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“Fritz, casado com Helga, é, há cinco anos, cônsul da República da Gemênia no Brasil. Ambos são gemênicos, ou seja, têm a nacionalidade daquele país e têm um filho de quatro anos, chamado Hans, nascido em território brasileiro. Para cuidar do filho Hans, o casal contratou, em julho de 2003, uma empregada, chamada Helen, que passou a fazer o trabalho de babá na residência do cônsul. Helen, atualmente com 17 anos de idade, nascida na Gemênia, casada no Brasil, é filha de pais brasileiros, sendo que nenhum deles esteve naquele país a serviço da República Federativa do Brasil. Em fevereiro de 2004, Helen vendeu a Helga um relógio alegando ser de ouro legítimo. Posteriormente, Helga descobriu que o relógio era falsificado e não era, sequer, de ouro de baixa qualidade. Helen, ao efetuar a venda, tinha pleno conhecimento de que o relógio era falso. Foi, então, demitida do seu emprego no consulado, sem receber seus direitos trabalhistas.”
Ante a situação hipotética descrita acima e considerando que a República da Gemênia não seja um país de língua portuguesa e adota o jus sanguinis como critério de atribuição da nacionalidade originária, julgue os itens a seguir: Se Helen quiser ingressar com ação judicial contra a repartição consular estrangeira, com o objetivo de pleitear os direitos trabalhistas a que considera fazer jus, a justiça trabalhista brasileira deverá declarar-se incompetente para julgar o caso, tendo em vista a imunidade de jurisdição atribuída pelo direito internacional público aos diplomatas e cônsules estrangeiros e respectivos familiares.
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Praticando Para o Saber

há 3 dias

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há 3 dias

A justiça trabalhista brasileira não deve se declarar incompetente para julgar a ação de Helen contra a repartição consular da República da Gemênia, mesmo considerando a imunidade de jurisdição dos diplomatas e cônsules estrangeiros. Explicação passo a passo: 1. Imunidade de jurisdição: Diplomatas e cônsules gozam de imunidade de jurisdição no país onde atuam, conforme o direito internacional público (Convenção de Viena sobre Relações Consulares). Essa imunidade protege atos oficiais, mas não necessariamente atos privados ou relações de trabalho. 2. Atos privados e relação de trabalho: A contratação de Helen como babá configura uma relação de trabalho privada, não um ato oficial do consulado. Portanto, a imunidade não se aplica integralmente a essa relação. 3. Competência da justiça trabalhista: A Justiça do Trabalho brasileira tem competência para julgar reclamações trabalhistas, inclusive contra empregadores estrangeiros que atuem em território nacional, salvo quando houver imunidade expressa e absoluta, o que não é o caso para atos privados. 4. Precedentes e entendimento: A jurisprudência brasileira entende que a imunidade não alcança relações de trabalho privadas, permitindo que empregados ingressem com ações trabalhistas contra consulados estrangeiros. Conclusão: Helen pode ingressar com ação trabalhista no Brasil, e a Justiça do Trabalho deve reconhecer sua competência para julgar o caso, pois a imunidade de jurisdição não se estende às relações de trabalho privadas entre cônsules e seus empregados.

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A sociedade empresária Airplane Ltda., fabricante de aeronaves, sediada na China, celebrou contrato internacional de compra e venda com a sociedade empresária Voe Rápido Ltda, com sede na Argentina. O contrato foi celebrado no Japão, em razão de uma feira promocional que ali se realizava. Conforme estipulado no contrato, as aeronaves deveriam ser entregues pela Airplane Ltda., na cidade do Rio de Janeiro, no dia 1º de abril de 2011, onde a sociedade Voe Rápido Ltda. possui uma filial e realiza a atividade empresarial de transporte de passageiros. Diante da situação exposta, à luz das regras de Direito Internacional Privado veiculadas na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e no estatuto processual civil brasileiro (Código de Processo Civil – CPC), assinale a afirmativa INCORRETA.
a) Não sendo as aeronaves entregues no prazo avençado, o Poder Judiciário brasileiro é competente para julgar eventual demanda em que a credora postule o cumprimento do contrato.
b) No tocante à regência das obrigações, aplica-se, no caso vertente, a legislação japonesa.
c) O Poder Judiciário Brasileiro não é competente para julgar eventual ação por inadimplemento contratual, pois o contrato não foi constituído no Brasil.
d) O juiz, não conhecendo a lei estrangeira, poderá exigir de quem a invoca prova do texto e da vigência.

Assinale a alternativa CORRETA.
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( ) b) A ação judicial promovida perante tribunal estrangeiro não induz litispendência nem obsta a que a autoridade brasileira conheça da mesma causa e das que lhes são conexas;
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(A) A lei aplicável na solução da questão é a holandesa, em razão do local de fabricação e montagem das aeronaves adquiridas.
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a) não é competente, porque o réu é pessoa jurídica estrangeira.
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c) deverá remeter o caso, por carta rogatória, à justiça norte-americana.
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