Transformar o ensino sem transformar a avaliação é um esforço inócuo. Quando o professor avança em metodologias integradas e diálogos culturais ricos, mas no momento final instaura um processo avaliativo que apenas exige do estudante que marque um “x” sobre definições soltas extraídas de apostilas, o elo interdisciplinar é quebrado e o recado passado à turma é de que apenas a memorização desconexa tem validade institucional real. Em contrapartida, as práticas de ensino contemporâneas de “boa qualidade” focam-se nos aspectos estruturantes do trabalho. Instrumentos como o diário de bordo, os painéis interativos, as defesas argumentativas de grupo e as autoavaliações tornam-se primordiais. Nesse escopo de reflexão entre a teoria didática e as formas de avaliar, pondere sobre as asserções expostas a seguir: I. Na concepção de uma docência de melhor qualidade e da avaliação interdisciplinar, a competência é avaliada como a capacidade de articular o trabalho bem-feito e o agir técnico alinhados intrinsecamente ao horizonte ético e político. PORQUE II. O trabalho competente “faz bem”, o que significa dizer que os indicadores de sucesso não se limitam à produtividade de