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Durante uma operação de patrulhamento tático em uma comunidade de Maceió, uma guarnição do BOPE/PMAL avista um indivíduo suspeito que, ao perceber a aproximação policial, empreende fuga a pé. O indivíduo adentra o prédio de uma antiga escola pública desativada pelo Estado. Ao ingressarem no imóvel, os policiais constatam que a estrutura abandonada foi adaptada e serve de moradia permanente e habitual para um grupo de pessoas em situação de vulnerabilidade social, contendo pertences pessoais, camas improvisadas e utensílios domésticos. Mesmo sem mandado judicial e sem visualização de crime em flagrante no momento do adentramento, os policiais realizam uma busca minuciosa no local alegando que edificações públicas desativadas não possuem a proteção da inviolabilidade domiciliar. À luz da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no REsp 2.196.166/2023), qual é a análise jurídica sobre a legalidade do ingresso e das provas obtidas? Questão 12Resposta a. O ingresso é lícito, visto que prédios pertencentes ao patrimônio público desativado não podem ser juridicamente qualificados como domicílio para fins de proteção constitucional. b. O ingresso é nulo, exclusivamente pela ausência injustificada de um membro da Defensoria Pública do Estado no momento do adentramento tático pela equipe policial. c. O ingresso é ilícito, pois o conceito legal e constitucional de "casa" abrange qualquer compartimento habitado onde alguém vive habitualmente, incluindo prédios públicos abandonados ocupados como moradia. d. O ingresso é lícito, desde que os policiais relatem no auto de prisão a percepção de forte odor de entorpecentes no ambiente, elemento que constitui justa causa autônoma e suficiente para a busca domiciliar. e. O ingresso é lícito com base na teoria da descoberta inevitável, desde que o indivíduo perseguido venha a ser denunciado por crime contra o patrimônio público.
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fabio dos santos ribeiro

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

A questão trata da legalidade do ingresso policial em prédio público desativado, adaptado como moradia habitual por pessoas em situação de vulnerabilidade, sem mandado judicial e sem flagrante. Segundo a jurisprudência do STJ (AgRg no REsp 2.196.166/2023), o conceito constitucional de domicílio abrange qualquer local onde alguém vive habitualmente, mesmo que seja um prédio público desativado. Portanto, o ingresso sem mandado judicial e sem flagrante é ilícito, pois viola a inviolabilidade domiciliar. Assim, a alternativa correta é: c) O ingresso é ilícito, pois o conceito legal e constitucional de "casa" abrange qualquer compartimento habitado onde alguém vive habitualmente, incluindo prédios públicos abandonados ocupados como moradia.

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