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As lentes multifocais ou progressivas são indicadas para pacientes que precisam enxergar bem de longe e de perto, permitindo “muitos focos” ao usuário por meio do mesmo par de lentes, dispensando o uso de dois óculos (para perto e longe). Geralmente, a lente tem três pontos de visão (perto, médio e longe). Cada um dos extremos tem a correção necessária para a pessoa enxergar normalmente, enquanto o médio faz uma transição entre ambos.

Considere que, para o olho humano com vista normal, a distância do ponto próximo (PP) e do ponto remoto (PR) é, respectivamente, 25 cm e infinito; para o olho míope, há uma aproximação entre o PP e o PR e a distância do PR deixa de ser no infinito; para o olho hipermetrope, há um afastamento do PP. Considere que o efeito da presbiopia é semelhante ao da hipermetropia e que, nesse caso, a distância do PP é maior que 25 cm.
Uma pessoa usa uma lente multifocal para corrigir miopia e presbiopia. Essa lente apresenta um extremo divergente de –0,25 grau (–0,25 di) para correção da miopia cuja distância focal é igual, em módulo, à distância do ponto remoto da pessoa. Se a zona de acomodação, que é dada por d = dPR – dPP, dessa pessoa for de 3,5 m, qual é o grau de adição e o tipo de lente, no outro extremo da multifocal, para corrigir a presbiopia?
A Lente convergente de +3,7 graus.
B Lente convergente de +2,0 graus.
C Lente divergente de –2,0 graus.
D Lente convergente de +6,0 graus.
E Lente divergente de –6,0 graus.
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Matematicamente

há 3 semanas

Respostas

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há 3 semanas

Vamos analisar passo a passo: 1. A lente multifocal tem um extremo divergente de –0,25 dioptrias para corrigir a miopia. Isso significa que a distância focal (f) desse extremo é: \( f = \frac{1}{D} = \frac{1}{-0,25} = -4 \, m \) O módulo da distância focal é 4 m, que corresponde à distância do ponto remoto (dPR) da pessoa. 2. A zona de acomodação é dada por: \( d = d_{PR} - d_{PP} = 3,5 \, m \) Sabemos que \( d_{PR} = 4 \, m \), então: \( d_{PP} = d_{PR} - d = 4 - 3,5 = 0,5 \, m \) 3. A distância do ponto próximo (PP) para o olho normal é 25 cm (0,25 m), mas para essa pessoa é 0,5 m, maior, indicando presbiopia. 4. O grau de adição (A) para corrigir a presbiopia é dado pela diferença entre as dioptrias do ponto próximo e do ponto remoto: \( A = \frac{1}{d_{PP}} - \frac{1}{d_{PR}} = \frac{1}{0,5} - \frac{1}{4} = 2 - 0,25 = 1,75 \, di \) 5. Como a lente para correção da presbiopia é para visão de perto, ela é convergente (positiva). 6. Agora, analisando as alternativas, a que mais se aproxima de +1,75 dioptrias é +2,0 dioptrias. Portanto, a resposta correta é: B) Lente convergente de +2,0 graus.

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Há alguns anos, surgiram no mercado as geladeiras invertidas, cujo congelador se encontra na parte inferior para melhor ergonomia, que é a adequação de equipamentos para maior comodidade ao utilizá-los. Com essa diferença no eletrodoméstico, as pessoas não têm que se abaixar para pegar os alimentos que utilizam com maior frequência, como verduras e legumes, que costumam ficar na parte mais baixa da geladeira convencional. Testes técnicos indicam que as geladeiras invertidas têm um gasto maior de energia que as geladeiras convencionais, uma vez que, na geladeira invertida, o movimento forçado do ar frio – gerado no congelador para resfriar o ar quente acima – é uma troca de calor não espontânea, diferentemente da geladeira convencional.
Por que as geladeiras invertidas têm um gasto maior de energia que as geladeiras convencionais?
A convencional, o processo de resfriamento é natural e espontâneo, bem como a movimentação entre o ar quente e o ar frio dentro da geladeira.
B convencional, o ar frio dos alimentos sobe, trocando calor espontaneamente com o ar quente acima, próximo ao congelador.
C invertida, o processo de troca de calor interno é totalmente natural e espontâneo.
D invertida, o congelador têm menor volume que o restante da geladeira, diferentemente da geladeira convencional.
E invertida, o movimento forçado do ar frio – gerado no congelador para resfriar o ar quente acima – é uma troca de calor não espontânea, diferentemente da geladeira convencional.

O sulfato de bário é um agente radiopaco, que é capaz de barrar raios X. Por isso, esse composto é muito utilizado como contraste radiológico no tubo intestinal. Os íons bário (Ba2+) apresentam alta toxicidade para o organismo humano, e, por isso, o composto usado para as radiografias deve ser insolúvel em água, como o BaSO4, para evitar uma possível intoxicação. A alta toxicidade do bário ocorre porque os íons Ba2+ tendem a substituir os íons cálcio (Ca2+) e realizar suas funções de forma ineficiente, provocando sérias consequências ao organismo, como o acúmulo de bário nos ossos e o decorrente desenvolvimento anormal do tecido ósseo.

Considerando que o número atômico do bário é 56 e que o número atômico do cálcio é 20, uma explicação plausível do motivo pelo qual tal intoxicação pode acontecer é que o bário apresenta
Considerando que o número atômico do bário é 56 e que o número atômico do cálcio é 20, uma explicação plausível do motivo pelo qual tal intoxicação pode acontecer é que o bário apresenta
A raio atômico maior e, por isso, tem uma energia de ionização maior que a do cálcio.
B apenas um elétron na camada de valência, que pode ser facilmente doado em uma ligação.
C propriedades químicas muito semelhantes ao cálcio por localizar-se no mesmo grupo que ele.
D eletronegatividade maior do que o cálcio, oxidando compostos do organismo mais facilmente.
E maior eletronegatividade por apresentar um raio atômico maior e, por isso, é menos reativo.

A falta de chuva não é a única responsável por uma crise hídrica no Brasil. A retirada da cobertura vegetal do solo, agravada por atividades como o agronegócio e a mineração, contribui para reduzir ainda mais a disponibilidade de água nas torneiras. No Cerrado, onde estão as nascentes das principais bacias hidrográficas da América do Sul, incluindo a do Rio São Francisco, a situação é alarmante. A área devastada no segundo maior bioma brasileiro chega a 1,5 milhão de metros quadrados – em torno de 75%. Com isso, a água da chuva deixa de ser absorvida pela vegetação e não chega aos aquíferos.

Além de impedir o reabastecimento dos aquíferos, a retirada da cobertura vegetal interfere na disponibilidade de água, uma vez que
Além de impedir o reabastecimento dos aquíferos, a retirada da cobertura vegetal interfere na disponibilidade de água, uma vez que
A favorece o processo de erosão, de forma que os resíduos são sedimentados nos rios, diminuindo a sua capacidade e a sua vazão.
B fragmenta hábitats, com consequente diminuição de sua área e o aumento considerável da área de borda da região desmatada.
C promove o intenso acúmulo de terra, lixo e matéria orgânica nas fontes de água, iniciando o processo de lixiviação do solo nas margens dos rios.
D propicia a contaminação de ambientes aquáticos, causando um acúmulo progressivo de substâncias tóxicas pelos níveis tróficos de uma teia alimentar.
E aumenta a oferta de nitrogênio e fósforo nos rios, o que inicia o processo de eutrofização, com consequente diminuição do oxigênio e morte dos organismos.

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