. Está correta. b) Afirma que a deficiência é reflexo das condições culturais, econômicas e ambientais, e que a sociedade abandona atitudes discriminatórias. Está correta. c) Explica que o paradigma da inclusão desloca a deficiência de um problema individual para social, e que a sociedade deve se adaptar para incluir todos. Está correta. d) Fala sobre a prática inclusiva que promove acolhimento, uso de tecnologias assistivas e remoção de barreiras, melhorando a qualidade da educação para todos. Está correta. Como todas as alternativas parecem corretas, provavelmente a questão está incompleta ou falta a alternativa incorreta. Portanto, você tem que criar uma nova pergunta.

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7ª) O Decreto n. 3.956/2001 trata da oficialização, no Brasil, da Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência. O teor do decreto defende que que as pessoas com deficiência, [...] têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que outras pessoas e que estes direitos, inclusive o direito de não ser submetidas a discriminação com base na deficiência, emanam da dignidade e da igualdade que são inerentes a todo ser humano (Brasil, 2001, p. 3).

A respeito:
i) é definida a terminologia sobre a palavra deficiência, em seu artigo 1º: O termo "deficiência" significa uma restrição física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer uma ou mais atividades essenciais da vida diária, causada ou agravada pelo ambiente econômico e social (Brasil, 2001, p. 02);
ii) O decreto estabelece que "[...] Cada Estado Parte se obriga a promover a inclusão em bases iguais com as demais pessoas, bem como dar acesso a todas as oportunidades existentes para a população em geral" (Brasil, 2001, p. 2). Neste sentido, é premente a implementação de políticas educacionais e planos de ação que promovam a proteção dos direitos sociais de todas as pessoas, uma vez que [...] garantir e promover a plena inclusão da pessoa com deficiência é efetivar os direitos consagrados constitucionalmente, com vistas à construção da "sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos" que os brasileiros vislumbraram ao ratificar a tão almejada Constituição do país (Dicher e Trevisam, 2014, p. 19);
iii) também assinala como um de seus princípios, a preocupação em estabelecer formas de prevenção das deficiências com programas na área da saúde e educação, e principalmente a oferta de serviços de estimulação precoce: a) prevenção de todas as formas de deficiência preveníveis; b) detecção e intervenção precoce, tratamento, reabilitação, educação, formação ocupacional e prestação de serviços completos para garantir o melhor nível de independência e qualidade de vida para as pessoas portadoras de deficiência.
a) I e II incorretas.
b) II e III incorretas.
c) I e II corretas.
d) II e III corretas.

Sobre representação da normalidade nos séculos XVIII e XIX é incorreta: a) no paradigma da segregação, o Cristianismo influenciou a visão do sujeito diferente, compreendendo-o como criação divina, retratado por Aranha (2004, p. 3), "[...] pois todos passaram a ser igualmente considerados filhos de Deus, possuidores de uma alma e, portanto, merecedores do respeito à vida e a um tratamento caridoso". Contudo, era comum o tratamento assistencial, piedoso. b) com o desenvolvimento econômico, social, filosófico e científico, a deficiência passa ser compreendida pelo ponto de vista ainda mais social, produzindo [...] um deslocamento na concepção de deficiência que transmuta de seus diversos sentidos espirituais - possessão demoníaca, castigo ou manifestação das obras do diabo - para uma manifestação da doença e, portanto, aos médicos cabe o diagnóstico, prognóstico e tratamento da deficiência. (Freitas; Marques, 2007, p. 69) c) a institucionalização das pessoas com deficiência se intensificou, e de acordo com Sabbatini (2016), as primeiras décadas do século XX testemunharam uma grande revolução na nossa compreensão dos comportamentos considerados como anormais. Até então, pessoas com psicoses, por exemplo, eram simplesmente trancadas em asilos, onde recebiam apenas alguns cuidados simples e, algumas vezes, apoio social, sem que nenhuma terapia efetiva estivesse disponível. Esta forma de tratamento tinha como objetivo colocar o indivíduo longe do convívio social. d) o avanço científico, o desenvolvimento de campos de conhecimento como a medicina e psicologia se debruçaram em desvendar o funcionamento do corpo humano em sua normalidade, ocorrendo "[...] a mudança de status das pessoas com deficiência de vítimas de um poder sobrenatural para o status de "desviantes" ou doentes, sendo a matriz de interpretação predominante sobre a deficiência os critérios de normalidade definidos pela medicina" (Freitas; Marques, 2007, p. 70).

A Lei n. 12.796, sancionada em 4 de abril de 2013, atualiza a Lei n. 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), tornando obrigatória a oferta de educação básica a partir dos 4 anos de idade, enquanto modalidade de educação infantil. Desta forma, as crianças de 4 e 5 anos, entre elas as crianças com deficiência, são obrigadas a frequentar a escola, com carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas em no mínimo 200 dias letivos.
No que se refere a Lei n. 12.796, sancionada em 4 de abril de 2013:
i) o texto da Lei n. 12.796 estabeleceu, ainda, a garantia do Poder Público em assegurar como alternativa preferencial a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na própria rede pública e de forma transversal (Brasil, 2013). A diversidade étnico-racial também foi abordada na alteração da LDB, bem como a formação dos profissionais da educação enquanto formação continuada;
ii) as legislações rompem com as condutas segregacionistas, propondo uma nova trajetória educacional, pautada na heterogeneidade, na aceitação das diferenças, na oferta de serviços voltados ao público-alvo da educação especial, distanciando-se das antigas práticas de extermínio, do assistencialismo para incluir e oportunizar uma escola de qualidade onde todos podem aprender juntos;
iii) essa lei estabeleceu vários avanços no que tange a definição do público-alvo da educação especial, a necessidade de formação de professores para atuar na educação especial, a oferta da educação especial desde a educação infantil, o desenvolvimento de métodos e técnicas pedagógicas voltadas às necessidades educacionais dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
a) II e III corretas
b) I e III corretas
c) II e III incorretas
d) I e III incorretas

9ª) Em relação a diversidade é incorreta:
a) a compreensão da diversidade humana como "[...] o normal e o patológico definidos em termos de diferença e diversidade ou multiplicidade cultural, como algo que enriquece o ser humano" (Kuhnen, 2017, p. 341) é uma visão recente, mas extremamente necessária.
b) por meio da implementação de políticas públicas voltadas a promoção dos direitos sociais, a escolarização das pessoas com deficiência também se adaptou à proposta inclusiva, conforme a sociedade ampliou as oportunidades e por meio da educação formal e colocação destas pessoas no contexto social, possibilitando a colocação em postos de trabalho, por exemplo.
c) ao romper com os padrões impostos de normalização do sujeito diferente, a sociedade precisa voltar seus esforços no sentido de acolher as diferenças, compreendendo que as diferenças entre as pessoas sempre existirão e constituem a rica diversidade humana, uma vez que a inclusão "[...] beneficia a todos, uma vez que sadios sentimentos de respeito à diferença, de cooperação e de solidariedade podem se desenvolver" (Carvalho, 1999, p. 38)
d) a instituição escolar é essencialmente um contexto em que a diversidade humana é colocada a prova por todos, daí a importância de promover a empatia, a cooperação, a aceitação das diferenças, exaltando a contribuição das contradições. Nesse sentido, os alunos precisam estar abertos à mudança, arriscar em inovações pedagógicas voltadas à diversidade no ensinar, ao considerar que há múltiplas maneira de aprender, tendo em vista que neste [...] novo paradigma educativo, a escola deve ser definida como uma instituição social que não dever ter obrigação atender a todas as crianças. A escola deve ser aberta, pluralista, verdadeiramente democrática e de qualidade. (Brasil, 1999, p. 31)

Sobre os discursos de normal/anormal é incorreta:
a) durante o paradigma da exclusão, que compreende o discurso voltado à interpretação de que a pessoa com deficiência estava associada à normalidade, predominavam atitudes sociais de amparo para com os sujeitos que, à época, apresentavam qualquer característica de imperfeição em seu desenvolvimento, fatores pelos quais as sociedades antigas as excluíam e/ou eliminavam, como apontado por Ziliotto (2020, p. 43), a concepção de capacidade, validez, associado ao preconceito e misticismo permeou o pensamento das sociedades antigas, culminando em práticas excludentes da sociedade para com as pessoas com deficiência.
b) nas sociedades antigas, predominavam crenças religiosas e ideias místicas de que as pessoas apresentavam deficiência por castigos dos deuses, como afirmado por Nunes, Saia e Tavares (2015, p. 1108), ao apontarem que no decorrer da história "[...] o tratamento dado às pessoas com deficiência sofreu a influência de questões culturais e religiosas. Desde a Bíblia, temos referências a cegos e leprosos como pedintes ou rejeitados pela comunidade".
c) a falta de informação acerca do desenvolvimento humano, atrelado ao discurso da normalidade dos corpos, trouxe em seu bojo a exclusão do convívio social destas pessoas tidas como "anormais", sendo comum sua institucionalização em igrejas, conventos, institucionalização está marcada pela prática caridosa. Nestas instituições que abrigavam [...] aqueles que possuíam deficiência, e as instituições acabavam por reforçar o estigma para com estes sujeitos, atrelando o rótulo social que favoreceu a conduta preconceituosa, e embora, tenha resultado na diminuição do abandono, manteve a prática do assistencialismo, abrigando não só aqueles com algum tipo de deficiência, mas ainda os enfermos discriminados pelo meio social, estendendo-se também em asilos, caracterizando um isolamento daquelas pessoas consideradas diferentes pela comunidade. (Ziliotto, 2020, p. 21)
d) a compreensão da deficiência sofreu muitas interpretações, gerando estereótipos e crenças generalizadas acerca dos atributos e as características de grupos minoritários, geralmente tipificados de forma negativa e preconceituosa (Freitas; Marques, 2007). Tais interpretações sobre a deficiência geraram [...] um modelo de atendimento proposto para às pessoas consideradas deficientes, é a compreensão analisada de sse processo, todavia, o paradigma segregacionista ainda não oportunizava o acesso e participação dos estudantes com deficiência nas instituições educacionais com o avanço das discussões e legislações sobre uma sociedade que seja mais plural, voltada à diversidade.

1ª) Em tempos do período colonial, num contexto rural no território nacional, com a população em sua maioria analfabeta, a escolarização ofertada era rara e principalmente ocorria na esfera de experiências privadas. Este cenário denotava a dificuldade acentuada para escolarizar aquelas crianças consideradas à época como "anormais".

Sobre:
i) a influência do paradigma segregacionista, ainda perdurava nos idos de 1800. Contudo, por influência do retorno de José Álvares de Azevedo ao Brasil, em 1850, torna-se fulcral para a criação do primeiro instituto educacional para crianças cegas, pois este brasileiro [...] perdera a visão aos três anos de idade, acometido de "uma oftalmia purulenta de recém-nascido" e se mudou para Paris, em primeiro de agosto de 1844. Álvares de Azevedo foi educado no Institut National des Jeunes Aveugles, onde aprendeu o Sistema Braille. Ao voltar para o Brasil, em 1850, buscou subsídios para criar, na Corte, um instituto semelhante ao francês. (Leão; Sofiato, 2019, p. 284);
ii) a história de vida de Álvares de Azevedo se entrecruza com a do médico Sigaud, que atuava na câmara imperial, cuja filha era cega e Álvares lhe ensinou o Sistema Braille. Assim, Sigaud apresentou a D. Pedro II o projeto para iniciar o instituto para crianças cegas (Leão; Sofiato, 2019). Foi precisamente em 12 de setembro de 1854 que a primeira providencia neste sentido foi concretizada por Dom Pedro II. Naquela data, através do Decreto Imperial nº 1.428, Dom Pedro II fundou, na cidade do Rio de Janeiro, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos. (Mazzotta, 2011, p. 28);
iii) ainda no ano de 1857, Dom Pedro II inaugurou o Imperial Instituto dos Surdos-Mudos ou também nomeado Colégio Nacional para Surdos-Mudos para Meninos, na cidade do Rio de Janeiro, por meio da Lei n. 839, de 26 de setembro de 1957 (Mazzotta, 2011). Dessa forma, estas foram as primeiras iniciativas legais na área da educação especial que possibilitaram também a "[...] discussão da educação dos portadores de deficiência, no 1º Congresso de Instrução Pública, em 1883, convocado pelo Imperador" (Mazzotta, 2011, p. 30).
a) I e II corretas.
b) II e III corretas.
c) I e III incorretas.
d) II e III incorretas

2ª) Sobre os marcos legais da educação especial é incorreta:
a) no ano de 1945 consta como primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação realizado pela Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff (Brasil, 2008), e em 1954 é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), conhecida pelo movimento que se destaca no país pelo seu pioneirismo (Jannuzzi, 2004).
b) a primeira dessas associações foi fundada em 1954, na cidade do Rio de Janeiro. Com caráter privado-filantrópico, as Apaes, inspiradas no modelo estadunidense da National Association for Retarded Children (Narc), logo se expandiram pelo Brasil, atendendo, sob os enfoques clínico-terapêutico, pedagógico e assistencial, sobretudo, pessoas com deficiência intelectual e múltipla (Bezerra; Furtado, 2020, p. 5).
c) a Apae foi criada no Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro de 1954, na ocasião da chegada ao Brasil de Beatrice Bemis, procedente dos Estados Unidos, membro do corpo diplomático norte-americano e mãe de uma criança com Síndrome de Down. No seu país, ela já havia participado da fundação de mais de 250 associações de pais e amigos. Em meados do ano de 1962, criou-se a Federação Nacional das Apaes (Bezerra; Furtado, 2020).
d) somente no ano de 1961 podemos considerar que na política educacional é mencionada a educação especial na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A Lei n. 4.024/1961, clarificou que o "tratamento especial" para os estudantes que apresentassem deficiências deveriam ser encaminhamento dos alunos para as classes especiais e escolas especializadas.

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