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controle difuso em segunda instancia ?

Como se dá o controle difuso de constitucionalidade em segunda instância?

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Nos tribunais, somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros (Plenário) ou dos membros do órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Tal determinação é chamada de cláusula de reserva de plenário, ou full-bench.

"Art. 97 CRFB. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público."

A inconstitucionalidade não poderá ser declarada por um Desembargador, ou por um órgão fracionário.

Ao se deparar com uma arguição de inconstitucionalidade que proceda, deverá o magistrado remeter o processo para análise do plenário ou para o órgão especial, para que estes possam declarar a inconstitucionalidade arguida.

Cabe alertar que somente será necessário submeter a questão ao Plenário – ou ao órgão especial – quando se entender que a norma é inconstitucional, pois todas as normas nascem com presunção (relativa) de constitucionalidade.

Porém, muitas vezes, para fugir da exigência de submeter a questão relativa à inconstitucionalidade ao Plenário – ou órgão especial –, os órgãos fracionários dos tribunais realizavam uma manobra: em vez de dispor que a norma é inconstitucional, deixavam de aplicá-la. Para resolver tal problema, foi criada a Súmula Vinculante 10, in verbis:

"Súmula Vinculante 10. Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte."

Exceções à cláusula de reserva de plenário se dão:

  • quando a inconstitucionalidade é declarada com base em súmula ou em jurisprudência do Plenário ou de ambas as Turmas do STF;
  • inconstitucionalidade declarada por Turma Recursal de Juizados Especiais ou de Pequenas Causas;
  • quando há pronunciamento prévio do plenário ou do órgão especial de Tribunal; 
  • em casos de decisão liminar monocrática;
     

 

Nos tribunais, somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros (Plenário) ou dos membros do órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Tal determinação é chamada de cláusula de reserva de plenário, ou full-bench.

"Art. 97 CRFB. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público."

A inconstitucionalidade não poderá ser declarada por um Desembargador, ou por um órgão fracionário.

Ao se deparar com uma arguição de inconstitucionalidade que proceda, deverá o magistrado remeter o processo para análise do plenário ou para o órgão especial, para que estes possam declarar a inconstitucionalidade arguida.

Cabe alertar que somente será necessário submeter a questão ao Plenário – ou ao órgão especial – quando se entender que a norma é inconstitucional, pois todas as normas nascem com presunção (relativa) de constitucionalidade.

Porém, muitas vezes, para fugir da exigência de submeter a questão relativa à inconstitucionalidade ao Plenário – ou órgão especial –, os órgãos fracionários dos tribunais realizavam uma manobra: em vez de dispor que a norma é inconstitucional, deixavam de aplicá-la. Para resolver tal problema, foi criada a Súmula Vinculante 10, in verbis:

"Súmula Vinculante 10. Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte."

Exceções à cláusula de reserva de plenário se dão:

  • quando a inconstitucionalidade é declarada com base em súmula ou em jurisprudência do Plenário ou de ambas as Turmas do STF;
  • inconstitucionalidade declarada por Turma Recursal de Juizados Especiais ou de Pequenas Causas;
  • quando há pronunciamento prévio do plenário ou do órgão especial de Tribunal; 
  • em casos de decisão liminar monocrática;
     

 

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Carlos

Há mais de um mês

Pela Cláusula de reserva de plenário:

art. 97 CRFB: Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

Esse controle deve se dar pela maioria absoluta dos membros do Tribunal que estiver discutindo tal assunto, e não por órgão fracionário (Câmara, Turma ou como estiver denominada)...

Súmula vinculante 10 do STF: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas