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Qual a diferença entre concurso formal próprio e concurso formal impróprio?


1 resposta(s)

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João Paulo

Há mais de um mês

Se há ou não designos autônomos (vontades autônomas).

No concurso formal próprio não há designos autônomos (vontades autonomas), há uma única vontade, neste caso a pena aplicada será a do crime mais grave (se diferentes) ou de um dos crimes (se iguais), aumetada de 1/6 até 1/2. Ocorre em crimes culposos, nos preterdolosos, na aberratio ictus, na aberratio criminis (com duplo resultado) e também no dolo eventual.

Já no concurso formal impróprio, há designos autônomos, há vontade de praticar cada crime que ocorreu, neste caso ocorre a regra do cúmulo material (regra do concurso material) somando-se as penas de cada crime praticado. Aqui há dolo direto em cada um dos crimes perpretados.

Exemplos

Próprio: Agente que para matar seu desafeto, atira contra este, porém o projetil atravessa e mata, também, um terceiro. Neste caso houve uma única vontade, a de matar o desafeto, porém ocorreu também, de forma culposa, a morte do terceiro. Assim a pena será a do homicídio aumentada de 1/6 até 1/2.

Impróprio: Doméstica que com raiva da familia que a emprega e querendo matar o pai, a mãe e o filho, envenena um bolo e deixa para que estes comam-no, de fato todos comem e morrem. Veja que com uma ação (envenenar o bolo) houve 3 mortes e que a doméstica de fato queria estas 3 mortes. Assim, apesar da ação única, como houve designos autônomos (vontades autonomas) na realização de cada crime, a pena aplicada será a da soma dos 3 crimes de homicidio.

Se há ou não designos autônomos (vontades autônomas).

No concurso formal próprio não há designos autônomos (vontades autonomas), há uma única vontade, neste caso a pena aplicada será a do crime mais grave (se diferentes) ou de um dos crimes (se iguais), aumetada de 1/6 até 1/2. Ocorre em crimes culposos, nos preterdolosos, na aberratio ictus, na aberratio criminis (com duplo resultado) e também no dolo eventual.

Já no concurso formal impróprio, há designos autônomos, há vontade de praticar cada crime que ocorreu, neste caso ocorre a regra do cúmulo material (regra do concurso material) somando-se as penas de cada crime praticado. Aqui há dolo direto em cada um dos crimes perpretados.

Exemplos

Próprio: Agente que para matar seu desafeto, atira contra este, porém o projetil atravessa e mata, também, um terceiro. Neste caso houve uma única vontade, a de matar o desafeto, porém ocorreu também, de forma culposa, a morte do terceiro. Assim a pena será a do homicídio aumentada de 1/6 até 1/2.

Impróprio: Doméstica que com raiva da familia que a emprega e querendo matar o pai, a mãe e o filho, envenena um bolo e deixa para que estes comam-no, de fato todos comem e morrem. Veja que com uma ação (envenenar o bolo) houve 3 mortes e que a doméstica de fato queria estas 3 mortes. Assim, apesar da ação única, como houve designos autônomos (vontades autonomas) na realização de cada crime, a pena aplicada será a da soma dos 3 crimes de homicidio.

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