A identidade dos Annales se constitui como um movimento entre: a interdisciplinaridade, a problematização da história, e as novas proposições nas formas de conceber o Tempo. Este compromisso com a integração de saberes foi evidenciado desde o primeiro número de sua revista, a Annales d’histoire économique et sociale, lançada em 15 de janeiro de 1929, que já enfatizava a necessidade premente de um intercâmbio entre historiadores e demais cientistas sociais. Esta ambiciosa visão de uma síntese do conhecimento histórico consagrou-se sob o nome de histoire totale. De acordo com o ofício do historiador, marque a opção INCORRETA: Nessa nova perspectiva, o fato histórico deixa de ser um dado objetivo e pré-constituído para ser entendido como uma construção do historiador. Seu trabalho deixa de ser uma compilação neutra de eventos e passa a ser orientado por um problema específico, formulado a partir dos anseios e inquietações de sua própria época. O historiador adota, assim, uma perspectiva de Janus – uma referência ao deus romano de duas faces, que olha simultaneamente para o passado e para o futuro. Ele mira o passado com o intuito de compreender e iluminar as questões que o mobilizam no presente. Nessa nova abordagem, o objeto de estudo da História foi radicalmente transformado. Ele deixou de se restringir às biografias de grandes figuras ou aos eventos políticos nacionais para voltar-se para a investigação de sistemas de crença e estruturas mentais coletivas. É daí que emerge a premissa central que orientou Bloch, Febvre e depois Braudel: a de examinar o passado a partir do próprio passado, sem se preocupar com as aspirações do presente.