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Considerando o contexto de geração de energia elétrica no Brasil,
é correto afirmar que
A) a intermitência da energia solar e eólica é um problema superado pelas baterias de grande escala já implementadas no Brasil, garantindo a estabilidade do sistema independentemente da hidroeletricidade.
B) a energia das marés, apesar de seu potencial de geração constante e previsível, tem sua expansão limitada no Brasil principalmente pela ausência de locais costeiros com amplitudes de maré adequadas e economicamente viáveis.
C) a biomassa, embora seja uma fonte renovável e de baixo carbono em tese, contribui significativamente para o desmatamento e a monocultura extensiva, especialmente no bioma Amazônia, para atender à demanda energética.
D) o grande desafio para a matriz energética brasileira nas últimas décadas reside na urgente substituição das hidrelétricas por fontes intermitentes como solar e eólica, devido aos impactos ambientais das usinas em larga escala.
E) a crescente participação das energias eólica e solar na matriz energética brasileira, apesar de positiva para a descarbonização, exige investimentos vultosos em linhas de transmissão e tecnologias de armazenamento, além de uma gestão mais sofisticada da rede elétrica para mitigar os efeitos de sua intermitência.
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há 3 horas

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há 3 horas

Vamos analisar cada alternativa com base no contexto da geração de energia elétrica no Brasil: A) A intermitência da energia solar e eólica ainda não é totalmente superada por baterias de grande escala no Brasil; o sistema ainda depende muito da hidroeletricidade para estabilidade. Portanto, essa afirmação é incorreta. B) A energia das marés tem potencial constante e previsível, mas no Brasil sua expansão é limitada pela falta de locais costeiros com amplitudes de maré adequadas e viáveis economicamente. Essa afirmação está correta. C) Embora a biomassa seja renovável, a afirmação de que contribui significativamente para desmatamento e monocultura extensiva especialmente na Amazônia é controversa e não é a principal característica da biomassa na matriz energética brasileira. Geralmente, a biomassa vem da cana-de-açúcar e resíduos agrícolas, não diretamente da Amazônia. Portanto, essa alternativa é incorreta. D) A matriz energética brasileira ainda é fortemente baseada em hidrelétricas, e não há um desafio urgente de substituí-las por fontes intermitentes; a transição é gradual e busca diversificação, não substituição imediata. Alternativa incorreta. E) A crescente participação de solar e eólica exige realmente investimentos em linhas de transmissão, armazenamento e gestão da rede para lidar com a intermitência. Essa afirmação é verdadeira. Comparando as alternativas corretas (B e E), a que melhor responde à pergunta de forma mais completa e atual é a alternativa E. Resposta correta: E) a crescente participação das energias eólica e solar na matriz energética brasileira, apesar de positiva para a descarbonização, exige investimentos vultosos em linhas de transmissão e tecnologias de armazenamento, além de uma gestão mais sofisticada da rede elétrica para mitigar os efeitos de sua intermitência.

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Em O fim da teoria, Chris Anderson afirma que quantidades inimagináveis de dados (o Big Data) tornariam as teorias completamente obsoletas: "Hoje, empresas que cresceram em uma era de dados massivamente abundantes não precisam se contentar com modelos errados. Na verdade, elas não precisam mais se contentar com modelos". A psicologia ou sociologia orientada por dados torna possível prever e controlar com precisão o comportamento humano. As teorias estão sendo substituídas por dados diretos. O Big Data, na verdade, não explica nada. Apenas revela correlações entre as coisas. Mas as correlações são a forma mais primitiva de conhecimento. Nada é compreendido nas correlações. O Big Data não é capaz de explicar por que as coisas se comportam da maneira como se comportam. Não são estabelecidas conexões causais nem conceituais. A teoria como narração cria uma ordem de coisas, relacionando-as umas com as outras e explicando por que elas se comportam da maneira como se comportam. Em contraste com o Big Data, ela nos oferece a forma mais elevada de conhecimento, qual seja, a compreensão. O Big Data, por outro lado, é totalmente aberto. A teoria na forma de desfecho prende as coisas em uma estrutura conceitual e as torna, com isso, apreensíveis. O fim da teoria significa, em última instância, dizer adeus ao conceito como espírito. A inteligência artificial funciona muito bem sem o conceito. Inteligência não é espírito. Somente o espírito é capaz de uma nova ordem das coisas, de uma nova narração. A inteligência calcula. O espírito, todavia, narra. Em um mundo saturado de dados e informações, a capacidade de narrar se atrofia. Com isso, a construção de teorias se torna algo mais raro, até mesmo arriscado. A inteligência artificial não pode pensar porque não pode se apaixonar, porque não é capaz de uma narração apaixonada. Os diálogos de Platão já deixam claro que a filosofia é uma narração. A filosofia como ciência renega seu caráter narrativo originário. Ela se priva de sua linguagem. Emudece. Assim, a atual crise da narração também está se apoderando da filosofia e lhe pondo um fim. No instante em que a filosofia reivindica ser uma ciência, ser uma ciência exata, seu declínio começa.
7. Está gramaticalmente correta a redação do seguinte comentário a respeito do assunto do texto:
A) Uma narração capaz de alterar o rumo dos acontecimentos, devem sempre seu surgimento a um processo complexo o qual envolve diferentes forças.
B) Quando falham e são incapazes de prover significado e sentido simbólico para as coisas, as narrativas se tornam vazias de sentido.
C) Estão intimamente atreladas à expansão econômica e tecnológica do último século que a humanidade têm vivido as consequências da crise das narrativas.
D) Vivemos em um momento do qual acessamos e interferimos na realidade por meio de dados, assim há uma crise ocasionada pela enxurrada de informações disponíveis.
E) Enquanto a inteligência artificial se ancora no cálculo de dados fragmentados, por meio das narrativas cria-se histórias.

Muitos e muitos anos atrás, antes do asfalto, quando a rodovia Fernão Dias ou era um mar de pó ou um mar de lama, as viagens eram aventuras. Eu morava no interior de Minas e o jeito de vir a Campinas para ver a namorada era arranjar carona em algum caminhão. Pois foi numa destas vezes que o motorista, delicadamente, para início de uma conversa que prometia ser muito longa, me perguntou: "E o que é que você faz?" Eu poderia ter dito simplesmente: "Sou professor". Isto ele entenderia perfeitamente, pois já havia frequentado escolas, sabia muitas coisas sobre professores, e passaria então a contar de suas proezas na aritmética e suas dificuldades com a língua pátria. Mas eu, tolo, e para dar um ar de importância, respondi: "Sou professor de filosofia..." O rosto do motorista se iluminou num largo sorriso. "Até que enfim", ele disse. "Faz anos que eu quero saber o que é filosofia e até hoje não encontrei ninguém que me explique. Mas hoje tenho a sorte de ter um professor de filosofia como companheiro de viagem. Afinal de contas, o que é filosofia?". Não tenho memória alguma do que lhe disse como inútil explicação.
12. “e até hoje não encontrei ninguém...” Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante deverá ser
A) e até hoje ninguém foi encontrado por mim.
B) e até hoje ninguém era encontrado por mim.
C) e até hoje ninguém teria sido encontrado por mim.
D) e até hoje ninguém se encontrou por mim.
E) e até hoje ninguém encontrava-se por mim.

Leia o trecho do Atlas Histórico do Brasil, pela Fundação Getúlio Vargas: "Ao tornar-se independente, o Brasil tinha configurado seu território com base em um princípio do direito internacional, com o perfil que lhe haviam dado os tratados de Madri (1750) e de Santo Ildefonso (1777) e as correções decorrentes do Tratado de Badajoz (1801). A ocupação da província Cisplatina era contestada pelas autoridades de Buenos Aires. Considerados insubsistentes pelo Brasil os dois primeiros tratados e havendo divergências quanto à interpretação do terceiro, o novo Estado independente não tinha lindes claramente definidos e internacionalmente aceitos."
Considerando o Tratado de Madri, é correto afirmar sobre a consolidação do território brasileiro:
A) foi baseado no princípio do Uti possidetis, que determina que aquele que ocupa um território é considerado como seu proprietário.
B) foi baseado no princípio da Aequalitas suprema, em que o território seria pertencente àquele que tenha desenvolvido maior exploração e consolidação na região.
C) teve como base o princípio do Sine ingerenza in rebus aliorum civitatum, que determinava a não interferência europeia nos assuntos da América Latina após as guerras da independência.
D) teve como base o princípio da Cooperatio internationalis, com o apoio da Argentina e do Paraguai para a consolidação dos seus limites territoriais.
E) foi baseado no princípio da Soberania Partuim, em que o território conquistado pelo governo do Brasil permaneceria sob seu controle, até que um governo fosse formalmente constituído na região e decidisse pela permanência ou não sob o controle brasileiro.

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