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artigo que se encaixa perfeitamente nesse contexto: Plano Fisioterapêutico Pediátrico 1. Identificação e quadro funcional Criança de 3 anos, apresentando déficit de equilíbrio estático e dinâmico, alterações na coordenação motora e dificuldade de concentração durante atividades que exigem dupla tarefa, como correr ou caminhar simultaneamente à fala. Observa-se ainda preferência de lateralidade durante tarefas funcionais, como subir degraus e chutar bola. 2. Objetivo geral Promover o desenvolvimento das habilidades motoras globais, favorecendo equilíbrio, coordenação motora, controle postural, atenção durante tarefas motoras e maior autonomia funcional, respeitando o estágio de desenvolvimento da criança. 3. Objetivos específicos • Estimular o equilíbrio estático e dinâmico. • Aprimorar a coordenação motora global e óculo-pedal. • Desenvolver controle postural e ajustes antecipatórios. • Estimular mudanças de direção, velocidade e deslocamento. • Trabalhar atividades de dupla tarefa de forma progressiva. • Favorecer a exploração bilateral dos membros, sem forçar a mudança da lateralidade espontânea. • Desenvolver habilidades motoras compatíveis com a faixa etária. 4. Condutas fisioterapêuticas a) Treino de equilíbrio e controle postural Realizar atividades sobre diferentes superfícies e bases de apoio, como caminhar sobre linhas, ultrapassar pequenos obstáculos, permanecer em apoio unipodal com auxílio e realizar mudanças de direção. Objetivo: melhorar as respostas de equilíbrio, estabilidade postural e capacidade de adaptação às diferentes demandas motoras. b) Circuito motor lúdico Utilizar circuitos com cones, bambolês, obstáculos baixos, degraus e diferentes trajetórias, envolvendo caminhar, correr, saltar e mudar de direção. Objetivo: estimular planejamento motor, coordenação, agilidade e controle corporal. c) Treino de coordenação motora Utilizar atividades com bola, como chutar, rolar, lançar e receber, além de jogos que envolvam alcançar objetos e coordenar movimentos dos membros superiores e inferiores. Objetivo: aprimorar coordenação global, óculo-manual e óculo-pedal. d) Treino de subir e descer degraus Realizar a atividade inicialmente com apoio e supervisão, estimulando alternância dos membros inferiores conforme a capacidade funcional da criança. Objetivo: desenvolver equilíbrio, força funcional, coordenação e planejamento motor. e) Atividades de dupla tarefa Introduzir progressivamente tarefas que associem movimento e estímulo cognitivo, como caminhar enquanto nomeia cores, animais ou objetos, inicialmente em baixa complexidade. Objetivo: favorecer atenção, concentração, planejamento motor e capacidade de realizar simultaneamente demandas motoras e cognitivas. f) Atividades de lateralidade Explorar movimentos bilaterais e cruzados, como chutar bolas alternando os membros, alcançar objetos em diferentes lados do corpo e realizar brincadeiras que estimulem cruzamento da linha média. Objetivo: favorecer integração bilateral e organização motora, sem interferir ou tentar modificar uma preferência lateral espontânea. 5. Fundamentação teórica A intervenção fisioterapêutica pediátrica deve ser individualizada, funcional e baseada em atividades significativas para a criança. O treinamento motor orientado à tarefa e a prática repetida de habilidades funcionais favorecem a aquisição e o aprimoramento das competências motoras. Atividades que envolvem equilíbrio, deslocamentos, obstáculos, bolas e mudanças de direção proporcionam estímulos aos sistemas vestibular, proprioceptivo e visual, contribuindo para o controle postural e a coordenação motora. Além disso, a utilização de brincadeiras e circuitos motores aumenta o envolvimento da criança e possibilita trabalhar simultaneamente componentes motores, cognitivos e perceptivos. A progressão das atividades deve ocorrer conforme a resposta individual, priorizando qualidade do movimento, segurança e participação ativa. A preferência por determinado membro durante tarefas funcionais pode fazer parte do processo de desenvolvimento da lateralidade. Portanto, a intervenção deve estimular a exploração bilateral, sem impor a utilização de um membro específico. 6. Orientações aos familiares • Estimular diariamente brincadeiras que envolvam correr, saltar, chutar, lançar e subir pequenos degraus, sempre com supervisão. • Evitar excesso de atividades passivas e favorecer momentos de movimento e exploração do ambiente. • Utilizar brincadeiras simples e divertidas, respeitando o limite de atenção da criança. • Dar comandos curtos e objetivos durante as atividades. • Evitar comparar o desempenho motor da criança com o de outras crianças. • Não forçar a utilização de uma mão ou perna específica; permitir que a preferência lateral se desenvolva naturalmente. • Proporcionar ambiente seguro, retirando obstáculos que possam aumentar o risco de quedas. • Valorizar pequenas conquistas, utilizando reforço positivo para estimular a participação. • Manter comunicação entre família e fisioterapeuta para acompanhar a evolução funcional.
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sarah.portilho2468

há 2 semanas

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há 2 semanas

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