A eficácia de um sistema de sensoriamento remoto orbital é determinada em grande parte pela órbita de seu satélite, que dita a geometria de aquisição e a cobertura espaço-temporal dos dados. As duas classes de órbitas mais comuns são a geoestacionária (GEO) e a Órbita Terrestre Baixa (LEO). A escolha entre elas representa um compromisso fundamental no projeto da missão. Órbitas GEO permitem a observação contínua de uma vasta área, enquanto órbitas LEO, especialmente as hélio-síncronas, são projetadas para fornecer cobertura global com alta resolução espacial e condições de iluminação consistentes, sendo cruciais para o monitoramento sistemático dos recursos terrestres. Fonte: JENSEN, J. R. Sensoriamento Remoto do Ambiente: uma perspectiva em recursos terrestres. São José dos Campos: Parêntese, 2009. Com base nos princípios da mecânica orbital e nas características das plataformas de sensoriamento remoto, analise as afirmativas a seguir sobre as órbitas de satélites: I. Quanto maior for a altitude orbital de um satélite, maior a sua resolução espacial. Por isso, satélites em órbita geoestacionária conseguem obter imagens com maior nível de detalhe (pixels menores) do que satélites em órbita baixa. II. A órbita geoestacionária, a uma altitude de aproximadamente 35.786 km, possui um período orbital igual ao da rotação da Terra. Isso faz com que o satélite permaneça aparentemente fixo sobre um ponto no Equador, permitindo o monitoramento contínuo de fenômenos dinâmicos, como a evolução de sistemas meteorológicos. III. Satélites em Órbita Terrestre Baixa (LEO), como os da série Landsat, frequentemente utilizam uma órbita quase-polar. Essa inclinação permite que o satélite imageie praticamente toda a superfície do planeta à medida que a Terra rotaciona sob sua trajetória, embora um ponto específico só seja imageado em intervalos de vários dias. IV. Uma órbita hélio-síncrona é uma órbita LEO quase-polar projetada para que o satélite passe sobre um determinado local sempre no mesmo horário solar local. Essa cara