A maior rede de estudos do Brasil

Fundamento do recurso?

Da decisao que se manifesta sobre apenas um titulo dos dois titulos reclamados em impugnação do credor, nao declarando nada acerca do outro, qual o fundamento do recurso?


1 resposta(s)

User badge image

Cibele Bumbel Baginski

Há mais de um mês

se entendi bem a pergunta, creio que primeiro se tenha que pensar se é caso de recurso ou de embargos de declaração, porque se ocorre omissão, obscuridade ou ambiguidade em uma sentença ou despacho do juízo, a primeira atitude é o embargo de declaração (prazo de 5 dias) para que seja sanada esta situação e esclarecido o que o julgador queria colocar no seu pronunciamento no processo. como os embargos suspendem o prazo de apelação/recurso, são muito usados na arte da procrastinação, não recomendada em razão do já enorme atulhamento do judiciário e sendo medida que somente protela uma obrigação a ser cumprida pela parte.

no caso sugerido dos embargos, como há sempre controvérsias sobre a suspensão do prazo de recurso (15 dias) e geralmente o novo despacho após os embargos demora bem mais de 15 dias para sair, o ideal é entrar com os embargos e juntamente com o recurso cabível. 

para fundamentar um recurso nesse sentido genérico aqui colocado, creio que o ideal seria evidenciar o que resta provado nos autos com os títulos, e reafirmar o direito do credor de ver satisfeito integralmente seu crédito, fundamentar juridicamente e se possível encontrar jurisprudência de casos similares (apesar de que a jurisprudência não é lida integralmente pelos julgadores por ser as vezes redundante e apenas encher linguiça no processo, então não recomendo abusar delas, usar se forem relevantes mesmo) e doutrina adequada (não colacionar um livro, pegar os conceitos úteis e citar claramente as fontes - fontes respeitáveis são sempre levadas em consideração - v.g. Pontes de Miranda: quem é que não conhece? compreendes ;) - e é mais ou menos isso, não tem que inovar demais, tem é que deixar claro e cristalino que falta coisa, o valor e o fato de haver prova inconteste disso, e que é direito claro do credor ter satisfeito o seu crédito.

deixando o julgador esclarecido de que precisa ser atendido o direito, o fato do caso e exatamente o que se quer obter, é mais fácil conseguir a prestação jurisdicional. sempre levar em conta, para economicidade e uma forma suscinta e clara de petição o princípio do ditado "dê-me os fatos que lhe trarei o direito".

Espero ter ajudado.

se entendi bem a pergunta, creio que primeiro se tenha que pensar se é caso de recurso ou de embargos de declaração, porque se ocorre omissão, obscuridade ou ambiguidade em uma sentença ou despacho do juízo, a primeira atitude é o embargo de declaração (prazo de 5 dias) para que seja sanada esta situação e esclarecido o que o julgador queria colocar no seu pronunciamento no processo. como os embargos suspendem o prazo de apelação/recurso, são muito usados na arte da procrastinação, não recomendada em razão do já enorme atulhamento do judiciário e sendo medida que somente protela uma obrigação a ser cumprida pela parte.

no caso sugerido dos embargos, como há sempre controvérsias sobre a suspensão do prazo de recurso (15 dias) e geralmente o novo despacho após os embargos demora bem mais de 15 dias para sair, o ideal é entrar com os embargos e juntamente com o recurso cabível. 

para fundamentar um recurso nesse sentido genérico aqui colocado, creio que o ideal seria evidenciar o que resta provado nos autos com os títulos, e reafirmar o direito do credor de ver satisfeito integralmente seu crédito, fundamentar juridicamente e se possível encontrar jurisprudência de casos similares (apesar de que a jurisprudência não é lida integralmente pelos julgadores por ser as vezes redundante e apenas encher linguiça no processo, então não recomendo abusar delas, usar se forem relevantes mesmo) e doutrina adequada (não colacionar um livro, pegar os conceitos úteis e citar claramente as fontes - fontes respeitáveis são sempre levadas em consideração - v.g. Pontes de Miranda: quem é que não conhece? compreendes ;) - e é mais ou menos isso, não tem que inovar demais, tem é que deixar claro e cristalino que falta coisa, o valor e o fato de haver prova inconteste disso, e que é direito claro do credor ter satisfeito o seu crédito.

deixando o julgador esclarecido de que precisa ser atendido o direito, o fato do caso e exatamente o que se quer obter, é mais fácil conseguir a prestação jurisdicional. sempre levar em conta, para economicidade e uma forma suscinta e clara de petição o princípio do ditado "dê-me os fatos que lhe trarei o direito".

Espero ter ajudado.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes