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Como os elementos do mundo fático penetram no mundo jurídico?


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

Quando um acontecimento do mundo fático, seja ele natural ou decorrente de uma conduta pessoal, é relevante para o direito e suscetível de regulação pela norma jurídica, ele penetra no mundo jurídico.

Quando isso ocorre, temos um fato jurídico

Quando um acontecimento do mundo fático, seja ele natural ou decorrente de uma conduta pessoal, é relevante para o direito e suscetível de regulação pela norma jurídica, ele penetra no mundo jurídico.

Quando isso ocorre, temos um fato jurídico

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Tuany

Há mais de um mês

Giulia, boa noite!

Venho aqui responder a sua pergunta conforme meu conhecimento e crítica ao sistema em que nos encontramos atualmente.

Em primeiro lugar, dou-lhe uma interpretação singela do que é o mundo fático, que nada mais é do que uma porção "material" da realidade em que nos encontramos, o mundo das interações sociais, comportamentos, descobertas e etc. Por outro lado, temos o mundo jurídico, um complexo, que contempla as situações de relevância jurídica, criando-se assim as regras e altos padrões de rigidez.

RESPONDENDO A SUA PERGUNTA: O mundo fático (os fatos sociais) são aqueles que ocorrem no dia a dia e fazem com que aquele grupo de pessoas (sociedade) necessite de uma norma para regular aquelas relações. É o momento em que um mero fato se torna um fato jurídico. O fato jurídico está, essencialmente, em todas as relações, mesmo que não se perceba, em escalas diferentes de intensidade.

Exemplo: O homem cria um novo objeto, a arma. Isso foi uma mudança vista no dia a dia, as pessoas começaram a fazer uso desses objetos, portanto, o Estado sentiu a necessidade de legislar sobre, integrando o fato social ao mundo jurídico, tornando-o um fato jurídico.


Crítica a diferenciação da nomenclatura:

Hoje em dia nos encontramos no momento do "Puxadinho legislativo", atribuo esse nome ao comportamento dos nossos legisladores diante de suas inúmeras emendas (incísos, alíneas, artigos) sempre mais e mais. Vivemos atualmente a moda das alterações. Fazemos parte de um grupo seleto de países que tem como pensamento inicial no momento de legislar: "essa lei pega ou não pega?" Temos o Estado presente apenas naquilo que lhe interessa, normalmente, a parte fiscal, mas no que tange outras relações o Estado é sempre tardio e moroso, pois não lhes convém mais trabalho e mais dor de cabeça. Contudo, diante disso, é importantíssimo perceber que, mesmo diante dessa nomenclatura que demonstra a grandeza do nosso mundo jurídicos, estão, cada vez mais, entrelaçados, caminhando cada vez mais juntos, fazendo-se necessário maior rapidez para acompanhar a evolução social, tornando-a cada vez mais previsível ao mundo jurídico e evitando surpresas de meios de caminho. Ora, se pensa-se em legislar a respeito de algo, é porque aquilo, de alguma forma, já é um fato social presente, um novo comportamento, e requer cuidados para com a sociedade, para que não se deturpem os valores e os direitos resguardados. Saliento que as alterações e emendas são extremamente válidas, desde que, cumpridas, desde que feitas de forma sensata, com o cuidado que a sociedade deve ter, preocupo-me com as alterações feitas por "interesse", pois estas, não representam a verdadeira regulamentação que necessita um grupo social, mas uma questão individual, que em sua maioria não representa o povo a quem se destina.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas