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Número de referência 26 páginas © IEC 2014 - © ABNT 2022 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 ABNT NBR IEC 60068-2-75 Segunda edição 28.10.2022 Ensaios ambientais Parte 2-75: Ensaios — Ensaio Eh: Ensaios com martelo Environmental testing Part 2-75: Tests — Test Eh: Hammer tests NORMA BRASILEIRA ICS 19.040 ISBN 978-85-07-09377-0 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) ii ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados © IEC 2014 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT, único representante da ISO no território brasileiro. © ABNT 2022 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) iii ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Sumário Página Prefácio Nacional ................................................................................................................................v Introdução ...........................................................................................................................................vi 1 Escopo ................................................................................................................................1 2 Referências normativas .....................................................................................................1 3 Termos e definições ...........................................................................................................1 4 Disposições comuns a todos os métodos de ensaio por martelo ...............................2 4.1 Severidade ..........................................................................................................................2 4.1.1 Generalidades .....................................................................................................................2 4.1.2 Valores da energia de impacto ..........................................................................................2 4.1.3 Número de impactos ..........................................................................................................3 4.2 Aparelhagem de ensaio .....................................................................................................3 4.2.1 Descrição ............................................................................................................................3 4.2.2 Fixação ................................................................................................................................4 4.3 Precondicionamento ..........................................................................................................4 4.4 Medições iniciais ................................................................................................................4 4.5 Ensaio ..................................................................................................................................4 4.5.1 Generalidades .....................................................................................................................4 4.5.2 Posição da amostra e pontos de impacto .......................................................................5 4.5.3 Preparação da amostra ......................................................................................................5 4.5.4 Modo de operação e controle funcional ..........................................................................5 4.6 Repetição ............................................................................................................................5 4.7 Medições finais ...................................................................................................................5 4.8 Informações que a especificação particular deve fornecer ...........................................5 5 Ensaio Eha: Martelo por pêndulo ....................................................................................6 5.1 Aparelhagem de ensaio .....................................................................................................6 5.1.1 Generalidades .....................................................................................................................6 5.1.2 Aparelhagem de ensaio para as severidades não superiores a 1 J ..............................6 5.1.3 Aparelhagem de ensaio para as severidades de 2 J e mais ..........................................6 5.2 Altura da queda ..................................................................................................................6 5.3 Ensaio ..................................................................................................................................7 6 Ensaio Ehb: Martelo por mola ...........................................................................................7 6.1 Aparelhagem de ensaio .....................................................................................................7 6.2 Influência da gravidade terrestre ......................................................................................8 6.3 Calibração ...........................................................................................................................8 7 Ensaio Ehc: Martelo vertical .............................................................................................8 7.1 Aparelhagem de ensaio .....................................................................................................8 7.2 Altura da queda ..................................................................................................................9 Anexo A (normativo) Formatos das peças de impacto ...................................................................10 Anexo B (normativo) Procedimento para calibrar os martelos por mola ......................................13 B.1 Princípio de calibração ....................................................................................................13 B.2 Construção do dispositivo de calibração ......................................................................13 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) iv ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Figuras Figura 1 – Exemplo de peça de impacto ...........................................................................................4 Figura 2 – Determinação do ponto de medição................................................................................7 Figura 3 – Formato da cabeça de disparo para 2 J ..........................................................................8 Figura A.1 – Exemplo de peça de impacto para ≤ 1 J ....................................................................10 Figura A.2 – Exemplo de peça de impacto para 2 J .......................................................................10 Figura A.3 – Exemplo de peça de impacto para 5 J .......................................................................11 Figura A.4 – Exemplo de peça de impacto para 10 J ..................................................................... 11 Figura A.5 – Exemplo de peça de impacto para 20 J ..................................................................... 11 Figura A.6 – Exemplo de peça de impacto para 50 J .....................................................................12 Figura B.1 – Dispositivo de calibração............................................................................................15 Figura B.2 – Pêndulo “c” ..................................................................................................................15 Figura B.3 – Mola de aço do pêndulo “c” .......................................................................................16 Figura B.4 – Detalhes do dispositivo de calibração.......................................................................17 Figura B.5 – Dispositivo previsto para a calibração do dispositivo de calibração .....................18 Figura B.6 – Divisão da escala do disco “f” ...................................................................................18 Figura D.1 – Aparelhagem de ensaio ...............................................................................................22 Figura D.2 – Peça de impacto do martelo por pêndulo para energias ≤ 1 J ................................22 Figura D.3 – Estrutura de fixação ....................................................................................................23 Figura D.4 – Adaptador para interruptores de embutir ..................................................................23 Figura D.5 – Adaptador para porta-lâmpadas .................................................................................23 Figura E.1 – Aparelhagem de ensaio de martelo por mola ...........................................................25 Tabelas Tabela 1 – Características coordenadas das peças de impacto .....................................................3 Tabela 2 – Altura da queda .................................................................................................................7 Tabela C.1 – Níveis de energia, em joules .......................................................................................19 B.3 Método de calibração do dispositivo de calibração ....................................................13 B.4 Utilização do dispositivo de calibração .........................................................................14 Anexo C (informativo) Notas de orientação......................................................................................19 C.1 Quando um ensaio de impacto é apropriado? ..............................................................19 C.2 Escolha da aparelhagem de ensaio ................................................................................19 C.3 Escolha do nível de energia ............................................................................................19 C.4 Informações para os ensaios ..........................................................................................20 Anexo D (informativo) Exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por pêndulo ..................21 Anexo E (informativo) Exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por mola ........................24 Bibliografia .........................................................................................................................................26 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) v ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Prefácio Nacional A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Os Documentos Técnicos internacionais adotados são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 3. A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência sobre qualquer Documento Técnico ABNT. Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT. A ABNT NBR IEC 60068-2-75 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), pela Comissão de Estudo de Condições Ambientais, Classificação e Métodos de Ensaios (CE-003:104.002). O Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 09, de 22.09.2022 a 24.10.2022. A ABNT NBR IEC 60068-2-75 é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à IEC 60068-2-75:2014, que foi elaborada pelo Technical Committee Environmental conditions, classification and methods of test (IEC/TC 104). A ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 cancela e substitui a ABNT NBR IEC 60068-2-75:2007, a qual foi tecnicamente revisada. O Escopo da ABNT NBR IEC 60068-2-75 em inglês é o seguinte: Scope This Part of ABNT NBR IEC 60068 provides three standardized and coordinated test methods for determining the ability of a specimen to withstand specified severities of impact. It is used, in particular, to demonstrate an acceptable level of robustness when assessing the safety of a product and is primarily intended for the testing of electrotechnical items. It consists of the application to the specimen of a prescribed number of impacts defined by their impact energy and applied in the prescribed directions. This Part of ABNT NBR IEC 60068 covers energy levels ranging from 0,14 J (joules) to 50 J (joules). Three types of test apparatus are applicable to perform these tests. Annex C provides some guidance as to this aspect. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) vi ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Introdução Os impactos mecânicos que podem gerar esforços nos equipamentos eletrotécnicos em serviço podem ser obtidos por meio de martelos de vários tipos. Para os efeitos da normalização, convém que os resultados destes ensaios não dependam do tipo da aparelhagem de ensaio utilizado, e as características dos diferentes tipos de martelos de ensaio descritos nesta Parte da ABNT NBR IEC 60068 são, portanto, as mais próximas possível para um mesmo grau de severidade de ensaio. É importante observar que a Seção 3 e os métodos de ensaio escolhidos nas Seções 4, 5 e 6 necessitam ser respeitados, a fim de satisfazer os requisitos desta Norma. Os níveis de severidade são geralmente obtidos da IEC 60721-1. Para fins de coordenação, foi necessário mudar alguns parâmetros fundamentais dos antigos ensaios Ef: impactos, martelo por pêndulo, e Eg: impactos, martelo por mola. Nos dois casos, os dois conjuntos de parâmetros são indicados nos locais apropriados do texto. Embora alguns valores não sejam mais recomendados, eles foram mantidos como alternativas para fins de coerência com a prática anterior.Isso foi decidido porque eles têm aplicações em determinados setores industriais como valores para comparações históricas. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022NORMA BRASILEIRA 1© IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Ensaios ambientais Parte 2-75: Ensaios — Ensaio Eh: Ensaios com martelo 1 Escopo Esta Parte da ABNT NBR IEC 60068 estabelece três métodos de ensaio normalizados e coordenados para determinar a capacidade de uma amostra de suportar as severidades especificadas de impacto. É utilizada, em particular, para demonstrar um nível aceitável de resistência mecânica para a avaliação da segurança de um produto e é destinada, primeiramente, ao ensaio de produtos eletrotécnicos. Consiste em aplicar na amostra um número indicado de impactos determinados pela sua energia e aplicados nas direções especificadas. Esta Parte da ABNT NBR IEC 60068 abrange os níveis de energia de 0,14 J a 50 J. Três tipos de aparelhagem de ensaio são aplicáveis para realizar estes ensaios. O Anexo C mostra algumas indicações relativas a este aspecto. 2 Referências normativas Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais, constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). IEC 60068-1, Environmental testing – Part 1: General and guidance IEC 60721-1, Classification of environmental conditions – Part 1: Environmental parameters and their severities IEC Guide 104, The preparation of safety publications and the use of basic safety publications and group safety publications IEC Guide 108, Guidelines for ensuring the coherency of IEC publications – Application of horizontal standards ISO 1052, Steels for general engineering purposes ISO 2039-2, Plastics – Determination of hardness – Part 2: Rockwell hardness ISO 2041, Vibration and shock and condition monitoring – Vocabulary ABNT NBR ISO 2768-1, Tolerâncias gerais – Parte 1: Tolerâncias para dimensões lineares e angulares sem indicação de tolerância individual ISO 6508 (all parts), Metallic materials – Rockwell hardness test 3 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ISO 2041 ou da IEC 60068-1, e os seguintes. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 2 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 3.1 massa combinada da peça de impacto soma das massas da peça de impacto e de seu sistema de fixação 3.2 ponto de fixação parte da amostra em contato com a estrutura de fixação no ponto onde a amostra é normalmente fixada em utilização normal 3.3 massa equivalente massa da peça de impacto e de eventuais partes relativas da aparelhagem de ensaio que, combinada com a sua velocidade, fornece a energia de impacto Nota 1 de entrada: Para a aplicação particular ao martelo por pêndulo, a massa do pêndulo simples é calculada a partir da medida da força vertical (em newtons) a ser aplicada no eixo da peça de impacto, para manter o braço do pêndulo na posição horizontal, dividida pela aceleração da gravidade. Quando a massa do braço for distribuída uniformemente, a massa equivalente é igual à soma da massa combinada da peça de impacto e da metade da massa do braço. 3.4 ponto de medição ponto marcado na superfície da peça de impacto no qual a linha que passa pelo ponto de interseção dos eixos do braço do pêndulo e da peça de impacto, perpendicular ao plano que atravessa os dois eixos, entra em contato com a superfície (ver Figura 2) Nota 1 de entrada: Em algumas normas IEC que incluem um ensaio de martelo por pêndulo, o termo “ponto de controle” foi utilizado, mas não foi utilizado nesta Norma para evitar confusão com “ponto de verificação” utilizado em outras partes da IEC 60068-2. Nota 2 de entrada: Teoricamente, convém que o centro de gravidade da peça de impacto seja o ponto de medição. Na prática, o centro de gravidade é difícil de determinar ou inacessível e, portanto, o ponto de medição é definido como acima. 3.5 altura de queda distância vertical entre a posição do ponto de medição quando o pêndulo for liberado e sua posição no momento do impacto (ver Figura D.1) 4 Disposições comuns a todos os métodos de ensaio por martelo 4.1 Severidade 4.1.1 Generalidades A severidade é determinada pelo valor da energia de impacto escolhido em 4.1.2 e pelo número de impactos de acordo com 4.1.3. 4.1.2 Valores da energia de impacto O valor da energia de impacto deve ser um dos seguintes, como indicado pela especificação aplicável: 0,14 – 0,2 – (0,3) – 0,35 – (0,4) – 0,5 – 0,7 – 1 – 2 – 5 – 10 – 20 – 50 J . NOTA Os valores entre parênteses são indicados nas versões anteriores da IEC 60068-2 e são mantidos nesta Norma apenas como referência, embora não sejam mais recomendados; eles podem ser utilizados para fins de coerência com a prática anterior. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 3 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.1.3 Número de impactos Salvo se houver indicação contrária na especificação aplicável, o número total de impactos deve ser de três por posicionamento. 4.2 Aparelhagem de ensaio 4.2.1 Descrição Três tipos de aparelhagem de ensaio podem ser utilizados para realizar estes ensaios: — martelo por pêndulo; — martelo por molas; — martelo vertical. Os tipos de aparelhagem de ensaio são determinados nas Seções 5, 6 e 7, respectivamente, como ensaio Eha, ensaio Ehb e ensaio Ehc. As características coordenadas da peça de impacto são, em princípio, similares nos três casos e indicadas na Tabela 1, em relação ao desenho da Figura 1. As dimensões são em milímetros. As tolerâncias são as da classe m da ABNT NBR ISO 2768-1, salvo se houver indicação contrária. Tabela 1 – Características coordenadas das peças de impacto Energia J ≤1 ± 10 % 2 ± 5 % 5 ± 5 % 10 ± 5 % 20 ± 5 % 50 ± 5 % Massa equivalente ± 2 % kg 0,25 (0,2) 0,5 1,7 5 5 10 Material Poliamida a) Aço b) R mm 10 25 25 50 50 50 D mm 18,5 (20) 35 60 80 100 125 f mm 6,2 (10) 7 10 20 20 25 r mm - - 6 - 10 17 l mm Para ser ajustado para obter a massa equivalente, ver Anexo A. a 85 ≤ HRR ≤ 100, dureza Rockwell conforme a ISO 2039-2 b Fe 490-2, conforme a ISO 1052: dureza Rockwell: HRE 80...85 conforme a ISO 6508 NOTA Os valores entre parênteses para a massa equivalente e o diâmetro das peças de impacto para os valores de energia inferiores ou iguais a 1 J são aqueles do ensaio Ef existente. Os valores existentes do ensaio Eg são também indicados para estes dois parâmetros. Embora não sejam mais recomendados para os fins de coordenação, eles são utilizados por algumas indústrias para fins de coerência com a prática anterior. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 4 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados r R f l D Eixo da peça de impacto Figura 1 – Exemplo de peça de impacto A superfície de impacto deve ser examinada visualmente antes de cada impacto, a fim de assegurar que ela não tenha sofrido algum dano que possa afetar o resultado do ensaio.4.2.2 Fixação Conforme a especificação aplicável, a amostra deve ser: a) fixada pelos seus meios normais sobre um suporte plano e rígido, ou b) posicionada sobre um suporte plano e rígido. Para assegurar que a amostra seja rigidamente apoiado, pode ser necessário, para os ensaios, colocar a amostra sobre um suporte sólido plano, por exemplo, uma parede ou um piso de tijolos ou de concreto, coberto com uma placa de poliamida firmemente fixada sobre o suporte. Deve ser assegurado que não haja espaço entre a placa e o suporte. A placa deve ter dureza Rockwell de 85 ≤ HRR ≤ 100, conforme a ISO 2039-2, espessura de aproximadamente 8 mm e uma superfície de maneira que nenhuma parte da amostra seja pressionada excessivamente devido a uma área de apoio insuficiente. O suporte é considerado suficientemente rígido se o deslocamento da superfície de impacto do suporte plano não exceder 0,1 mm, quando for aplicado diretamente a ele um impacto com a mesma severidade daquele a ser aplicado na amostra. NOTA 1 Para as amostras submetidas a energias de impacto não superiores a 1 J, alguns exemplos de montagem e de fixação são indicados nas Figuras D.3, D.4 e D.5. NOTA 2 Quando a massa da fixação for de pelo menos 20 vezes aquela da amostra, considera-se que a sua rigidez é suficiente. 4.3 Precondicionamento A especificação aplicável deve requerer um precondicionamento; deve então prescrever as condições. 4.4 Medições iniciais A amostra deve ser submetida a verificações visuais, dimensionais e funcionais indicados pela especificação aplicável. 4.5 Ensaio 4.5.1 Generalidades Os impactos secundários, ou seja, os repiques, devem ser evitados. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 5 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.5.2 Posição da amostra e pontos de impacto A especificação aplicável deve estipular as posições e os locais da amostra mais suscetíveis de serem danificados na prática, e nos quais os impactos devem ser aplicados. Salvo prescrição contrária da especificação aplicável, os impactos devem ser aplicados perpendicularmente à superfície de impacto. 4.5.3 Preparação da amostra A especificação aplicável deve indicar todas as condições requeridas para a fixação das bases, tampas e peças similares antes que a amostra seja submetida aos impactos. NOTA Pode ser necessário considerar os requisitos de controle funcional [ver 4.5.4 b)]. 4.5.4 Modo de operação e controle funcional A especificação aplicável deve indicar: a) se a amostra deve estar funcionando no momento dos impactos; b) se um controle do funcionamento é requerido. Nos dois casos, a especificação particular deve fornecer os critérios de aprovação ou de rejeição do amostra. NOTA Atenção ao fato de que, no caso de quebra da amostra, as partes internas podem se tornar perigosas. 4.6 Repetição A especificação aplicável pode exigir uma repetição e, em seguida indicar as condições. 4.7 Medições finais A amostra deve ser submetida a verificações visuais, dimensionais e funcionais indicadas pela especificação aplicável. A especificação aplicável deve indicar os critérios sobre os quais a aceitação ou rejeição da amostra é baseada. 4.8 Informações que a especificação particular deve fornecer Quando um dos ensaios desta Parte da ABNT NBR IEC 60068 for incluído em uma especificação particular, os detalhes seguintes devem ser fornecidos para quando forem aplicáveis, dando atenção especial aos itens marcados com um asterisco (*), pois esta informação é sempre necessária. Subseção a) Energia de impacto * 4.1.2 b) Número de impactos, se diferentes de três por local 4.1.3 c) Tipo(s) de aparelhagem de ensaio a ser(em) utilizado(s) 4.2.1 d) Modo de fixação * 4.4.2 e) Precondicionamento 4.3 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 6 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados f) Medições iniciais * 4.4 g) Posições e pontos de impacto * 4.5.2 h) Fixação das bases, tampas e peças similares 4.5.3 i) Modo de operação e controle funcional * 4.5.4 j) Critérios de aprovação ou de rejeição * 4.5.4 e 4.7 k) Condições de repetição 4.6 l) Medições finais * 4.7 5 Ensaio Eha: Martelo por pêndulo 5.1 Aparelhagem de ensaio 5.1.1 Generalidades A aparelhagem de ensaio consiste essencialmente em um pêndulo cujo eixo de oscilação esteja localizado na sua extremidade superior, de maneira que somente possa se deslocar no plano vertical. O centro do eixo está situado a 1 000 mm acima do ponto de medição. O pêndulo é composto por um braço rígido e por uma peça de impacto, conforme os requisitos da Tabela 1. Para ensaiar amostras pesadas, volumosas ou difíceis de manusear, um pêndulo portátil pode ser utilizado. Ele deve ser conforme a descrição acima, mas seu eixo de oscilação pode ser fixado diretamente sobre a amostra ou sobre uma estrutura móvel. Neste caso, é necessário verificar, antes do ensaio, se o eixo do pêndulo está na horizontal, se sua fixação é suficientemente rígida e se o ponto de impacto está no plano vertical passando pelo eixo de oscilação. Em todos os casos, quando o pêndulo for liberado, deve poder cair somente sob a influência da força da gravidade. 5.1.2 Aparelhagem de ensaio para as severidades não superiores a 1 J A peça de impacto é constituída por um corpo de aço com uma face hemisférica de poliamida. Sua massa combinada é de 200 g (150 g) ± 1 g, de maneira que a massa equivalente seja conforme a Tabela 1. O Anexo D mostra um exemplo de aparelhagem de ensaio. 5.1.3 Aparelhagem de ensaio para as severidades de 2 J e mais A relação entre a massa do braço e a massa combinada da peça de impacto não pode ser superior a 0,2, e o centro de gravidade da peça de impacto deve estar o mais próximo possível do eixo do braço. Para algumas aplicações particulares, o braço do pêndulo é substituído por um fio e a peça de impacto por uma esfera de aço. Isto não é recomendável, porque a esfera não é conforme a geometria da peça de impacto especificada nesta Parte da ABNT NBR IEC 60068. 5.2 Altura da queda Para produzir os impactos da severidade requerida, a peça de impacto deve ser liberada a uma altura que depende da massa equivalente do pêndulo, conforme a Tabela 2. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 7 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 2 – Altura da queda Energia J 0,14 0,2 (0,3) 0,35 (0,4) 0,5 0,7 1 2 5 10 20 50 Massa equivalente kg 0,25 (0,2) 0,25 (0,2) 0,25 (0,2) (0,2) 0,25 0,25 0,25 0,5 1,7 5 5 10 Altura da queda mm ± 1 % 56 (100) 80 (150) 140 (200) (250) 200 280 400 400 300 200 400 500 NOTA 1 Os valores entre parênteses são indicados nas versões anteriores da IEC 60068-2; embora não sejam mais recomendados, eles podem ser utilizados para fins de coerência com a prática anterior. NOTA 2 Nesta Parte da ABNT NBR IEC 60068, a energia, J, é calculada, considerando para a aceleração normal da gravidade terrestre (gn) o valor arredondado imediatamente superior, que é 10 m/s2. 5.3 Ensaio A fim de evitar impactos secundários, isto é, os repiques, o martelo deve ser retido após o impacto inicial, segurando a peça de impacto e não o braço, para evitar deformá-lo. Ponto de medição Ponto de medição Eixo da peça de impacto Eixo vertical Figura 2 – Determinação do ponto de medição 6 Ensaio Ehb: Martelo por mola 6.1 Aparelhagem de ensaio O martelo por molaé constituído por três partes principais: o corpo, a peça de impacto e o sistema de retenção. O corpo compreende o invólucro, a guia da peça de impacto, o mecanismo de retenção e todas as partes rigidamente fixadas. A peça de impacto compreende a cabeça do martelo, a haste e o botão de rearme. A massa deste conjunto é de 250 g para as severidades não superiores a 1 J e de 500 g para 2 J (ver Tabela 1 para as tolerâncias). A pressão necessária para liberar a peça de impacto não pode exceder 10 N. As posições relativas da haste, da cabeça do martelo e do dispositivo de regulagem da mola da peça de impacto são de maneira que a mola da peça de impacto libera toda a sua energia potencial 1 mm antes da extremidade da cabeça do martelo atingir o plano de impacto. Para o último milímetro de seu percurso antes do impacto, a peça de impacto é como, negligenciando o atrito, um projétil se deslocando livremente, tendo somente energia cinética e não possuindo mais energia potencial. Adicionalmente, E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 8 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados após a extremidade da cabeça do martelo atravessar o plano de impacto, a peça de impacto pode continuar seu curso livremente, sem intervenção, por uma distância adicional compreendida entre 8 mm e 12 mm. O Anexo E fornece um exemplo de realização. Para atender à Tabela 1, o formato da cabeça de retenção para 2 J deve ser cilíndrico, em um comprimento de 23 mm, com diâmetro de 35 mm (ver Figura 3). Dimensões em milímetros 35 23 Figura 3 – Formato da cabeça de disparo para 2 J 6.2 Influência da gravidade terrestre Quando o martelo por mola é utilizado em uma posição diferente da horizontal, a energia realmente aplicada é modificada de ∆E. Esta variação é positiva quando os impactos forem aplicados para baixo, e negativa quando forem aplicados para cima. ∆E = 10 × m × d × sin α onde m é a massa da peça de impacto, expressa em quilogramas; d é o curso da peça de impacto no interior do martelo, expresso em metros; α é o ângulo do eixo da peça de impacto com a horizontal. Esta variação deve ser considerada para estabelecer o nível de energia realmente aplicado. 6.3 Calibração O martelo por mola deve ser calibrado. O Anexo B fornece um procedimento normalizado preferencial (ver Seção B.2, em particular para 2 J). É permitido utilizar outros métodos, desde que seja provado que eles tenham um grau de precisão equivalente. 7 Ensaio Ehc: Martelo vertical 7.1 Aparelhagem de ensaio O martelo compreende essencialmente de uma peça de impacto que cai livremente de sua posição de repouso sobre a superfície da amostra, mantida em um plano horizontal, de uma altura escolhida na Tabela 2. As características da peça de impacto devem ser conforme a Tabela 1. A queda da peça de impacto deve ser guiada, por exemplo, por três ou quatro trilhos, sem frenagem apreciável. A guia E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 9 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados não pode ser apoiada sobre a amostra e a peça de impacto não pode obstruir a guia quando ocorrer o impacto. A fim de reduzir os atritos, o comprimento l da peça de impacto não pode ser inferior ao seu diâmetro D, e um pequeno espaço (por exemplo, 1 mm) deve existir entre a peça de impacto e a guia. 7.2 Altura da queda A altura da queda deve ser conforme a Tabela 2, sendo a massa equivalente nela indicada igual à massa real da peça de impacto. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 10 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Anexo A (normativo) Formatos das peças de impacto As figuras deste Anexo indicam o formato e as características das peças de impacto aplicáveis a cada um dos seis valores de energia determinados na Tabela 1. Para os objetivos destas figuras, os comprimentos da peça de impacto são calculados para os martelos verticais ou para os martelos por pêndulo com braços de massa desprezível. Quando a massa dos braços não puder ser desprezível, convém reduzir os comprimentos da peça de impacto de maneira que a massa equivalente atenda aos requisitos da Tabela 1 (ver 3.2). A Figura A.1 representa a peça de impacto aplicável aos valores de energia iguais ou inferiores a 1 J. Neste caso, convém que a face de impacto seja feita de poliamida, com dureza conforme especificado na Tabela 1. As Figuras A.2, A.3 e A.4 representam as peças de impacto aplicáveis aos valores de energia de 2 J, 5 J e 10 J, respectivamente. Nestes casos, convém que a face de impacto seja feita de aço com propriedades, inclusive, de dureza, conforme especificado na Tabela 1. As Figuras A.5 e A.6 representam as peças de impacto aplicáveis aos valores de energia de 20 J e de 50 J, respectivamente. Nestes casos, convém que a face de impacto seja de aço com propriedades, inclusive, de dureza, conforme especificado na Tabela 1. Nestes casos, para atender aos outros parâmetros da Tabela 1, é necessário esvaziar a extremidade oposta à face de impacto. Todas as arestas devem estar isentas de rebarbas. As tolerâncias são aquelas da classe m da ABNT NBR ISO 2768-1, salvo especificação contrária. Dimensões em milímetros 6,2 R 10 14 Ø 10 Ø 18 ,5 115 Figura A.1 – Exemplo de peça de impacto para ≤ 1 J Dimensões em milímetros 64 R 25 7 Ø 35 Figura A.2 – Exemplo de peça de impacto para 2 J E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 11 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Dimensões em milímetros 75 R 6 Ø 60 R 25 Figura A.3 – Exemplo de peça de impacto para 5 J Dimensões em milímetros 20 117 R 50 Ø 80 Figura A.4 – Exemplo de peça de impacto para 10 J Dimensões em milímetros R 10 R 50 Ø 10 0 20 100 Figura A.5 – Exemplo de peça de impacto para 20 J E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 12 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Dimensões em milímetros 125 R 17 R 50 Ø 12 5 25 Figura A.6 – Exemplo de peça de impacto para 50 J E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 13 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Anexo B (normativo) Procedimento para calibrar os martelos por mola B.1 Princípio de calibração O princípio deste procedimento de calibração é comparar a energia fornecida pelo martelo por mola, que é difícil de medir diretamente, com a energia de um pêndulo, calculada a partir de sua massa e de sua altura de queda. B.2 Construção do dispositivo de calibração O conjunto do dispositivo de calibração é representado na Figura B.1. Além da estrutura, as partes principais são os rolamentos “a”, o ponteiro de arraste indicador “b”, um pêndulo “c”, a base de retenção “d” e o dispositivo de disparo “e”. A parte principal do dispositivo de calibração é o pêndulo “c”, representadona Figura B.2. Sua parte inferior possui uma mola de aço e os seus detalhes são indicados na Figura B.3. A mola, fixada rigidamente ao pêndulo “c”, é de aço para mola que não necessita de tratamento especial. A Figura B.4 mostra algumas partes em escala aumentada. Convém ficar atento ao fato de que a mola é projetada para calibrar os martelos por mola cujas características são aquelas indicadas na Tabela 1 para as energias não superiores a 1 J. É necessária uma mola de projeto diferente para a calibração de martelos por mola cujas características correspondem a 2 J. A fim de obter as características apropriadas de atrito do ponteiro indicador, um pedaço de pano espesso é colocado entre as superfícies metálicas dos rolamentos, e os arames de corda de piano são curvados de maneira que exerçam uma pequena força sobre o pano. Em virtude de ter que retirar o dispositivo de disparo durante a calibração do dispositivo de calibração, o dispositivo de disparo é fixado na base de sustentação com parafusos. B.3 Método de calibração do dispositivo de calibração A calibração do dispositivo de calibração é realizada por meio de uma peça de impacto de calibração “g”, retirada de um martelo por mola, como mostrado na Figura B.5. Antes da calibração, o dispositivo de disparo é retirado do dispositivo de calibração. A peça de impacto de calibração é suspensa por quatro fios de linho “h”, em pontos de suspensão situados em um plano horizontal a 2 000 mm acima do ponto de contato entre o pêndulo e a peça de impacto de calibração, quando o pêndulo estiver em posição de repouso. Deixar a peça de impacto de calibração bater o pêndulo e o ponto de contato nas condições dinâmicas, e o ponto “k” não pode estar a mais de 1 mm abaixo do ponto de contato em posição de repouso. Os pontos de suspensão são então elevados por uma distância igual à diferença entre os dois pontos de contato. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 14 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Quando o sistema de suspensão for ajustado, o eixo da peça de calibração “g” deve estar perpendicular à superfície de impacto do pêndulo “c” e a peça de impacto de calibração deve estar na horizontal no momento do impacto. Quando a peça de impacto de calibração estiver em sua posição de repouso, o dispositivo de calibração é posicionado de maneira que o ponto “k” se encontre exatamente sobre a cabeça da peça de calibração. Para obter resultados confiáveis, o dispositivo de calibração é fixado a um suporte de maneira rígida, por exemplo, a uma parte estrutural de uma edificação. A altura da queda é medida no centro de gravidade da peça de calibração, e a medição pode ser facilitada com o uso de um dispositivo com nível líquido constituído por dois tubos de vidro “j”, que são ligados entre si por um tubo flexível. Um dos tubos de vidro é fixo e provido de uma escala “l”. A peça de impacto de calibração pode ser mantida em sua posição superior por meio de um fio fino “m”, cuja ruptura libere a peça de calibração. Para graduar o dispositivo de calibração, traçar sobre o mostrador um círculo cujo centro coincida com o centro do eixo de oscilação do pêndulo, sendo o seu raio de maneira que o círculo coincida com a extremidade do ponteiro indicador amortecido. Sobre este círculo, marcar o ponto 0 J (zero J) representado na Figura B.6, no local indicado pelo ponteiro indicador amortecido, quando ele for levado em contato com o pêndulo, em posição de repouso. A calibração é realizada com uma energia de impacto de 1 J, que é obtida com uma altura de queda de 408 mm ± 1 mm de uma peça de impacto de calibração de 250 g. O ponto sobre o mostrador correspondendo a 1 J é obtido deixando cair a peça de impacto de calibração suspensa contra o ponto “k” sobre o pêndulo. Após ter batido no pêndulo, a peça de impacto de calibração não pode mais rebater. A operação é repetida pelo menos 10 vezes e o ponto 1 J é a média das indicações do ponteiro indicador amortecido. Os outros pontos da escala são então determinados como a seguir: a) traçar uma linha reta que passe pelo centro do círculo e pelo ponto 0 J; b) a projeção ortogonal do ponto 1 J sobre esta reta é indicada por P; c) o intervalo entre os pontos 0 J e P é dividido em 10 partes iguais; d) para cada ponto correspondendo a uma divisão, traçar uma linha perpendicular à linha 0 J-P; e) as interseções destas linhas perpendiculares com o círculo correspondem aos valores de energia iguais a 0,1 J; 0,2 J; até 0,9 J. A escala pode ser prolongada além do ponto 1 J, seguindo o mesmo princípio. A divisão do mostrador “f” é representada na Figura B.6. B.4 Utilização do dispositivo de calibração O martelo por mola a ser calibrado é posicionado na base de retenção, depois acionado três vezes por meio do dispositivo de disparo; não pode ser liberado manualmente. Para cada manobra, girar a peça de impacto do martelo por molas em uma posição diferente. O valor médio das três leituras sobre o dispositivo de calibração é considerado o valor de energia de impacto real do martelo por molas. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 15 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Legenda a = mancal b = indicador de arrasto c = pêndulo d = base de liberação e = dispositivo de liberação f = disco com escala k = ponto onde três impactos são aplicados, por exemplo, ponto de impacto Figura B.1 – Dispositivo de calibração Dimensões em milímetros Figura B.2 – Pêndulo “c” E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 16 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Dimensões em milímetros Figura B.3 – Mola de aço do pêndulo “c” E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 17 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Dimensões em milímetros Figura B.4 – Detalhes do dispositivo de calibração E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 18 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Dimensões em milímetros Legenda c = pêndulo da Figura B.1 g = calibração do elemento de impacto h = fios de linho j = tubos de vidro k = ponto de impacto l = escala m = fio fino Para maior clareza, somente o dispositivo de calibração do pêndulo “c” é mostrado nesta figura. Figura B.5 – Dispositivo previsto para a calibração do dispositivo de calibração Figura B.6 – Divisão da escala do disco “f” E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 19 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Anexo C (informativo) Notas de orientação C.1 Quando um ensaio de impacto é apropriado? Um ensaio de impacto é apropriado em materiais suscetíveis de serem utilizados em locais onde o acesso é livre e onde podem ocorrer impactos. Pode também ser apropriado em materiais destinados a locaisde acesso restrito, mas com menor severidade. É apropriado, em particular, nos materiais de natureza frágil. C.2 Escolha da aparelhagem de ensaio Esta Parte da ABNT NBR IEC 60068 fornece três métodos de ensaio que têm por finalidade fornecer, o quanto possível, resultados similares. Entretanto, a repetitividade deste ensaio depende muito mais de detalhes da aparelhagem de ensaio do que da utilização das normas da série IEC 60068. A escolha da aparelhagem de ensaio depende da orientação da superfície a ser ensaiada e do nível de energia. Todos os métodos não podem ser utilizados em todos os casos. É evidente que o martelo por pêndulo somente pode ser utilizado em superfícies verticais sem inclinações. Da mesma forma, o martelo por queda livre somente pode servir normalmente para superfícies horizontais acessíveis. Quando, por uma razão qualquer, a amostra não puder ser deslocada nem virada, a escolha é limitada. A vantagem do martelo por mola é que ele pode ser utilizado em qualquer posição, desde que haja espaço suficiente para manuseá-lo corretamente e que a energia de impacto especificada não exceda 2 J. Para níveis de energia mais elevados, o martelo por mola seria muito difícil de ser manuseado e pode ser perigoso até para o operador. C.3 Escolha do nível de energia A energia de um impacto depende da massa do objeto de impacto e de sua velocidade, que pode ser produzida por sua queda. A Tabela C.1 fornece níveis de energia teóricos próximos dos valores utilizados nesta Parte da ABNT NBR IEC 60068. Tabela C.1 – Níveis de energia, em joules Altura da queda m Velocidade m/s Massa do objeto de impacto kg 0,1 0,2 0,5 1 2 5 0,1 1,4 0,1 0,2 0,5 1 2 5 0,2 2 0,2 0,4 1 2 4 10 0,5 3,1 0,5 1 2,5 5 10 25 1 4,4 1 2 5 10 20 50 Os valores da Tabela C.1 correspondem a golpes perpendiculares à superfície da amostra. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 20 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Energias de valores maiores podem ocorrer em situações particulares, como por vandalismo ou por um acidente com veículos. Nestes casos, convém prever a utilização de uma proteção suplementar como barreiras ou paredes. C.4 Informações para os ensaios A temperatura da amostra pode influenciar os resultados deste ensaio e é conveniente que a especificação particular considere isso, quando aplicável. Os ensaios de impacto podem ser especificados em sequência a outros ensaios, mas deve-se atentar que certos ensaios normalizados devem ser realizados em amostras novas, o que exclui um ensaio preliminar com martelo. É conveniente que os principais critérios de desempenho sejam obtidos na maneira como os impactos mecânicos influenciam as características de funcionamento e de durabilidade da amostra. Uma outra consideração importante é a segurança, que pode mesmo ser prioritária em certos casos. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 21 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Anexo D (informativo) Exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por pêndulo A Figura D.1 mostra um exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por pêndulo para energias não superiores a 1 J. A peça de impacto é conforme 5.2.2 e a Figura D.2. O braço é um tubo de aço com diâmetro externo de 9 mm (nominal) e com espessura de parede de 0,5 mm (nominal). As amostras são fixados em um painel de madeira compensada com 8 mm de espessura e 175 mm de lado, de preferência conforme a ISO 1098, fixado em seus cantos superiores e inferiores a uma moldura rígida pertencente à base de fixação, como indicado, por exemplo, na Figura D.3. A base de fixação possui uma massa de 10 kg ± 1 kg e é montada sobre uma estrutura rígida por meio de eixos. A estrutura é fixada a uma parede maciça. A fixação é projetada de forma que: a) a amostra possa ser posicionado de maneira que o ponto de impacto se encontre no plano vertical do eixo do pêndulo; b) a amostra possa ser deslocado horizontalmente e possa girar em torno de um eixo perpendicular à superfície da madeira compensada; c) a madeira compensada possa girar em torno de um eixo vertical. As amostras são fixadas sobre a madeira compensada como em utilização normal. Quando não for possível fixar a amostra diretamente sobre a madeira compensada, um adaptador apropriado deve ser indicado na especificação particular. Um exemplo de adaptador para interruptores de embutir é indicado na Figura D.4 e um exemplo para porta-lâmpadas é indicado na Figura D.5. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 22 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Dimensões em milímetros Figura D.1 – Aparelhagem de ensaio NOTA Ver a Tabela 1. Figura D.2 – Peça de impacto do martelo por pêndulo para energias ≤ 1 J E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 23 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Dimensões em milímetros Figura D.3 – Estrutura de fixação Dimensões em milímetros Figura D.4 – Adaptador para interruptores de embutir Dimensões em milímetros Figura D.5 – Adaptador para porta-lâmpadas E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 24 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Anexo E (informativo) Exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por mola A Figura E.1 mostra um exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por mola, conforme a Seção 5, para energias não superiores a 1 J. A massa do conjunto montado é de 1 250 g ± 10 g. A cabeça do martelo é fixada à haste do martelo, de maneira que a distância entre a sua extremidade e o plano de impacto (a face frontal do cone), quando a peça de impacto estiver na condição de ser disparada, tenha um valor próximo daquele indicado na Tabela E.1 para a compressão da mola. Tabela E.1 – Energia cinética da peça de impacto Energia cinética (E) no momento imediatamente anterior ao impacto J Valor aproximado da compressão da mola com uma constante de 2,75 x 103 N/m mm 0,14 ± 0,014 0,20 ± 0,02 0,35 ± 0,03 0,50 ± 0,04 0,70 ± 0,05 1,00 ± 0,05 10 13 17 20 24 28 NOTA O valor aproximado da energia cinética E, expresso em joules, no momento imediatamente anterior ao impacto, pode ser calculado pela seguinte equação: E = 0,5 FC × 10−3 onde F é a força exercida pela mola da peça de impacto na posição de compressão máxima, em newtons; C é a compressão da mola da peça de impacto, em milímetros. A energia indicada acima é válida na condição horizontal. O cone possui uma massa em torno de 60 g e a mola do cone é de maneira que ela exerça uma força aproximadamente igual a 5 N, quando os mordentes de trava estiverem no ponto de liberar a peça de impacto. As molas do mecanismo de trava são reguladas de maneira a exercer uma pressão suficiente para manter os mordentes de trava na posição engatada. O aparelho é armado puxando-se o botão de rearme até que os mordentes de trava estejam engatados com a haste da peça de engate. O cone de retenção do aparelho de ensaio é aplicado ao(s) ponto(s) indicado(s) daamostra, em uma direção perpendicular à sua superfície. A pressão é aumentada lentamente, de maneira que o cone se afaste do corpo do aparelho até que ele esteja em contato com a haste de trava que, ao deslocar-se, faz então funcionar o mecanismo de disparo e permite a peça de impacto colidir com o corpo de prova. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 25 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Figura E.1 – Aparelhagem de ensaio de martelo por mola E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4) 26 ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 © IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Bibliografia [1] ISO 1098, Veneer plywood for general use – General requirements (retirada) E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - T A F IN D U S T R IA D E P LA S T IC O S L td a - 02 .0 64 .1 50 /0 00 1- 94 ( P ed id o 90 14 04 Im pr es so : 0 7/ 06 /2 02 4)