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Quando se dá o fim da personalidade jurídica na pessoa natural?

Com a morte ocorre a extinção da capacidade e da personalidade jurídica da pessoa?


8 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

A personalidade se dá com o nascimento com vida, acompanhando o indivíduo durante toda a sua vida. E termina com o fim da existência da pessoa natural, ou seja, com a morte (art. CC).

Verificada a morte de uma pessoa, desaparecem, como regra, os direitos e as obrigações de natureza personalíssima (ex.: dissolução do vínculo matrimonial, relação de parentesco, etc.). Já os direitos não personalíssimos (em especial os de natureza patrimonial) são transmitidos aos seus sucessores.

A personalidade civil termina com a morte física, deixando o indivíduo de ser sujeito de direitos e obrigações.

A morte civil era a perda da personalidade em vida. A pessoa estava viva, mas era tratada como se estivesse morta. Geralmente era uma pena aplicada a pessoas condenadas criminalmente, em situações especiais.

Ocorre quando não se consegue provar que houve a morte real. O tema é tratado inicialmente pelos arts.  e CC.

São os principais efeitos do fim da personalidade:

  • Dissolução do vínculo conjugal e do regime matrimonial;
  • Extinção do poder familiar;
  • Extinção dos contratos personalíssimos, etc.

 

Outro efeito de suma importância é a extinção da obrigação de prestar alimentos com o falecimento do credor. Observem que o credor é a pessoa que estava recebendo a pensão alimentícia; morrendo não faz mais jus ao benefício e este não se transmite a seus herdeiros.

No entanto, no caso de morte do devedor (que é a pessoa que paga a pensão alimentícia), os herdeiros deste assumirão a obrigação até as forças da herança. Trata-se de uma inovação do atual Código, tratada no Direito das Sucessões.

 

 

A personalidade se dá com o nascimento com vida, acompanhando o indivíduo durante toda a sua vida. E termina com o fim da existência da pessoa natural, ou seja, com a morte (art. CC).

Verificada a morte de uma pessoa, desaparecem, como regra, os direitos e as obrigações de natureza personalíssima (ex.: dissolução do vínculo matrimonial, relação de parentesco, etc.). Já os direitos não personalíssimos (em especial os de natureza patrimonial) são transmitidos aos seus sucessores.

A personalidade civil termina com a morte física, deixando o indivíduo de ser sujeito de direitos e obrigações.

A morte civil era a perda da personalidade em vida. A pessoa estava viva, mas era tratada como se estivesse morta. Geralmente era uma pena aplicada a pessoas condenadas criminalmente, em situações especiais.

Ocorre quando não se consegue provar que houve a morte real. O tema é tratado inicialmente pelos arts.  e CC.

São os principais efeitos do fim da personalidade:

  • Dissolução do vínculo conjugal e do regime matrimonial;
  • Extinção do poder familiar;
  • Extinção dos contratos personalíssimos, etc.

 

Outro efeito de suma importância é a extinção da obrigação de prestar alimentos com o falecimento do credor. Observem que o credor é a pessoa que estava recebendo a pensão alimentícia; morrendo não faz mais jus ao benefício e este não se transmite a seus herdeiros.

No entanto, no caso de morte do devedor (que é a pessoa que paga a pensão alimentícia), os herdeiros deste assumirão a obrigação até as forças da herança. Trata-se de uma inovação do atual Código, tratada no Direito das Sucessões.

 

 

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Marianna

Há mais de um mês

Art. 6º, CC/02 - A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.

Em geral, a morte ocorre com a parada do sistema cardiorrespiratório, com a cessão das funções vitais. Tal aferição deve ser efetuada por médico, com base em seus conhecimentos clínicos, salvo em caso de falta de especialista.

A personalidade civil cessa com a morte da pessoa natural!

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Gabriel

Há mais de um mês

A morte é o momento no qual a personalidade se extingue. A morte deverá ser atestada por profissional de medicina, ressalvada a possibilidade de suas testemunhas o fazerem se faltar o especialista, sendo o fato levado a registro, nos termos dos arts. 77 e 78 da Lei no. 6.015/73 (Lei de Registros Públicos), cuja prova se faz através da certidão extraída do assento de óbito.

Não se admite no ordenamento pátrio a hipótese de morte civil ou qualquer outro modo de perda da personalidade sem vida. Todavia é possível cogitar de uma presunção de morte, conforme se depreende da leitura do art. 7º do CC. O referido dispositivo trata de duas hipóteses de morte presumida. A primeira trata da probabilidade extrema de morte daquele que se encontre em perigo de vida. (CC art. 7º, I). A segunda hipótese trata dos desaparecidos em campanha de guerra ou feito prisioneiro, caso não seja encontrado até 02 dois anos após o término da guerra (CC art. 7º, II).

Por força do estabelecido no art. 9º, IV, do CC a sentença declaratória de morte presumida deverá ser inscrita em registro público, de forma a dar publicidade ao acontecimento.

Finalmente, o CC no art. 8º trata da hipótese de morte simultânea, conhecida também como comoriência. Cuida-se de uma presunção juris tantum, segundo a qual se determina a morte simultânea daqueles que falecem na mesma ocasião, podendo ser ilidida por prova que estabeleça a precedência da morte de um dos envolvidos.

O interesse no tratamento do tema justifica-se pela implicância de tal fato na ordem de vocação no plano da sucessão, ou seja, na transmissão dos direitos entre os sucessores e sucedidos, enfim, quem tem a posição de herdeiro do outro.

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Juliana

Há mais de um mês

O fim da personalidade jurídica se dá com a morte.

Morte esta que pode ser:

*Morte Civil - perde seus direitos e contração de deveres (condenados a prisão perpétua ou punições religiosas). Obs.: Não admitida em nosso ordenamento jurídico.

*Morte - Parada do sistema cardiorrespiratório, cessão das funções vitais.

*Presumida - Caso em que a impossibilidade de encontrar o cadáver e a extrema certeza da provável morte ja que o sejeito encontrára-se em risco de vida.

-Ausência: quando indivíduo desaparece do seu domicílio sem deixar notícias.

-Justificativa de óbito: quando prova a presença do indivíduo no local do desastre onde possivelmente perdera sua vida.

*Comoriência (simultânea): Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas