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IEC 60068-2-75 - Ensaios ambientais

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Número de referência 
26 páginas
© IEC 2014 - © ABNT 2022
ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022
ABNT NBR
IEC
60068-2-75
Segunda edição
28.10.2022
Ensaios ambientais 
Parte 2-75: Ensaios — Ensaio Eh: Ensaios com 
martelo
Environmental testing 
Part 2-75: Tests — Test Eh: Hammer tests
NORMA
BRASILEIRA
ICS 19.040 ISBN 978-85-07-09377-0
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© IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados
© IEC 2014 
Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser 
reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por 
escrito da ABNT, único representante da ISO no território brasileiro. 
© ABNT 2022
Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser 
reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por 
escrito da ABNT.
ABNT
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
20031-901 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: + 55 21 3974-2300
Fax: + 55 21 3974-2346
abnt@abnt.org.br
www.abnt.org.br
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Sumário Página
Prefácio Nacional ................................................................................................................................v
Introdução ...........................................................................................................................................vi
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................1
3	 Termos	e	definições ...........................................................................................................1
4	 Disposições	comuns	a	todos	os	métodos	de	ensaio	por	martelo	 ...............................2
4.1 Severidade ..........................................................................................................................2
4.1.1 Generalidades .....................................................................................................................2
4.1.2 Valores da energia de impacto ..........................................................................................2
4.1.3 Número de impactos ..........................................................................................................3
4.2 Aparelhagem de ensaio .....................................................................................................3
4.2.1 Descrição ............................................................................................................................3
4.2.2 Fixação ................................................................................................................................4
4.3 Precondicionamento ..........................................................................................................4
4.4	 Medições	iniciais ................................................................................................................4
4.5 Ensaio ..................................................................................................................................4
4.5.1 Generalidades .....................................................................................................................4
4.5.2 Posição da amostra e pontos de impacto .......................................................................5
4.5.3 Preparação da amostra ......................................................................................................5
4.5.4 Modo de operação e controle funcional ..........................................................................5
4.6 Repetição ............................................................................................................................5
4.7	 Medições	finais ...................................................................................................................5
4.8	 Informações	que	a	especificação	particular	deve	fornecer ...........................................5
5 Ensaio Eha: Martelo por pêndulo ....................................................................................6
5.1 Aparelhagem de ensaio .....................................................................................................6
5.1.1 Generalidades .....................................................................................................................6
5.1.2 Aparelhagem de ensaio para as severidades não superiores a 1 J ..............................6
5.1.3 Aparelhagem de ensaio para as severidades de 2 J e mais ..........................................6
5.2	 Altura	da	queda ..................................................................................................................6
5.3 Ensaio ..................................................................................................................................7
6 Ensaio Ehb: Martelo por mola ...........................................................................................7
6.1 Aparelhagem de ensaio .....................................................................................................7
6.2	 Influência	da	gravidade	terrestre ......................................................................................8
6.3 Calibração ...........................................................................................................................8
7 Ensaio Ehc: Martelo vertical .............................................................................................8
7.1 Aparelhagem de ensaio .....................................................................................................8
7.2	 Altura	da	queda ..................................................................................................................9
Anexo A (normativo) Formatos das peças de impacto ...................................................................10
Anexo B (normativo) Procedimento para calibrar os martelos por mola ......................................13
B.1 Princípio de calibração ....................................................................................................13
B.2 Construção do dispositivo de calibração ......................................................................13
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Figuras
Figura 1 – Exemplo de peça de impacto ...........................................................................................4
Figura 2 – Determinação do ponto de medição................................................................................7
Figura 3 – Formato da cabeça de disparo para 2 J ..........................................................................8
Figura A.1 – Exemplo de peça de impacto para ≤ 1 J ....................................................................10
Figura A.2 – Exemplo de peça de impacto para 2 J .......................................................................10
Figura A.3 – Exemplo de peça de impacto para 5 J .......................................................................11
Figura A.4 – Exemplo de peça de impacto para 10 J ..................................................................... 11
Figura A.5 – Exemplo de peça de impacto para 20 J ..................................................................... 11
Figura A.6 – Exemplo de peça de impacto para 50 J .....................................................................12
Figura B.1 – Dispositivo de calibração............................................................................................15
Figura B.2 – Pêndulo “c” ..................................................................................................................15
Figura B.3 – Mola de aço do pêndulo “c” .......................................................................................16
Figura B.4 – Detalhes do dispositivo de calibração.......................................................................17
Figura B.5 – Dispositivo previsto para a calibração do dispositivo de calibração .....................18
Figura B.6 – Divisão da escala do disco “f” ...................................................................................18
Figura D.1 – Aparelhagem de ensaio ...............................................................................................22
Figura D.2 – Peça de impacto do martelo por pêndulo para energias ≤ 1 J ................................22
Figura	D.3	–	Estrutura	de	fixação ....................................................................................................23
Figura D.4 – Adaptador para interruptores de embutir ..................................................................23
Figura D.5 – Adaptador para porta-lâmpadas .................................................................................23
Figura E.1 – Aparelhagem de ensaio de martelo por mola ...........................................................25
Tabelas
Tabela 1 – Características coordenadas das peças de impacto .....................................................3
Tabela	2	–	Altura	da	queda .................................................................................................................7
Tabela C.1 – Níveis de energia, em joules .......................................................................................19
B.3	 Método	de	calibração	do	dispositivo	de	calibração	 ....................................................13
B.4 Utilização do dispositivo de calibração .........................................................................14
Anexo C (informativo) Notas de orientação......................................................................................19
C.1	 Quando	um	ensaio	de	impacto	é	apropriado? ..............................................................19
C.2 Escolha da aparelhagem de ensaio ................................................................................19
C.3 Escolha do nível de energia ............................................................................................19
C.4	 Informações	para	os	ensaios ..........................................................................................20
Anexo D (informativo) Exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por pêndulo ..................21
Anexo E (informativo) Exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por mola ........................24
Bibliografia .........................................................................................................................................26
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© IEC 2014 - © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados
Prefácio Nacional
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas 
Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos 
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são 
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto 
da normalização.
Os Documentos Técnicos internacionais adotados são elaborados conforme as regras da 
ABNT Diretiva 3.
A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos 
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT 
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).
Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários 
e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não 
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência 
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.
Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos 
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar 
as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.
A ABNT NBR IEC 60068-2-75 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), 
pela Comissão de Estudo de Condições Ambientais, Classificação e Métodos de Ensaios 
(CE-003:104.002). O Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 09, 
de 22.09.2022 a 24.10.2022.
A ABNT NBR IEC 60068-2-75 é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, 
à IEC 60068-2-75:2014, que foi elaborada pelo Technical Committee Environmental conditions, 
classification and methods of test (IEC/TC 104).
A ABNT NBR IEC 60068-2-75:2022 cancela e substitui a ABNT NBR IEC 60068-2-75:2007, a qual foi 
tecnicamente revisada.
O Escopo da ABNT NBR IEC 60068-2-75 em inglês é o seguinte:
Scope
This Part of ABNT NBR IEC 60068 provides three standardized and coordinated test methods for 
determining the ability of a specimen to withstand specified severities of impact. It is used, in particular, 
to demonstrate an acceptable level of robustness when assessing the safety of a product and 
is primarily intended for the testing of electrotechnical items. It consists of the application to the specimen 
of a prescribed number of impacts defined by their impact energy and applied in the prescribed directions.
This Part of ABNT NBR IEC 60068 covers energy levels ranging from 0,14 J (joules) to 50 J (joules).
Three types of test apparatus are applicable to perform these tests. Annex C provides some guidance 
as to this aspect. 
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Introdução
Os impactos mecânicos que podem gerar esforços nos equipamentos eletrotécnicos em serviço 
podem ser obtidos por meio de martelos de vários tipos. Para os efeitos da normalização, convém 
que os resultados destes ensaios não dependam do tipo da aparelhagem de ensaio utilizado, 
e as características dos diferentes tipos de martelos de ensaio descritos nesta Parte 
da ABNT NBR IEC 60068 são, portanto, as mais próximas possível para um mesmo grau 
de severidade de ensaio.
É importante observar que a Seção 3 e os métodos de ensaio escolhidos nas Seções 4, 5 e 6 
necessitam ser respeitados, a fim de satisfazer os requisitos desta Norma. 
Os níveis de severidade são geralmente obtidos da IEC 60721-1.
Para fins de coordenação, foi necessário mudar alguns parâmetros fundamentais dos antigos ensaios Ef: 
impactos, martelo por pêndulo, e Eg: impactos, martelo por mola. Nos dois casos, os dois conjuntos 
de parâmetros são indicados nos locais apropriados do texto. Embora alguns valores não sejam mais 
recomendados, eles foram mantidos como alternativas para fins de coerência com a prática anterior.Isso foi decidido porque eles têm aplicações em determinados setores industriais como valores para 
comparações históricas.
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Ensaios ambientais 
Parte 2-75: Ensaios — Ensaio Eh: Ensaios com martelo
1 Escopo
Esta Parte da ABNT NBR IEC 60068 estabelece três métodos de ensaio normalizados e coordenados 
para determinar a capacidade de uma amostra de suportar as severidades especificadas de impacto. 
É utilizada, em particular, para demonstrar um nível aceitável de resistência mecânica para a avaliação 
da segurança de um produto e é destinada, primeiramente, ao ensaio de produtos eletrotécnicos. 
Consiste em aplicar na amostra um número indicado de impactos determinados pela sua energia 
e aplicados nas direções especificadas.
Esta Parte da ABNT NBR IEC 60068 abrange os níveis de energia de 0,14 J a 50 J.
Três tipos de aparelhagem de ensaio são aplicáveis para realizar estes ensaios. O Anexo C mostra 
algumas indicações relativas a este aspecto. 
2 Referências normativas
Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais, 
constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições 
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento 
(incluindo emendas).
IEC 60068-1, Environmental testing – Part 1: General and guidance
IEC 60721-1, Classification of environmental conditions – Part 1: Environmental parameters and their 
severities
IEC Guide 104, The preparation of safety publications and the use of basic safety publications and 
group safety publications
IEC Guide 108, Guidelines for ensuring the coherency of IEC publications – Application of horizontal 
standards
ISO 1052, Steels for general engineering purposes
ISO 2039-2, Plastics – Determination of hardness – Part 2: Rockwell hardness
ISO 2041, Vibration and shock and condition monitoring – Vocabulary
ABNT NBR ISO 2768-1, Tolerâncias gerais – Parte 1: Tolerâncias para dimensões lineares e angulares 
sem indicação de tolerância individual
ISO 6508 (all parts), Metallic materials – Rockwell hardness test
3 Termos	e	definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ISO 2041 ou da IEC 60068-1, 
e os seguintes.
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3.1 
massa combinada da peça de impacto 
soma das massas da peça de impacto e de seu sistema de fixação 
3.2 
ponto	de	fixação	
parte da amostra em contato com a estrutura de fixação no ponto onde a amostra 
é normalmente fixada em utilização normal
3.3 
massa	equivalente
massa da peça de impacto e de eventuais partes relativas da aparelhagem de ensaio que, combinada 
com a sua velocidade, fornece a energia de impacto
Nota 1 de entrada: Para a aplicação particular ao martelo por pêndulo, a massa do pêndulo simples 
é calculada a partir da medida da força vertical (em newtons) a ser aplicada no eixo da peça de impacto, para 
manter o braço do pêndulo na posição horizontal, dividida pela aceleração da gravidade. Quando a massa 
do braço for distribuída uniformemente, a massa equivalente é igual à soma da massa combinada da peça 
de impacto e da metade da massa do braço.
3.4 
ponto de medição
ponto marcado na superfície da peça de impacto no qual a linha que passa pelo ponto de interseção 
dos eixos do braço do pêndulo e da peça de impacto, perpendicular ao plano que atravessa os dois 
eixos, entra em contato com a superfície (ver Figura 2) 
Nota 1 de entrada: Em algumas normas IEC que incluem um ensaio de martelo por pêndulo, o termo “ponto 
de controle” foi utilizado, mas não foi utilizado nesta Norma para evitar confusão com “ponto de verificação” 
utilizado em outras partes da IEC 60068-2.
Nota 2 de entrada: Teoricamente, convém que o centro de gravidade da peça de impacto seja o ponto 
de medição. Na prática, o centro de gravidade é difícil de determinar ou inacessível e, portanto, o ponto 
de medição é definido como acima.
3.5 
altura	de	queda
distância vertical entre a posição do ponto de medição quando o pêndulo for liberado e sua posição 
no momento do impacto (ver Figura D.1)
4 Disposições	comuns	a	todos	os	métodos	de	ensaio	por	martelo	
4.1 Severidade
4.1.1 Generalidades
A severidade é determinada pelo valor da energia de impacto escolhido em 4.1.2 e pelo número 
de impactos de acordo com 4.1.3.
4.1.2 Valores da energia de impacto
O valor da energia de impacto deve ser um dos seguintes, como indicado pela especificação aplicável:
0,14 – 0,2 – (0,3) – 0,35 – (0,4) – 0,5 – 0,7 – 1 – 2 – 5 – 10 – 20 – 50 J .
NOTA Os valores entre parênteses são indicados nas versões anteriores da IEC 60068-2 e são mantidos 
nesta Norma apenas como referência, embora não sejam mais recomendados; eles podem ser utilizados 
para fins de coerência com a prática anterior. 
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4.1.3 Número de impactos
Salvo se houver indicação contrária na especificação aplicável, o número total de impactos deve ser 
de três por posicionamento.
4.2 Aparelhagem de ensaio
4.2.1 Descrição
Três tipos de aparelhagem de ensaio podem ser utilizados para realizar estes ensaios:
 — martelo por pêndulo;
 — martelo por molas;
 — martelo vertical.
Os tipos de aparelhagem de ensaio são determinados nas Seções 5, 6 e 7, respectivamente, como 
ensaio Eha, ensaio Ehb e ensaio Ehc. As características coordenadas da peça de impacto são, 
em princípio, similares nos três casos e indicadas na Tabela 1, em relação ao desenho da Figura 1.
As dimensões são em milímetros. As tolerâncias são as da classe m da ABNT NBR ISO 2768-1, 
salvo se houver indicação contrária. 
Tabela 1 – Características coordenadas das peças de impacto
Energia 
J
≤1 
± 10 %
2 
± 5 %
5 
± 5 %
10 
± 5 %
20 
± 5 %
50 
± 5 %
Massa	equivalente 
± 2 % kg 0,25 (0,2) 0,5 1,7 5 5 10
Material Poliamida a) Aço b)
R mm 10 25 25 50 50 50
D mm 18,5 (20) 35 60 80 100 125
f mm 6,2 (10) 7 10 20 20 25
r mm - - 6 - 10 17
l mm Para ser ajustado para obter a massa equivalente, ver Anexo A.
a 85 ≤ HRR ≤ 100, dureza Rockwell conforme a ISO 2039-2
b Fe 490-2, conforme a ISO 1052: dureza Rockwell: HRE 80...85 conforme a ISO 6508
NOTA Os valores entre parênteses para a massa equivalente e o diâmetro das peças de impacto para 
os valores de energia inferiores ou iguais a 1 J são aqueles do ensaio Ef existente. Os valores existentes 
do ensaio Eg são também indicados para estes dois parâmetros. Embora não sejam mais recomendados 
para os fins de coordenação, eles são utilizados por algumas indústrias para fins de coerência com 
a prática anterior.
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Eixo da peça 
de impacto 
Figura 1 – Exemplo de peça de impacto
A superfície de impacto deve ser examinada visualmente antes de cada impacto, a fim de assegurar 
que ela não tenha sofrido algum dano que possa afetar o resultado do ensaio.4.2.2 Fixação
Conforme a especificação aplicável, a amostra deve ser:
 a) fixada pelos seus meios normais sobre um suporte plano e rígido, ou
 b) posicionada sobre um suporte plano e rígido.
Para assegurar que a amostra seja rigidamente apoiado, pode ser necessário, para os ensaios, 
colocar a amostra sobre um suporte sólido plano, por exemplo, uma parede ou um piso de tijolos 
ou de concreto, coberto com uma placa de poliamida firmemente fixada sobre o suporte.
Deve ser assegurado que não haja espaço entre a placa e o suporte. A placa deve ter dureza Rockwell 
de 85 ≤ HRR ≤ 100, conforme a ISO 2039-2, espessura de aproximadamente 8 mm e uma superfície 
de maneira que nenhuma parte da amostra seja pressionada excessivamente devido a uma área 
de apoio insuficiente.
O suporte é considerado suficientemente rígido se o deslocamento da superfície de impacto 
do suporte plano não exceder 0,1 mm, quando for aplicado diretamente a ele um impacto com 
a mesma severidade daquele a ser aplicado na amostra.
NOTA 1 Para as amostras submetidas a energias de impacto não superiores a 1 J, alguns exemplos 
de montagem e de fixação são indicados nas Figuras D.3, D.4 e D.5.
NOTA 2 Quando a massa da fixação for de pelo menos 20 vezes aquela da amostra, considera-se que 
a sua rigidez é suficiente.
4.3 Precondicionamento
A especificação aplicável deve requerer um precondicionamento; deve então prescrever as condições.
4.4 Medições	iniciais
A amostra deve ser submetida a verificações visuais, dimensionais e funcionais indicados pela 
especificação aplicável.
4.5 Ensaio
4.5.1 Generalidades
Os impactos secundários, ou seja, os repiques, devem ser evitados.
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4.5.2 Posição da amostra e pontos de impacto
A especificação aplicável deve estipular as posições e os locais da amostra mais suscetíveis de serem 
danificados na prática, e nos quais os impactos devem ser aplicados. Salvo prescrição contrária 
da especificação aplicável, os impactos devem ser aplicados perpendicularmente à superfície de impacto.
4.5.3 Preparação da amostra
A especificação aplicável deve indicar todas as condições requeridas para a fixação das bases, tampas 
e peças similares antes que a amostra seja submetida aos impactos.
NOTA Pode ser necessário considerar os requisitos de controle funcional [ver 4.5.4 b)].
4.5.4 Modo de operação e controle funcional
A especificação aplicável deve indicar:
 a) se a amostra deve estar funcionando no momento dos impactos;
 b) se um controle do funcionamento é requerido.
Nos dois casos, a especificação particular deve fornecer os critérios de aprovação ou de rejeição 
do amostra.
NOTA Atenção ao fato de que, no caso de quebra da amostra, as partes internas podem se tornar perigosas.
4.6 Repetição
A especificação aplicável pode exigir uma repetição e, em seguida indicar as condições.
4.7 Medições	finais
A amostra deve ser submetida a verificações visuais, dimensionais e funcionais indicadas pela 
especificação aplicável.
A especificação aplicável deve indicar os critérios sobre os quais a aceitação ou rejeição da amostra 
é baseada.
4.8 Informações	que	a	especificação	particular	deve	fornecer
Quando um dos ensaios desta Parte da ABNT NBR IEC 60068 for incluído em uma especificação 
particular, os detalhes seguintes devem ser fornecidos para quando forem aplicáveis, dando atenção 
especial aos itens marcados com um asterisco (*), pois esta informação é sempre necessária.
 Subseção
 a) Energia de impacto * 4.1.2
 b) Número de impactos, se diferentes de três por local 4.1.3
 c) Tipo(s) de aparelhagem de ensaio a ser(em) utilizado(s) 4.2.1
 d) Modo de fixação * 4.4.2
 e) Precondicionamento 4.3
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 f) Medições iniciais * 4.4
 g) Posições e pontos de impacto * 4.5.2
 h) Fixação das bases, tampas e peças similares 4.5.3
 i) Modo de operação e controle funcional * 4.5.4
 j) Critérios de aprovação ou de rejeição * 4.5.4 e 4.7
 k) Condições de repetição 4.6
 l) Medições finais * 4.7
5 Ensaio Eha: Martelo por pêndulo 
5.1 Aparelhagem de ensaio
5.1.1 Generalidades
A aparelhagem de ensaio consiste essencialmente em um pêndulo cujo eixo de oscilação esteja 
localizado na sua extremidade superior, de maneira que somente possa se deslocar no plano vertical. 
O centro do eixo está situado a 1 000 mm acima do ponto de medição. O pêndulo é composto por 
um braço rígido e por uma peça de impacto, conforme os requisitos da Tabela 1.
Para ensaiar amostras pesadas, volumosas ou difíceis de manusear, um pêndulo portátil pode ser 
utilizado. Ele deve ser conforme a descrição acima, mas seu eixo de oscilação pode ser fixado 
diretamente sobre a amostra ou sobre uma estrutura móvel. Neste caso, é necessário verificar, 
antes do ensaio, se o eixo do pêndulo está na horizontal, se sua fixação é suficientemente rígida 
e se o ponto de impacto está no plano vertical passando pelo eixo de oscilação.
Em todos os casos, quando o pêndulo for liberado, deve poder cair somente sob a influência da força 
da gravidade.
5.1.2 Aparelhagem de ensaio para as severidades não superiores a 1 J
A peça de impacto é constituída por um corpo de aço com uma face hemisférica de poliamida. 
Sua massa combinada é de 200 g (150 g) ± 1 g, de maneira que a massa equivalente seja conforme 
a Tabela 1. O Anexo D mostra um exemplo de aparelhagem de ensaio.
5.1.3 Aparelhagem de ensaio para as severidades de 2 J e mais
A relação entre a massa do braço e a massa combinada da peça de impacto não pode ser superior 
a 0,2, e o centro de gravidade da peça de impacto deve estar o mais próximo possível do eixo do braço.
Para algumas aplicações particulares, o braço do pêndulo é substituído por um fio e a peça de impacto 
por uma esfera de aço. Isto não é recomendável, porque a esfera não é conforme a geometria da peça 
de impacto especificada nesta Parte da ABNT NBR IEC 60068.
5.2 Altura	da	queda
Para produzir os impactos da severidade requerida, a peça de impacto deve ser liberada a uma altura 
que depende da massa equivalente do pêndulo, conforme a Tabela 2.
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Tabela 2 – Altura	da	queda
Energia 
J 0,14 0,2 (0,3) 0,35 (0,4) 0,5 0,7 1 2 5 10 20 50
Massa 
equivalente 
kg
0,25 (0,2) 0,25 (0,2) 0,25 (0,2) (0,2) 0,25 0,25 0,25 0,5 1,7 5 5 10
Altura da 
queda 
mm ± 1 %
56 (100) 80 (150) 140 (200) (250) 200 280 400 400 300 200 400 500
NOTA 1 Os valores entre parênteses são indicados nas versões anteriores da IEC 60068-2; embora não sejam mais 
recomendados, eles podem ser utilizados para fins de coerência com a prática anterior. 
NOTA 2 Nesta Parte da ABNT NBR IEC 60068, a energia, J, é calculada, considerando para a aceleração normal da 
gravidade terrestre (gn) o valor arredondado imediatamente superior, que é 10 m/s2.
5.3 Ensaio
A fim de evitar impactos secundários, isto é, os repiques, o martelo deve ser retido após o impacto 
inicial, segurando a peça de impacto e não o braço, para evitar deformá-lo.
Ponto de medição 
Ponto de medição 
Eixo da peça de impacto 
Eixo vertical 
Figura 2 – Determinação do ponto de medição
6 Ensaio Ehb: Martelo por mola
6.1 Aparelhagem de ensaio
O martelo por molaé constituído por três partes principais: o corpo, a peça de impacto e o sistema 
de retenção.
O corpo compreende o invólucro, a guia da peça de impacto, o mecanismo de retenção e todas 
as partes rigidamente fixadas. 
A peça de impacto compreende a cabeça do martelo, a haste e o botão de rearme. A massa deste 
conjunto é de 250 g para as severidades não superiores a 1 J e de 500 g para 2 J (ver Tabela 1 para 
as tolerâncias).
A pressão necessária para liberar a peça de impacto não pode exceder 10 N.
As posições relativas da haste, da cabeça do martelo e do dispositivo de regulagem da mola da peça 
de impacto são de maneira que a mola da peça de impacto libera toda a sua energia potencial 1 mm 
antes da extremidade da cabeça do martelo atingir o plano de impacto. Para o último milímetro de seu 
percurso antes do impacto, a peça de impacto é como, negligenciando o atrito, um projétil se deslocando 
livremente, tendo somente energia cinética e não possuindo mais energia potencial. Adicionalmente, 
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após a extremidade da cabeça do martelo atravessar o plano de impacto, a peça de impacto pode 
continuar seu curso livremente, sem intervenção, por uma distância adicional compreendida entre 
8 mm e 12 mm. O Anexo E fornece um exemplo de realização.
Para atender à Tabela 1, o formato da cabeça de retenção para 2 J deve ser cilíndrico, em um comprimento 
de 23 mm, com diâmetro de 35 mm (ver Figura 3).
Dimensões em milímetros
35
 
23 
Figura 3 – Formato da cabeça de disparo para 2 J
6.2 Influência	da	gravidade	terrestre
Quando o martelo por mola é utilizado em uma posição diferente da horizontal, a energia realmente 
aplicada é modificada de ∆E. Esta variação é positiva quando os impactos forem aplicados para baixo, 
e negativa quando forem aplicados para cima.
∆E = 10 × m × d × sin α
onde
m é a massa da peça de impacto, expressa em quilogramas;
d é o curso da peça de impacto no interior do martelo, expresso em metros;
α é o ângulo do eixo da peça de impacto com a horizontal.
Esta variação deve ser considerada para estabelecer o nível de energia realmente aplicado.
6.3 Calibração
O martelo por mola deve ser calibrado. O Anexo B fornece um procedimento normalizado preferencial 
(ver Seção B.2, em particular para 2 J). É permitido utilizar outros métodos, desde que seja provado 
que eles tenham um grau de precisão equivalente.
7 Ensaio Ehc: Martelo vertical
7.1 Aparelhagem de ensaio
O martelo compreende essencialmente de uma peça de impacto que cai livremente de sua posição 
de repouso sobre a superfície da amostra, mantida em um plano horizontal, de uma altura escolhida 
na Tabela 2. As características da peça de impacto devem ser conforme a Tabela 1. A queda da peça 
de impacto deve ser guiada, por exemplo, por três ou quatro trilhos, sem frenagem apreciável. A guia 
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não pode ser apoiada sobre a amostra e a peça de impacto não pode obstruir a guia quando ocorrer 
o impacto. A fim de reduzir os atritos, o comprimento l da peça de impacto não pode ser inferior ao seu 
diâmetro D, e um pequeno espaço (por exemplo, 1 mm) deve existir entre a peça de impacto e a guia.
7.2 Altura	da	queda
A altura da queda deve ser conforme a Tabela 2, sendo a massa equivalente nela indicada igual 
à massa real da peça de impacto.
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Anexo A 
(normativo) 
 
Formatos das peças de impacto
As figuras deste Anexo indicam o formato e as características das peças de impacto aplicáveis 
a cada um dos seis valores de energia determinados na Tabela 1. Para os objetivos destas figuras, 
os comprimentos da peça de impacto são calculados para os martelos verticais ou para os martelos 
por pêndulo com braços de massa desprezível. Quando a massa dos braços não puder ser desprezível, 
convém reduzir os comprimentos da peça de impacto de maneira que a massa equivalente atenda 
aos requisitos da Tabela 1 (ver 3.2).
A Figura A.1 representa a peça de impacto aplicável aos valores de energia iguais ou inferiores a 1 J. 
Neste caso, convém que a face de impacto seja feita de poliamida, com dureza conforme especificado 
na Tabela 1.
As Figuras A.2, A.3 e A.4 representam as peças de impacto aplicáveis aos valores de energia de 2 J, 
5 J e 10 J, respectivamente. Nestes casos, convém que a face de impacto seja feita de aço com 
propriedades, inclusive, de dureza, conforme especificado na Tabela 1.
As Figuras A.5 e A.6 representam as peças de impacto aplicáveis aos valores de energia de 20 J 
e de 50 J, respectivamente. Nestes casos, convém que a face de impacto seja de aço com propriedades, 
inclusive, de dureza, conforme especificado na Tabela 1. Nestes casos, para atender aos outros 
parâmetros da Tabela 1, é necessário esvaziar a extremidade oposta à face de impacto.
Todas as arestas devem estar isentas de rebarbas.
As tolerâncias são aquelas da classe m da ABNT NBR ISO 2768-1, salvo especificação contrária.
Dimensões em milímetros
6,2 
R 10
14
Ø
10
Ø
18
,5
115
Figura A.1 – Exemplo de peça de impacto para ≤ 1 J
Dimensões em milímetros
64
R 25
7
Ø
35
Figura A.2 – Exemplo de peça de impacto para 2 J
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Dimensões em milímetros
75 
R 6
Ø
60
R 25
Figura A.3 – Exemplo de peça de impacto para 5 J
Dimensões em milímetros
20 117 
R 50
Ø
80
Figura A.4 – Exemplo de peça de impacto para 10 J
Dimensões em milímetros
R 10
R 50
Ø
10
0
20 100
Figura A.5 – Exemplo de peça de impacto para 20 J
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Dimensões em milímetros
125
R 17
R 50
Ø
12
5
25
Figura A.6 – Exemplo de peça de impacto para 50 J
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Anexo B 
(normativo) 
 
Procedimento para calibrar os martelos por mola
B.1 Princípio de calibração
O princípio deste procedimento de calibração é comparar a energia fornecida pelo martelo por mola, 
que é difícil de medir diretamente, com a energia de um pêndulo, calculada a partir de sua massa 
e de sua altura de queda.
B.2 Construção do dispositivo de calibração
O conjunto do dispositivo de calibração é representado na Figura B.1. Além da estrutura, as partes 
principais são os rolamentos “a”, o ponteiro de arraste indicador “b”, um pêndulo “c”, a base de retenção 
“d” e o dispositivo de disparo “e”.
A parte principal do dispositivo de calibração é o pêndulo “c”, representadona Figura B.2. Sua parte 
inferior possui uma mola de aço e os seus detalhes são indicados na Figura B.3. A mola, fixada 
rigidamente ao pêndulo “c”, é de aço para mola que não necessita de tratamento especial.
A Figura B.4 mostra algumas partes em escala aumentada.
Convém ficar atento ao fato de que a mola é projetada para calibrar os martelos por mola cujas 
características são aquelas indicadas na Tabela 1 para as energias não superiores a 1 J. 
É necessária uma mola de projeto diferente para a calibração de martelos por mola cujas características 
correspondem a 2 J.
A fim de obter as características apropriadas de atrito do ponteiro indicador, um pedaço de pano 
espesso é colocado entre as superfícies metálicas dos rolamentos, e os arames de corda de piano 
são curvados de maneira que exerçam uma pequena força sobre o pano.
Em virtude de ter que retirar o dispositivo de disparo durante a calibração do dispositivo de calibração, 
o dispositivo de disparo é fixado na base de sustentação com parafusos. 
B.3 Método	de	calibração	do	dispositivo	de	calibração	
A calibração do dispositivo de calibração é realizada por meio de uma peça de impacto de calibração 
“g”, retirada de um martelo por mola, como mostrado na Figura B.5. Antes da calibração, o dispositivo 
de disparo é retirado do dispositivo de calibração.
A peça de impacto de calibração é suspensa por quatro fios de linho “h”, em pontos de suspensão 
situados em um plano horizontal a 2 000 mm acima do ponto de contato entre o pêndulo e a peça 
de impacto de calibração, quando o pêndulo estiver em posição de repouso. Deixar a peça de impacto 
de calibração bater o pêndulo e o ponto de contato nas condições dinâmicas, e o ponto “k” não pode 
estar a mais de 1 mm abaixo do ponto de contato em posição de repouso. Os pontos de suspensão 
são então elevados por uma distância igual à diferença entre os dois pontos de contato.
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Quando o sistema de suspensão for ajustado, o eixo da peça de calibração “g” deve estar perpendicular 
à superfície de impacto do pêndulo “c” e a peça de impacto de calibração deve estar na horizontal 
no momento do impacto. 
Quando a peça de impacto de calibração estiver em sua posição de repouso, o dispositivo de calibração 
é posicionado de maneira que o ponto “k” se encontre exatamente sobre a cabeça da peça 
de calibração.
Para obter resultados confiáveis, o dispositivo de calibração é fixado a um suporte de maneira rígida, 
por exemplo, a uma parte estrutural de uma edificação.
A altura da queda é medida no centro de gravidade da peça de calibração, e a medição pode ser 
facilitada com o uso de um dispositivo com nível líquido constituído por dois tubos de vidro “j”, que são 
ligados entre si por um tubo flexível. Um dos tubos de vidro é fixo e provido de uma escala “l”. 
A peça de impacto de calibração pode ser mantida em sua posição superior por meio de um fio fino 
“m”, cuja ruptura libere a peça de calibração.
Para graduar o dispositivo de calibração, traçar sobre o mostrador um círculo cujo centro coincida 
com o centro do eixo de oscilação do pêndulo, sendo o seu raio de maneira que o círculo coincida 
com a extremidade do ponteiro indicador amortecido. Sobre este círculo, marcar o ponto 0 J 
(zero J) representado na Figura B.6, no local indicado pelo ponteiro indicador amortecido, quando ele 
for levado em contato com o pêndulo, em posição de repouso.
A calibração é realizada com uma energia de impacto de 1 J, que é obtida com uma altura de queda 
de 408 mm ± 1 mm de uma peça de impacto de calibração de 250 g.
O ponto sobre o mostrador correspondendo a 1 J é obtido deixando cair a peça de impacto de calibração 
suspensa contra o ponto “k” sobre o pêndulo. Após ter batido no pêndulo, a peça de impacto 
de calibração não pode mais rebater. A operação é repetida pelo menos 10 vezes e o ponto 1 J 
é a média das indicações do ponteiro indicador amortecido.
Os outros pontos da escala são então determinados como a seguir:
 a) traçar uma linha reta que passe pelo centro do círculo e pelo ponto 0 J;
 b) a projeção ortogonal do ponto 1 J sobre esta reta é indicada por P;
 c) o intervalo entre os pontos 0 J e P é dividido em 10 partes iguais;
 d) para cada ponto correspondendo a uma divisão, traçar uma linha perpendicular à linha 0 J-P;
 e) as interseções destas linhas perpendiculares com o círculo correspondem aos valores de energia 
iguais a 0,1 J; 0,2 J; até 0,9 J.
A escala pode ser prolongada além do ponto 1 J, seguindo o mesmo princípio. A divisão do mostrador 
“f” é representada na Figura B.6.
B.4 Utilização do dispositivo de calibração
O martelo por mola a ser calibrado é posicionado na base de retenção, depois acionado três vezes por 
meio do dispositivo de disparo; não pode ser liberado manualmente.
Para cada manobra, girar a peça de impacto do martelo por molas em uma posição diferente. O valor 
médio das três leituras sobre o dispositivo de calibração é considerado o valor de energia de impacto 
real do martelo por molas.
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Legenda
a = mancal
b = indicador de arrasto
c = pêndulo
d = base de liberação
e = dispositivo de liberação
f = disco com escala
k = ponto onde três impactos são aplicados, por exemplo, ponto de impacto
Figura B.1 – Dispositivo de calibração
Dimensões em milímetros
Figura B.2 – Pêndulo “c”
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Figura B.3 – Mola de aço do pêndulo “c”
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Figura B.4 – Detalhes do dispositivo de calibração
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Dimensões em milímetros
Legenda
c = pêndulo da Figura B.1
g = calibração do elemento de impacto 
h = fios de linho
j = tubos de vidro
k = ponto de impacto
l = escala
m = fio fino
Para maior clareza, somente o dispositivo de calibração do pêndulo “c” é mostrado nesta figura.
Figura B.5 – Dispositivo previsto para a calibração do dispositivo de calibração
Figura B.6 – Divisão da escala do disco “f”
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Anexo C 
(informativo) 
 
Notas de orientação
C.1 Quando	um	ensaio	de	impacto	é	apropriado?
Um ensaio de impacto é apropriado em materiais suscetíveis de serem utilizados em locais onde 
o acesso é livre e onde podem ocorrer impactos. Pode também ser apropriado em materiais destinados 
a locaisde acesso restrito, mas com menor severidade.
É apropriado, em particular, nos materiais de natureza frágil.
C.2 Escolha da aparelhagem de ensaio
Esta Parte da ABNT NBR IEC 60068 fornece três métodos de ensaio que têm por finalidade fornecer, 
o quanto possível, resultados similares. Entretanto, a repetitividade deste ensaio depende muito mais 
de detalhes da aparelhagem de ensaio do que da utilização das normas da série IEC 60068.
A escolha da aparelhagem de ensaio depende da orientação da superfície a ser ensaiada e do nível 
de energia. Todos os métodos não podem ser utilizados em todos os casos. É evidente que o martelo 
por pêndulo somente pode ser utilizado em superfícies verticais sem inclinações. Da mesma forma, 
o martelo por queda livre somente pode servir normalmente para superfícies horizontais acessíveis. 
Quando, por uma razão qualquer, a amostra não puder ser deslocada nem virada, a escolha é limitada. 
A vantagem do martelo por mola é que ele pode ser utilizado em qualquer posição, desde que haja 
espaço suficiente para manuseá-lo corretamente e que a energia de impacto especificada não exceda 
2 J. Para níveis de energia mais elevados, o martelo por mola seria muito difícil de ser manuseado 
e pode ser perigoso até para o operador.
C.3 Escolha do nível de energia
A energia de um impacto depende da massa do objeto de impacto e de sua velocidade, que pode 
ser produzida por sua queda. A Tabela C.1 fornece níveis de energia teóricos próximos dos valores 
utilizados nesta Parte da ABNT NBR IEC 60068.
Tabela C.1 – Níveis de energia, em joules
Altura	da	queda 
m
Velocidade 
m/s
Massa do objeto de impacto 
kg
0,1 0,2 0,5 1 2 5
0,1 1,4 0,1 0,2 0,5 1 2 5
0,2 2 0,2 0,4 1 2 4 10
0,5 3,1 0,5 1 2,5 5 10 25
1 4,4 1 2 5 10 20 50
Os valores da Tabela C.1 correspondem a golpes perpendiculares à superfície da amostra.
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Energias de valores maiores podem ocorrer em situações particulares, como por vandalismo ou por 
um acidente com veículos. Nestes casos, convém prever a utilização de uma proteção suplementar 
como barreiras ou paredes.
C.4 Informações	para	os	ensaios
A temperatura da amostra pode influenciar os resultados deste ensaio e é conveniente que 
a especificação particular considere isso, quando aplicável.
Os ensaios de impacto podem ser especificados em sequência a outros ensaios, mas deve-se atentar 
que certos ensaios normalizados devem ser realizados em amostras novas, o que exclui um ensaio 
preliminar com martelo.
É conveniente que os principais critérios de desempenho sejam obtidos na maneira como os impactos 
mecânicos influenciam as características de funcionamento e de durabilidade da amostra.
Uma outra consideração importante é a segurança, que pode mesmo ser prioritária em certos casos.
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Anexo D 
(informativo) 
 
Exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por pêndulo
A Figura D.1 mostra um exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por pêndulo para energias não 
superiores a 1 J. A peça de impacto é conforme 5.2.2 e a Figura D.2. O braço é um tubo de aço com 
diâmetro externo de 9 mm (nominal) e com espessura de parede de 0,5 mm (nominal).
As amostras são fixados em um painel de madeira compensada com 8 mm de espessura e 175 mm 
de lado, de preferência conforme a ISO 1098, fixado em seus cantos superiores e inferiores a uma 
moldura rígida pertencente à base de fixação, como indicado, por exemplo, na Figura D.3. A base 
de fixação possui uma massa de 10 kg ± 1 kg e é montada sobre uma estrutura rígida por meio 
de eixos. A estrutura é fixada a uma parede maciça. 
A fixação é projetada de forma que:
 a) a amostra possa ser posicionado de maneira que o ponto de impacto se encontre no plano vertical 
do eixo do pêndulo;
 b) a amostra possa ser deslocado horizontalmente e possa girar em torno de um eixo perpendicular 
à superfície da madeira compensada;
 c) a madeira compensada possa girar em torno de um eixo vertical.
As amostras são fixadas sobre a madeira compensada como em utilização normal. Quando não for 
possível fixar a amostra diretamente sobre a madeira compensada, um adaptador apropriado deve 
ser indicado na especificação particular. Um exemplo de adaptador para interruptores de embutir 
é indicado na Figura D.4 e um exemplo para porta-lâmpadas é indicado na Figura D.5.
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Figura D.1 – Aparelhagem de ensaio
NOTA Ver a Tabela 1.
Figura D.2 – Peça de impacto do martelo por pêndulo para energias ≤ 1 J
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Dimensões em milímetros
Figura	D.3	–	Estrutura	de	fixação
Dimensões em milímetros
Figura D.4 – Adaptador para interruptores de embutir
Dimensões em milímetros
Figura D.5 – Adaptador para porta-lâmpadas
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Anexo E 
(informativo) 
 
Exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por mola
A Figura E.1 mostra um exemplo de aparelhagem de ensaio de martelo por mola, conforme a Seção 5, 
para energias não superiores a 1 J. A massa do conjunto montado é de 1 250 g ± 10 g. A cabeça 
do martelo é fixada à haste do martelo, de maneira que a distância entre a sua extremidade e o plano 
de impacto (a face frontal do cone), quando a peça de impacto estiver na condição de ser disparada, 
tenha um valor próximo daquele indicado na Tabela E.1 para a compressão da mola.
Tabela	E.1	–	Energia	cinética	da	peça	de	impacto
Energia	cinética	(E) 
no momento imediatamente anterior ao 
impacto 
J
Valor aproximado da compressão 
da mola com uma constante de 
2,75 x 103 N/m 
mm
0,14 ± 0,014
0,20 ± 0,02
0,35 ± 0,03
0,50 ± 0,04
0,70 ± 0,05
1,00 ± 0,05
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28
NOTA O valor aproximado da energia cinética E, expresso em joules, no momento imediatamente 
anterior ao impacto, pode ser calculado pela seguinte equação:
E = 0,5 FC × 10−3
onde
F é a força exercida pela mola da peça de impacto na posição de compressão máxima, 
em newtons;
C é a compressão da mola da peça de impacto, em milímetros.
A energia indicada acima é válida na condição horizontal.
O cone possui uma massa em torno de 60 g e a mola do cone é de maneira que ela exerça uma força 
aproximadamente igual a 5 N, quando os mordentes de trava estiverem no ponto de liberar a peça 
de impacto. As molas do mecanismo de trava são reguladas de maneira a exercer uma pressão 
suficiente para manter os mordentes de trava na posição engatada.
O aparelho é armado puxando-se o botão de rearme até que os mordentes de trava estejam engatados 
com a haste da peça de engate. O cone de retenção do aparelho de ensaio é aplicado ao(s) ponto(s) 
indicado(s) daamostra, em uma direção perpendicular à sua superfície. A pressão é aumentada 
lentamente, de maneira que o cone se afaste do corpo do aparelho até que ele esteja em contato com 
a haste de trava que, ao deslocar-se, faz então funcionar o mecanismo de disparo e permite a peça 
de impacto colidir com o corpo de prova.
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Figura E.1 – Aparelhagem de ensaio de martelo por mola
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Bibliografia
[1] ISO 1098, Veneer plywood for general use – General requirements 
(retirada)
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