Ed
há 2 semanas
Vamos analisar o caso passo a passo: - Paciente de 62 anos com fadiga, perda de peso e esplenomegalia. - Hemograma: anemia normocítica e normocrômica leve, trombocitose leve (480.000/μL), leucocitose muito alta (190.000/μL). - Esfregaço de sangue periférico: presença de todas as fases da linhagem granulocítica (mieloblastos <5%, pró-mielócitos, mielócitos, metamielócitos, bastonetes e segmentados). - Basofilia constante (6%). Esses achados são clássicos para Leucemia Mieloide Crônica (LMC), que apresenta leucocitose com todas as fases da série mieloide, basofilia e esplenomegalia. Além disso, a LMC está associada ao Cromossomo Philadelphia (translocação t(9;22)) e a diminuição ou ausência da atividade da Fosfatase Alcalina Leucocitária (FAL) é um achado laboratorial característico. Analisando as alternativas: A) LLC: não condiz com o quadro, pois LLC envolve linfócitos B maduros e manchas de Gumprecht, o que não foi descrito. B) LMC: quadro compatível, com presença do Cromossomo Philadelphia e diminuição da FAL. C) LMA M3: caracteriza-se por proliferação de blastos promielocíticos com bastonetes de Auer, não descritos aqui. D) Reação leucemoide: basofilia e leucocitose não são típicas de reação leucemoide parasitária, e o quadro sugere neoplasia. E) LLC em crise blástica: não condiz com o quadro apresentado. Portanto, a alternativa correta é: B) O quadro é indicativo de Leucemia Mieloide Crônica (LMC), cuja fisiopatologia está ligada à presença do Cromossomo Philadelphia (Ph), resultante da translocação t(9;22), que pode ser corroborada no laboratório clínico pelo achado de diminuição ou ausência de atividade da Fosfatase Alcalina Leucocitária (FAL).
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