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radiação

Por que mesmo para radiação incidente monocromática os fotoelétrons são emitidos com velocidades diferentes?


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Há mais de um mês

Fotoelétron é o elétron que é ejetado de um metal pelo efeito fotoelétrico. É um elétron igualzinho a todos outros elétrons. Só recebe esse nome para lembrar que ele participou do efeito fotoelétrico. Em uma experiência de Difração de Fotoelétrons, os elétrons dos níveis mais internos dos átomos presentes na superfície são excitados por fótons incidentes a uma dada energia e polarização. Os elétrons excitados que conseguem vencer a barreira de potencial existente entre a superfície e o vácuo, deixam a superfície e são coletados, em função do ângulo de emissão ou em função de sua energia, por um analisador de elétrons. Após absorver um fóton incidente, o elétron pode atingir o analisador de duas maneiras distintas: 1) viajando diretamente do átomo que o emitiu (emissor) até o detetor ou 2) sendo espalhado elasticamente várias vezes pelos átomos vizinhos ao emissor (espalhamento múltiplo) antes de deixar a superfície. Desta maneira, a intensidade medida é consequência da interferência entre as funções de onda dos elétrons que foram espalhados e os que viajaram diretamente para o analisador e apresenta modulações que dependem tanto do ângulo de emissão quanto da energia cinética do elétron. Estas modulações na intensidade difratada podem, então, ser utilizadas na determinação da geometria atômica em torno do emissor através da comparação com as intensidades difratadas geradas teoricamente para diferentes modelos estruturais, seguindo uma metodologia muito semelhante à utilizada em uma determinação estrutural via LEED. 

Fotoelétron é o elétron que é ejetado de um metal pelo efeito fotoelétrico. É um elétron igualzinho a todos outros elétrons. Só recebe esse nome para lembrar que ele participou do efeito fotoelétrico. Em uma experiência de Difração de Fotoelétrons, os elétrons dos níveis mais internos dos átomos presentes na superfície são excitados por fótons incidentes a uma dada energia e polarização. Os elétrons excitados que conseguem vencer a barreira de potencial existente entre a superfície e o vácuo, deixam a superfície e são coletados, em função do ângulo de emissão ou em função de sua energia, por um analisador de elétrons. Após absorver um fóton incidente, o elétron pode atingir o analisador de duas maneiras distintas: 1) viajando diretamente do átomo que o emitiu (emissor) até o detetor ou 2) sendo espalhado elasticamente várias vezes pelos átomos vizinhos ao emissor (espalhamento múltiplo) antes de deixar a superfície. Desta maneira, a intensidade medida é consequência da interferência entre as funções de onda dos elétrons que foram espalhados e os que viajaram diretamente para o analisador e apresenta modulações que dependem tanto do ângulo de emissão quanto da energia cinética do elétron. Estas modulações na intensidade difratada podem, então, ser utilizadas na determinação da geometria atômica em torno do emissor através da comparação com as intensidades difratadas geradas teoricamente para diferentes modelos estruturais, seguindo uma metodologia muito semelhante à utilizada em uma determinação estrutural via LEED. 

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