Paciente, sexo feminino, 27 anos, estudante universitária de Salvador – BA, paciente procura o ambulatório relatando fadiga progressiva, cefaleia, palpitações ocasionais e queda de cabelo há 4 meses. Refere menstruações abundantes e irregulares desde a adolescência, sem acompanhamento ginecológico. Dieta relatada é pobre em carnes vermelhas. Exames laboratoriais: Hemograma: Hemoglobina: 8,7 g/dL Hematócrito: 28% VCM: 68 fL (microcítico) HCM: 23 pg (hipocrômico) RDW: aumentado Reticulócitos: 0,7% (baixo) Ferro sérico: baixo Ferritina sérica: 15 ng/mL (diminuída) Saturação de transferrina: baixa Diagnosticada com anemia ferropriva secundária a menorragia crônica. Foi orientada a realizar acompanhamento ginecológico e iniciar reposição oral de ferro. (2 Pontos) a) Explique os principais achados laboratoriais que permitem diferenciar a anemia ferropriva da anemia de doença crônica. b) Quais são as condutas fundamentais no tratamento da anemia ferropriva apresentada por esta paciente, considerando a etiologia provável?
Ed
mês passado
a) Principais achados laboratoriais para diferenciar anemia ferropriva da anemia de doença crônica: - Anemia ferropriva: VCM baixo (microcítica), HCM baixo (hipocrômica), RDW aumentado, ferro sérico baixo, ferritina baixa, saturação de transferrina baixa, reticulócitos baixos. - Anemia de doença crônica: geralmente normocítica ou microcítica leve, ferritina normal ou aumentada (pois é um marcador de inflamação), ferro sérico baixo, saturação de transferrina baixa, mas sem aumento do RDW. No caso da paciente, ferritina baixa e RDW aumentado indicam anemia ferropriva. b) Condutas fundamentais no tratamento da anemia ferropriva da paciente: - Reposição oral de ferro para corrigir a deficiência. - Investigação e tratamento da causa da perda de ferro, que no caso é a menorragia crônica (orientação para acompanhamento ginecológico e tratamento da menstruação abundante). - Monitoramento laboratorial para avaliar resposta ao tratamento.
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