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Processo de Conhecimento.

João Carlos ajuizou ação de anulação de contrato de compra e venda de imóvel firmado com Rafael Antonio e, caso o contrato viesse a ser anulado, postulou que fosse determinada a resituioção dos valores pagos ao réu. Diante da referida situação, questiona-se:

A) Qual o tipo de cumulção realizada no referido processo? Justifique.

B) Caso João Carlos não tenha formulado o pedido de condenação de Rafael Antônio ao pagamento das verbas de sucumbências (custas e honorários), poderá o juiz condenar o réu ao pagamento das referidas verbas em caso de acolhimento dos referidos pedidos?

C) Se existir um vicio na petição inicial- consistente na ausência de informação do endereço onde o advogado do autor receberá as intimações do processo -poderá o juiz indeferir, de imediato, a petição inicial?


1 resposta(s)

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Lyra

Há mais de um mês

Trata-se de uma cumulação objetiva (cumulação de pedidos). é uma cumulação sucessiva, pois o segundo pedido só pode ser verificado diante da procedência do primeiro (nesse tipo de cumulação exige-se a competência do juiz para ambos os pedidos e coerência entre os pedidos). Em regra, no processo civil, deve haver a correlação entre os pedidos (tambem chama de congruência) - uma decisão que confere o que não foi pedido é nula (extra petita). Porém, existem 3 exceções (honorários de sucumbência, alimentos na ação de investigação de paternidade e juros legais) - logo, o jui zpoderá conceder os honorarios ex officio. Havendo um vício da petição inicial, tal vício deve ser sanado - o processo é um instrumento para a pacificação social. O processo não é um fim em si mesmo. O magistrado deve sempre se lembrar de qual é a finalidade do processo (principio da instrumentalidade das formas). logo, só há indeferirá a petição quando se tratar de um vício insanável OU vício sanável não corrigido após a concessão de um prazo. Assim, neste caso, observo que o juz deve mandar o advogado emendar a inicial com o nome/endereço em 24 horas (não tenho certeza abosluta deste prazo, ou é 24 ou 48)

Trata-se de uma cumulação objetiva (cumulação de pedidos). é uma cumulação sucessiva, pois o segundo pedido só pode ser verificado diante da procedência do primeiro (nesse tipo de cumulação exige-se a competência do juiz para ambos os pedidos e coerência entre os pedidos). Em regra, no processo civil, deve haver a correlação entre os pedidos (tambem chama de congruência) - uma decisão que confere o que não foi pedido é nula (extra petita). Porém, existem 3 exceções (honorários de sucumbência, alimentos na ação de investigação de paternidade e juros legais) - logo, o jui zpoderá conceder os honorarios ex officio. Havendo um vício da petição inicial, tal vício deve ser sanado - o processo é um instrumento para a pacificação social. O processo não é um fim em si mesmo. O magistrado deve sempre se lembrar de qual é a finalidade do processo (principio da instrumentalidade das formas). logo, só há indeferirá a petição quando se tratar de um vício insanável OU vício sanável não corrigido após a concessão de um prazo. Assim, neste caso, observo que o juz deve mandar o advogado emendar a inicial com o nome/endereço em 24 horas (não tenho certeza abosluta deste prazo, ou é 24 ou 48)

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