A maior rede de estudos do Brasil

Qual a diferença entre o princípio da concentração e o princípio da eventualidade na contestação? (Processo Civil)

eu procuro, mas pelo o que eu entendi, são a mesma coisa.


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

User badge image

Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

O princípio da concentração e da eventualidade são sinônimos e se referem à contestação, que é espécie do gênero respostas do réu.

Tal princípio determina que o réu deve alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, sob pena de preclusão, sendo certo que a doutrina reconhece, inclusive, a possibilidade de serem trazidas, em mesma peça defensiva, teses contraditórias:

"Art. 336, do CPC. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir."

O princípio da concentração e da eventualidade são sinônimos e se referem à contestação, que é espécie do gênero respostas do réu.

Tal princípio determina que o réu deve alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, sob pena de preclusão, sendo certo que a doutrina reconhece, inclusive, a possibilidade de serem trazidas, em mesma peça defensiva, teses contraditórias:

"Art. 336, do CPC. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir."

User badge image

Estudante PD

Há mais de um mês

Bom dia, vou tentar responder informalmente sua pergunta para melhor entendimento.

   O Princípio da Concentração diz, basicamente, que o réu deve concentrar na peça de contestação toda a matéria que seja útil à sua defesa, sejam matérias de direito processual ou de direito material. Isto é fácil de compreender. Entretanto, pode surgir a seguinte dúvida: se o réu vai mesmo fazer isso, alegar tudo que lhe possa ser útil, há a possibilidade de que ele faça alegações exlcudentes em relação a outras, ou aparentemente contraditórias. Exemplifico: primeiramente o réu alega que o juízo é incompetente para aquela ação, depois começa a se defender no mérito perante aquele juízo que ele diz ser incompetente (perceba que se o juízo é incompetente, não poderia julgar o mérito da causa - havendo aparente contradição na alegação do réu).

   Neste momento, surge o Princípio da Eventualidade, dizendo que "na eventualidade de o juiz não julgar procedente uma matéria alegada, passará ao julgamento da outra, e ao da seguinte (e assim por diante)". Neste sentido, aplicando-se o Princípio da Eventualidade ao exemplo mencionado, o juiz analisará sobre a incompetência primeiramente, e, na eventualidade de não acolhê-la, passará à análise da outra tese defensiva, que seria, in casu, o mérito.

 

Note que um Princípio complementa o outro. Em resumo, o Princípio da Concentração informa que se deve alegar tudo na contestação, mesmo que possa fazer surgir contradições. Em seguida, o Princípio da Eventualidade vem para tranquilizar o réu quanto a fazer alegações que excluam ou contradigam outras, dizendo-lhe: "querido réu, pode alegar tudo, sem medo, mesmo que pareça que você está se contradizendo, pois pode ser mesmo que o juiz não acolha a alegação de incompetência ou a de ilegitimidade passiva, etc. então ele deverá acolher as outras matérias".

 

Obrigado pelo questionamento, espero ter te ajudado. Abraços!

 

User badge image

Sophia Lafratta Carraro

Há mais de um mês

Agora sim! Muito obrigada por esclarecer, Gabriel! Abração ^_^

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas