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Quando a lesão tecidual é grave ou crônica, e resulta em dano às células do parênquima e do tecido conjuntivo ou se células que não se dividem forem lesadas, o reparo não pode ser feito apenas por regeneração. Nessas condições, ocorre o reparo por substituição das células não regeneradas por tecido conjuntivo, levando à formação de uma cicatriz ou por combinação de regeneração de algumas células e formação de cicatriz. Fonte: KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins & Cotran: patologia: bases patológicas das doenças. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. Diante disso, leia o caso clínico a seguir: Um homem de 42 anos procura atendimento em uma unidade de saúde após sofrer um corte profundo na perna direita ao manusear uma ferramenta de jardinagem. A lesão possui aproximadamente 6 cm de extensão, apresenta sangramento controlado e foi suturada poucas horas após o acidente. Nos primeiros dias, o paciente relata dor leve, vermelhidão ao redor da ferida e discreto edema, sem sinais de infecção. Após uma semana, observa-se formação de tecido de granulação e início da aproximação das bordas da lesão. Três semanas depois, a ferida encontra-se fechada, restando apenas uma cicatriz rosada, que tende a se tornar menos evidente com o passar dos meses. Durante a consulta de acompanhamento, o profissional de saúde explica que o organismo passou por diferentes etapas do processo de cicatrização. Inicialmente ocorreu a hemostasia, com formação do coágulo para interromper o sangramento. Em seguida, desenvolveu-se a fase inflamatória, caracterizada pelo recrutamento de células de defesa e remoção de microrganismos e tecidos lesionados. Posteriormente, iniciou-se a fase proliferativa, marcada pela angiogênese, deposição de colágeno e formação do tecido de granulação. Por fim, ocorreu a fase de remodelação, na qual as fibras colágenas foram reorganizadas, aumentando gradativamente a resistência da cicatriz.
A cura de uma ferida cutânea é um processo que envolve a regeneração do epitélio e a formação de cicatriz de tecido conjuntivo. Dependendo da natureza e do tamanho da ferida, a cura de feridas cutâneas pode ocorrer por primeira ou segunda intenção. Explique os dois processos.
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Você pediu uma explicação direta e objetiva sobre os processos de cura de feridas cutâneas por primeira e segunda intenção. Resposta: - Cura por primeira intenção: ocorre em feridas limpas, com bordas aproximadas (como cortes suturados). A cicatrização é rápida, com mínima formação de tecido de granulação e cicatriz fina, pois há pouca perda de tecido. - Cura por segunda intenção: ocorre em feridas maiores, com bordas afastadas ou perda significativa de tecido. A cicatrização é mais lenta, envolve intensa formação de tecido de granulação para preencher o espaço, seguida de contração da ferida e formação de cicatriz maior. Esses são os dois processos principais de cicatrização de feridas cutâneas.

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