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Explique o significado de ordenamento jurídico para Norberto Bobbio.?

Em relação ao livro Teoria do Ordenamento Jurídico


5 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Segundo Bobbio, "o ordenamento jurídico (como todo sistema normativo) é um conjunto de normas. Essa definição geral de ordenamento pressupõe uma única condição: que na constituição de um ordenamento concorram mais normas (pelos menos duas), e que não haja ordenamento composto de uma norma só.”

Se um ordenamento jurídico é composto de mais de uma norma, surgem os principais problemas conexos com a existência de uma ordenamento, que se originam das relações das diversas normas entre si:

  • Relacionados à unidade e ao modo se constituem (hierarquia das normas);
  • O ordenamento jurídico como um sistema (antinomias jurídicas);
  • Completude do ordenamento e suas eventuais lacunas; e
  • As inter-relações entre ordenamentos diversos, o reenvio de um ordenamento a outro.

Segundo Bobbio, "o ordenamento jurídico (como todo sistema normativo) é um conjunto de normas. Essa definição geral de ordenamento pressupõe uma única condição: que na constituição de um ordenamento concorram mais normas (pelos menos duas), e que não haja ordenamento composto de uma norma só.”

Se um ordenamento jurídico é composto de mais de uma norma, surgem os principais problemas conexos com a existência de uma ordenamento, que se originam das relações das diversas normas entre si:

  • Relacionados à unidade e ao modo se constituem (hierarquia das normas);
  • O ordenamento jurídico como um sistema (antinomias jurídicas);
  • Completude do ordenamento e suas eventuais lacunas; e
  • As inter-relações entre ordenamentos diversos, o reenvio de um ordenamento a outro.
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Ivana

Há mais de um mês

Para Norberto Bobbio, o ordenamento estuda o conjunto de normas que constituem o ordenamento jurídico. Para este autor as normas jurídicas nunca existem isoladamente, mas sempre em um contexto de normas com relações particulares entre si e a este contexto de normas é o que costumamos chamar de ordenamento. Trata-se de uma obra inovadora, sendo considerado o mais completo tratado sobre as inúmeras relações e consequências que uma sistematização das leis pode desencadear. Para Bobbio, por mais numerosas que sejam as fontes do direito num ordenamento complexo, tal ordenamento constitui uma unidade pelo fato de que, direta ou indiretamente, com voltas mais ou menos tortuosas, todas as fontes do direito podem ser remontadas a uma única norma. 

A definição do Direito, adotada por Bobbio nesta obra não coincide com a de justiça. A norma fundamental está na base do Direito como ele é (o Direito Positivo), não do Direito como deveria ser (o Direito Justo). Já o conceito de negócio jurídico é manifestamente o resultado de um esforço construtivo e sistemático no sentido do sistema empírico que ordena generalizando e classificando. 

Ele considera que a situação de normas incompatíveis entre si é uma dificuldade tradicional frente à qual se encontram os juristas de todos os tempos. Posteriormente, trata também das questões relativas às lacunas, dizendo que esta existe quando há a falta de uma norma. Para ele, um ordenamento é completo quando o juiz pode encontrar nele uma norma para regular qualquer caso que se lhe apresente. Podemos dizer que um ordenamento é completo quando jamais se verifica o caso de que a ele não se podem demonstrar pertencentes nem certa norma nem a norma contraditória. Acrescenta que nos tempos modernos o dogma da completude tornou-se parte integrante da concepção estatal do Direito, isto é, daquela concepção que faz da produção jurídica um monopólio do Estado. 

Ele diz que uma norma que regula um comportamento não só limita a regulamentação e, portanto, as consequências jurídicas que desta regulamentação derivam para aquele comportamento, mas ao mesmo tempo excluem daquela regulamentação todos os outros comportamentos. Assim, diz que as normas nunca nascem sozinhas, mas aos pares: cada norma particular, que poderemos chamar de inclusiva, está acompanhada, como se fosse por sua própria sombra, pela norma geral exclusiva. 

Conclui que entre a norma particular inclusiva e a geral exclusiva introduz-se normalmente a norma geral inclusiva, que estabelece uma zona intermediária entre o regulamentado e o não-regulamentado, em direção à qual tende a penetrar o ordenamento jurídico, de forma quase sempre indeterminada e indeterminável. Entende que cada ordenamento prevê os meios e os remédios aptos a penetrar nesta zona intermediária, a estender a esfera do regulamentado em confronto com a do não-regulamentado. Já por “analogia“ entende o procedimento pelo qual se atribui a um caso não-regulamentado a mesma disciplina que a um caso regulamentado semelhante.

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Renato

Há mais de um mês

Norberto Bobbio propõe a verificação das características de unidade e coerência para que se identifique, no ordenamento jurídico, o sistema. A defesa do argumento sob o qual não há como se conceber um sistema em que haja incongruência entre suas normas leva ao entendimento de que, para que o ordenamento seja em essência uma unidade sistemática deve o mesmo apresentar harmonia, coerência e unidade. A unidade queda relacionada ao fato de que o sistema deverá se remeter sempre à uma norma, que Kelsen denominou “norma fundamental”, e que deve ser o referencial de todas as outras, não sendo admitida a norma que com ela se incompatibilize. A coerência faz referência ao fato de que as normas devem manter entre si, além da relação de forma, a relação de conteúdo. Assim, ainda que a norma seja emanada de autoridade legítima, deve também coadunar-se com aquelas outras a que se relaciona no sistema.

 

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Alexia

Há mais de um mês

Bobbio diz que ha 3 tipos de poderes , econômico , político e social, esses 3 tipos tem como caracteristicas comum que é instituir e manter 1 sociedade de desiguais , ou seja dividida entre ricos e pobres. 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas