Ed
há 4 dias
Vamos analisar o caso: - Idoso com queixas de esquecimento progressivo, desorientação ocasional, redução do interesse por atividades e necessidade de auxílio em atividades instrumentais (finanças, medicamentos), mas ainda independente nas básicas. - MEEM 22 pontos (para 7 anos de escolaridade, indica comprometimento cognitivo). - GDS-15 com 7 pontos (sugere possível depressão, mas não necessariamente demência). - Hipertensão controlada. - Exame físico estável. Agora, as alternativas: A) Solicitar neuroimagem para descartar causas reversíveis de demência devido à suspeita de demência vascular. - Embora a demência vascular seja uma possibilidade, o quadro descrito é mais sugestivo de demência degenerativa (ex: Alzheimer). Neuroimagem é importante, mas não necessariamente o primeiro passo para diferenciar o quadro. B) Aplicar testes mais sensíveis para o diagnóstico de depressão, visto que tal quadro psiquiátrico é uma causa de demência reversível. - A depressão pode causar pseudodemência, mas o quadro clínico e o MEEM indicam comprometimento cognitivo real. Além disso, GDS-15 já foi aplicado. C) Pesquisar sensibilidade a inibidores de colinesterase, considerando que a pontuação no MEEM confirma o diagnóstico de demência. - O MEEM sozinho não confirma diagnóstico de demência, e a sensibilidade a inibidores não é um teste diagnóstico, mas sim uma questão terapêutica. D) Realizar teste de fluência verbal e avaliação funcional para diferenciar comprometimento cognitivo leve de demência. - Essa é a conduta mais adequada para complementar a avaliação, pois ajuda a diferenciar comprometimento cognitivo leve (CCL) de demência, considerando que o paciente ainda mantém independência nas atividades básicas. Resposta correta: D) Realizar teste de fluência verbal e avaliação funcional para diferenciar comprometimento cognitivo leve de demência.