s processos educativos e formativos são ressignificados conforme citado por Frigotto (1998), no campo das concepções e políticas, reduzindo-os ao economicismo do emprego e, agora, da empregabilidade que não significa garantia de emprego, mas a ideia de que se deve dispor de melhores condições de competir pelos poucos empregos existentes, separando-se da dimensão ontológica do trabalho e da produção para produzir resultados a curto prazo. Contudo, esse aparente consenso, incutido exaustivamente nos discursos, não se resolveu na prática. Se as mudanças tecnológicas e no trabalho não podem ser negadas, também não há como negar o universo de incertezas da realidade econômico-social. Logo, na realidade, ainda não há clareza quanto ao tipo de formação que as pessoas deveriam receber, para se adaptar às transformações em curso, confundindo-se com as ainda presentes orientações do modelo taylorista-fordista. Esse ainda é o dilema que vive a escola quando se vê pressionada a adotar a pedagogia das competências como modo de potencializar a empregabilidade de seus alunos. Por isso, a incorporação da ideia de inovação no campo da educação não é simples nem consistente, como bem reconhece ao referir-se à fragilidade teórica do conceito para explicar os processos inovadores que são desenvolvidos na educação da América Latina, ao que acrescenta que como decorrência, em nome da inovação, têm-se legitimado propostas conservadoras, homogeneizando políticas e práticas e promovendo a repetição de propostas que não consideram a diversidade de contextos sociais e culturais. Além disso, a categoria inovação foi tratada como algo à parte das teorias sobre a mudança educacional. Daí a necessidade de integrar ambos os conceitos e de fazer uma reflexão mais geral que envolva a mudança na área. Na transposição para o campo da educação, o conceito de inovação trouxe de imediato a ideia de que os avanços da ciência e da tecnologia determinariam o desenvolvimento econômico, social e cultural. Esse determinismo tecnológico, fundamentado na crença do potencial positivo da tecnologia, tem influenciado programas e reformas educacionais desde o início do processo de industrialização do País. De acordo com o texto, assinale a alternativa que representa o principal dilema enfrentado pela educação ao adotar a pedagogia das competências para potencializar a empregabilidade dos alunos. A certeza sobre o tipo de formação necessário para se adaptar às transformações tecnológicas. A necessidade de garantir a empregabilidade de todos os alunos imediatamente após a formatura. A dificuldade de integrar inovação e mudança educacional considerando a diversidade de contextos sociais e culturais. A exclusão da dimensão ontológica do trabalho em favor de resultados a curto prazo.