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PRÁTICA PEDAGÓGICA VII - ESPAÇOS NÃO ESCOLARES
PLANO DE AULA
Uso das tecnologias assistivas nas práticas inclusivas
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
	Professor:
	Luana Barreto Carneiro
	Disciplina:
	Prática Pedagógica VII - Espaços Não Escolares
	Período do curso:
	1º semestre
	Tempo previsto:
	2 aulas de 50 minutos
TEMA: Uso das tecnologias assistivas nas práticas pedagógicas inclusivas.
OBJETIVOS
Compreender a tecnologia assistiva como recurso de acessibilidade, participação e autonomia dos estudantes.
Reconhecer que a inclusão exige planejamento flexível, respeito às diferenças e participação de todos os alunos.
Elaborar, em grupo, uma proposta de atividade inclusiva utilizando recursos assistivos simples e digitais.
Desenvolver atitudes de cooperação, escuta, empatia e responsabilidade diante das diferentes formas de aprender.
CONTEÚDO
Educação inclusiva e direito à diferença no cotidiano escolar.
Conceito e finalidade das tecnologias assistivas nas práticas pedagógicas.
Exemplos de recursos assistivos: materiais ampliados, comunicação alternativa, audiodescrição, legendas, Libras, leitores de tela, recursos táteis e aplicativos de acessibilidade.
Planejamento de atividades pedagógicas acessíveis, participativas e colaborativas.
DESENVOLVIMENTO DO TEMA
1º momento - Acolhimento e problematização: a aula será iniciada com a seguinte situação-problema: “Como garantir que todos os alunos participem de uma atividade escolar, mesmo quando apresentam diferentes formas de comunicação, mobilidade, visão, audição ou aprendizagem?”. Em seguida, os estudantes serão convidados a comentar experiências já vivenciadas na escola relacionadas à inclusão ou exclusão.
2º momento - Exposição dialogada: o professor apresentará, com apoio de slides acessíveis, o conceito de tecnologia assistiva e sua relação com a prática pedagógica inclusiva. Será destacada a importância de adaptar recursos, linguagens, tempos e formas de participação para que a aprendizagem seja construída no coletivo, sem separar os alunos por suas limitações.
3º momento - Atividade inclusiva em grupos: a turma será dividida em pequenos grupos. Cada grupo receberá uma situação escolar fictícia, por exemplo: estudante com baixa visão, estudante surdo, estudante com deficiência física, estudante com dificuldade de comunicação oral ou estudante com transtorno de aprendizagem. A tarefa será adaptar uma atividade simples de leitura, produção textual ou apresentação oral para que todos possam participar. Os grupos deverão propor ao menos dois recursos assistivos e justificar como eles favorecem a participação.
4º momento - Socialização: cada grupo apresentará sua proposta em formato acessível, podendo utilizar fala, cartaz, áudio, texto ampliado, imagens, pictogramas, recursos táteis ou apoio digital. Durante as apresentações, a turma observará se a atividade realmente permite a participação de todos e sugerirá melhorias.
5º momento - Síntese coletiva: ao final, o professor retomará a situação-problema inicial e construirá com os alunos um quadro-síntese com princípios de uma prática inclusiva: conhecer a turma, planejar com flexibilidade, remover barreiras, diversificar recursos, valorizar a cooperação e avaliar diferentes formas de participação.
RECURSOS DIDÁTICOS
Computador, projetor multimídia, pendrive e slides em formato acessível, com fonte ampliada e contraste adequado.
Caixa de som para reprodução de áudio e vídeos curtos com legenda.
Cartolina, folhas A4, pincéis, lápis de cor, cola e tesoura sem ponta.
Textos impressos em fonte ampliada e versão digital para leitura em celular ou computador.
Pictogramas, imagens, cartões de comunicação alternativa e materiais com textura para exploração tátil.
Celular ou computador com recursos de acessibilidade, como leitor de tela, ampliação, ditado por voz, legenda automática ou tradutor de Libras, quando disponível.
AVALIAÇÃO
Avaliação qualitativa e contínua: observação da participação, colaboração, respeito às diferenças, escuta dos colegas, envolvimento nas discussões e capacidade de propor soluções inclusivas durante a aula.
Avaliação quantitativa/produtiva: entrega, em grupo, de uma proposta escrita de atividade inclusiva contendo: objetivo, público-alvo, recursos assistivos utilizados, forma de participação de todos os alunos e justificativa pedagógica. A atividade será avaliada considerando clareza, coerência, criatividade, acessibilidade e relação com o conteúdo estudado.
Autoavaliação: ao final da aula, cada aluno responderá brevemente: “O que aprendi sobre inclusão?” e “Que atitude posso adotar como futuro professor para tornar minha prática mais acessível?”.
REFERÊNCIAS
BERSCH, R.; SCHIRMER, C. Tecnologia assistiva no processo educacional. 2005.
MANZINI, E. J. Tecnologia assistiva para educação: recursos pedagógicos adaptados. Brasília: MEC, 2005.
SANTOS, P. K.; DANTAS, N. M. R. Tecnologias assistivas e a inclusão do estudante surdo na educação superior. Revista Internacional de Educação Superior, 2017.
GUERRA, A. L. V. Criatividade na escola: refletindo sobre currículo e práticas pedagógicas. Ensino em Perspectivas, Fortaleza, v. 2, n. 4, p. 1-11, 2021.

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