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Considere o trecho a seguir, que trata de um importante aspecto da história política do Brasil: "Nome com que ficou conhecido o arranjo político promovido pelo presidente Campos Sales (1898-1902) e os governadores e presidentes estaduais com o objetivo de superar as incertezas políticas que marcaram os primeiros governos da República. Baseado no compromisso presidencial de não intervir nos conflitos regionais em troca da garantia do pleno controle do Executivo sobre o Congresso, o acordo incluiu manobras políticas que permitiram minimizar a influência das oposições e selou o comprometimento da presidência da República com as oligarquias dominantes nos estados, estabelecendo um novo equilíbrio entre estes e o poder central. Esse arranjo é considerado a última etapa da montagem do sistema oligárquico ou liberalismo oligárquico, que permitiu, de forma duradoura, o controle do poder central pela oligarquia cafeeira."
Em termos históricos, o texto indica a
A) dinâmica exercida durante a Política do Café com Leite.
B) forma de expressão do poder dos Coronéis militares durante a República Velha.
C) dinâmica de execução da Política das Salvações.
D) forma de manifestação do Coronelismo.
E) dinâmica estabelecida pela Política dos Governadores.
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Aprendendo com Exercícios

há 3 horas

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há 3 horas

O texto descreve um arranjo político promovido pelo presidente Campos Sales, que envolvia um acordo entre o poder central e os governadores estaduais, com troca de não intervenção e controle político, consolidando o poder das oligarquias estaduais e o controle do Executivo sobre o Congresso. Esse arranjo é conhecido historicamente como a Política dos Governadores, que foi a última etapa do sistema oligárquico na República Velha, permitindo o controle do poder central pelas oligarquias regionais, especialmente a cafeeira. Analisando as alternativas: A) Política do Café com Leite – refere-se à alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais, mas não descreve o arranjo político citado. B) Poder dos Coronéis militares – é mais geral e não corresponde especificamente ao arranjo descrito. C) Política das Salvações – foi um movimento político anterior, não relacionado ao texto. D) Coronelismo – é um fenômeno social e político, mas o texto fala de um arranjo político formalizado. E) Política dos Governadores – corresponde exatamente ao arranjo descrito no texto. Resposta correta: E) dinâmica estabelecida pela Política dos Governadores.

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Em O fim da teoria, Chris Anderson afirma que quantidades inimagináveis de dados (o Big Data) tornariam as teorias completamente obsoletas: "Hoje, empresas que cresceram em uma era de dados massivamente abundantes não precisam se contentar com modelos errados. Na verdade, elas não precisam mais se contentar com modelos". A psicologia ou sociologia orientada por dados torna possível prever e controlar com precisão o comportamento humano. As teorias estão sendo substituídas por dados diretos. O Big Data, na verdade, não explica nada. Apenas revela correlações entre as coisas. Mas as correlações são a forma mais primitiva de conhecimento. Nada é compreendido nas correlações. O Big Data não é capaz de explicar por que as coisas se comportam da maneira como se comportam. Não são estabelecidas conexões causais nem conceituais. A teoria como narração cria uma ordem de coisas, relacionando-as umas com as outras e explicando por que elas se comportam da maneira como se comportam. Em contraste com o Big Data, ela nos oferece a forma mais elevada de conhecimento, qual seja, a compreensão. O Big Data, por outro lado, é totalmente aberto. A teoria na forma de desfecho prende as coisas em uma estrutura conceitual e as torna, com isso, apreensíveis. O fim da teoria significa, em última instância, dizer adeus ao conceito como espírito. A inteligência artificial funciona muito bem sem o conceito. Inteligência não é espírito. Somente o espírito é capaz de uma nova ordem das coisas, de uma nova narração. A inteligência calcula. O espírito, todavia, narra. Em um mundo saturado de dados e informações, a capacidade de narrar se atrofia. Com isso, a construção de teorias se torna algo mais raro, até mesmo arriscado. A inteligência artificial não pode pensar porque não pode se apaixonar, porque não é capaz de uma narração apaixonada. Os diálogos de Platão já deixam claro que a filosofia é uma narração. A filosofia como ciência renega seu caráter narrativo originário. Ela se priva de sua linguagem. Emudece. Assim, a atual crise da narração também está se apoderando da filosofia e lhe pondo um fim. No instante em que a filosofia reivindica ser uma ciência, ser uma ciência exata, seu declínio começa.
7. Está gramaticalmente correta a redação do seguinte comentário a respeito do assunto do texto:
A) Uma narração capaz de alterar o rumo dos acontecimentos, devem sempre seu surgimento a um processo complexo o qual envolve diferentes forças.
B) Quando falham e são incapazes de prover significado e sentido simbólico para as coisas, as narrativas se tornam vazias de sentido.
C) Estão intimamente atreladas à expansão econômica e tecnológica do último século que a humanidade têm vivido as consequências da crise das narrativas.
D) Vivemos em um momento do qual acessamos e interferimos na realidade por meio de dados, assim há uma crise ocasionada pela enxurrada de informações disponíveis.
E) Enquanto a inteligência artificial se ancora no cálculo de dados fragmentados, por meio das narrativas cria-se histórias.

Muitos e muitos anos atrás, antes do asfalto, quando a rodovia Fernão Dias ou era um mar de pó ou um mar de lama, as viagens eram aventuras. Eu morava no interior de Minas e o jeito de vir a Campinas para ver a namorada era arranjar carona em algum caminhão. Pois foi numa destas vezes que o motorista, delicadamente, para início de uma conversa que prometia ser muito longa, me perguntou: "E o que é que você faz?" Eu poderia ter dito simplesmente: "Sou professor". Isto ele entenderia perfeitamente, pois já havia frequentado escolas, sabia muitas coisas sobre professores, e passaria então a contar de suas proezas na aritmética e suas dificuldades com a língua pátria. Mas eu, tolo, e para dar um ar de importância, respondi: "Sou professor de filosofia..." O rosto do motorista se iluminou num largo sorriso. "Até que enfim", ele disse. "Faz anos que eu quero saber o que é filosofia e até hoje não encontrei ninguém que me explique. Mas hoje tenho a sorte de ter um professor de filosofia como companheiro de viagem. Afinal de contas, o que é filosofia?". Não tenho memória alguma do que lhe disse como inútil explicação.
12. “e até hoje não encontrei ninguém...” Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante deverá ser
A) e até hoje ninguém foi encontrado por mim.
B) e até hoje ninguém era encontrado por mim.
C) e até hoje ninguém teria sido encontrado por mim.
D) e até hoje ninguém se encontrou por mim.
E) e até hoje ninguém encontrava-se por mim.

Leia o trecho do Atlas Histórico do Brasil, pela Fundação Getúlio Vargas: "Ao tornar-se independente, o Brasil tinha configurado seu território com base em um princípio do direito internacional, com o perfil que lhe haviam dado os tratados de Madri (1750) e de Santo Ildefonso (1777) e as correções decorrentes do Tratado de Badajoz (1801). A ocupação da província Cisplatina era contestada pelas autoridades de Buenos Aires. Considerados insubsistentes pelo Brasil os dois primeiros tratados e havendo divergências quanto à interpretação do terceiro, o novo Estado independente não tinha lindes claramente definidos e internacionalmente aceitos."
Considerando o Tratado de Madri, é correto afirmar sobre a consolidação do território brasileiro:
A) foi baseado no princípio do Uti possidetis, que determina que aquele que ocupa um território é considerado como seu proprietário.
B) foi baseado no princípio da Aequalitas suprema, em que o território seria pertencente àquele que tenha desenvolvido maior exploração e consolidação na região.
C) teve como base o princípio do Sine ingerenza in rebus aliorum civitatum, que determinava a não interferência europeia nos assuntos da América Latina após as guerras da independência.
D) teve como base o princípio da Cooperatio internationalis, com o apoio da Argentina e do Paraguai para a consolidação dos seus limites territoriais.
E) foi baseado no princípio da Soberania Partuim, em que o território conquistado pelo governo do Brasil permaneceria sob seu controle, até que um governo fosse formalmente constituído na região e decidisse pela permanência ou não sob o controle brasileiro.

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