literatA narrativa hegemônica acerca da inteligência artificial frequentemente a reveste de uma suposta imaterialidade, valendo-se de metáforas como nuvem e inteligência etérea com a clara função ideológica de ocultar as bases materiais e os regimes de extração. Contudo, as infraestruturas físicas e logísticas que sustentam tais arquiteturas revelam uma realidade profundamente concreta. O controle sobre os fluxos informacionais globais, corporificados em cabos submarinos e data centers concentrados sob a tutela de potências centrais, materializa uma soberania digital marcadamente assimétrica. Essa configuração infraestrutural fornece o suporte computacional necessário para o treinamento de modelos avançados de aprendizado de máquina, enquanto subordina os territórios periféricos a uma posição de completa dependência sistêmica. ANDRADE, Tiago Negrão de; GOBBI, Maria Cristina. A inteligência artificial como dispositivo geopolítico: colonialidade digital, soberania informacional e os impactos no Sul Global. Tríade: Comunicação, Culture e Mídia, Sorocaba, v. 14, n. 27, e026001, 2026. p. 14. Analise a crítica teórica desenvolvida sobre a materialidade da inteligência artificial, assinale a alternativa correta sobre a função das