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Uma cozinha solidária conveniada ao município produz 420 refeições diárias para pessoas em insegurança alimentar, incluindo trabalhadores informais, famílias residentes em ocupações e pessoas em situação de rua. Diante da redução temporária de 25% dos alimentos disponíveis durante 45 dias, uma empresa propôs fornecer bebidas açucaradas e preparações prontas. Como contrapartida, solicitou a divulgação de sua marca, fotografias e depoimentos dos usuários para redes sociais, além da participação semanal nas oficinas patrocinadas. A coordenação também propôs exigir documento com fotografia para registrar as refeições. A nutricionista verificou que 41% dos usuários estavam em situação de rua, 34% não possuíam documento com fotografia e 16% retiravam refeições para familiares com mobilidade reduzida. As bebidas continham 24 g de açúcares adicionados por porção, as preparações seguiam cardápio padronizado sem avaliação de adequação cultural, e o monitoramento do serviço era realizado por contagem agregada de refeições por turno. Também havia registro de constrangimento dos usuários em experiências anteriores de identificação nominal. O termo de parceria municipal estabelece que decisões relacionadas ao acesso, às atividades educativas, ao registro de informações e ao recebimento de doações devem preservar a finalidade pública do programa, a dignidade dos usuários, a qualidade da alimentação e a continuidade do serviço. Novas parcerias devem ser submetidas ao fluxo institucional responsável.Considerando o direito à alimentação adequada, a dignidade dos usuários e a responsabilidade profissional, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.A) Preservar o acesso às refeições, recusar as contrapartidas propostas, avaliar tecnicamente os alimentos, limitar os registros ao necessário e acionar a gestão.B) Negociar a retirada das fotografias, exigir identificação nas refeições para viagem, aceitar a marca nos materiais educativos e ajustar o cardápio ao aporte recebido.C) Recusar a proposta, suspender novas admissões, preservar as porções dos usuários cadastrados e ampliar novamente o atendimento após a recomposição municipal.D) Aceitar a doação após análise sanitária, usar códigos no cadastro, tornar as oficinas requisito de permanência e divulgar resultados coletivos com a marca apoiadora.E) Manter o acesso livre de documento, aceitar a marca fora do refeitório, oferecer as oficinas de modo voluntário e incorporar os produtos ao cardápio durante a redução.
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Rodrigo Hoffmann

semana passada

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semana passada

Vamos analisar passo a passo os pontos importantes do caso: - A cozinha solidária atende pessoas em insegurança alimentar, incluindo grupos vulneráveis (pessoas em situação de rua, trabalhadores informais, famílias em ocupações). - Houve redução temporária de 25% dos alimentos. - A empresa propôs fornecer bebidas açucaradas e preparações prontas, com contrapartidas que podem afetar a dignidade dos usuários (divulgação de marca, fotos, depoimentos, participação obrigatória em oficinas). - A coordenação propôs exigir documento com foto para registro, mas 34% dos usuários não possuem esse documento, e há histórico de constrangimento com identificação nominal. - As bebidas têm alto teor de açúcar e o cardápio não foi avaliado quanto à adequação cultural. - O termo de parceria municipal exige preservação da finalidade pública, dignidade, qualidade da alimentação e continuidade do serviço. - Novas parcerias devem passar pelo fluxo institucional. Agora, analisando as alternativas: A) Preservar o acesso às refeições, recusar as contrapartidas propostas, avaliar tecnicamente os alimentos, limitar os registros ao necessário e acionar a gestão. - Preserva dignidade e acesso, rejeita contrapartidas que podem ser prejudiciais, avalia qualidade dos alimentos, respeita privacidade e segue fluxo institucional. Parece correta. B) Negociar a retirada das fotografias, exigir identificação nas refeições para viagem, aceitar a marca nos materiais educativos e ajustar o cardápio ao aporte recebido. - Exigir identificação pode excluir usuários vulneráveis; aceitar marca pode ferir dignidade; ajustar cardápio sem avaliação cultural é problemático. C) Recusar a proposta, suspender novas admissões, preservar as porções dos usuários cadastrados e ampliar novamente o atendimento após a recomposição municipal. - Suspender novas admissões fere o direito ao acesso; não é adequado. D) Aceitar a doação após análise sanitária, usar códigos no cadastro, tornar as oficinas requisito de permanência e divulgar resultados coletivos com a marca apoiadora. - Tornar oficinas obrigatórias fere a liberdade dos usuários; divulgação com marca pode afetar dignidade. E) Manter o acesso livre de documento, aceitar a marca fora do refeitório, oferecer as oficinas de modo voluntário e incorporar os produtos ao cardápio durante a redução. - Aceitar a marca pode ser problemático; incorporar produtos sem avaliação técnica pode afetar qualidade. Resposta correta: A) Preservar o acesso às refeições, recusar as contrapartidas propostas, avaliar tecnicamente os alimentos, limitar os registros ao necessário e acionar a gestão.

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