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"Princípio da Verdade Real"

O que é "verdade real"? Por acaso, não feriria o princípio da imparcialidade (objetiva e subjetiva)? Será que um fato que já se consumou, pode ser montado assim como ocorreu? O acasado será o mesmo que praticou o delito (passado), o mesmo que está sendo acusado (presente) e será o mesmo que irá cumprir a pena (futuro próximo)?


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Estudante Verified user icon

Há mais de um mês

Verdade real no processo penal é a colheita probatória daquilo que efetivamente aconteceu, seria aquela verdade dos fatos que realmente aconteceram e não uma ficção processual. 

Por acaso, não feriria o princípio da imparcialidade (objetiva e subjetiva)? 

Em tese não, pois, a busca da verdade real é a correta atuação do magistrado, porém, para atingir essa verdade o juiz deve utilizar de meios lícitos e não ilícitos. 

 Será que um fato que já se consumou, pode ser montado assim como ocorreu?

 Isso é quase impossível de acontecer mas pode ser quer na reconstituição dos fatos os peritos cheguem ao mais próximo da realidade.

O acusado será o mesmo que praticou o delito (passado), o mesmo que está sendo acusado (presente) e será o mesmo que irá cumprir a pena (futuro próximo)?

Em tese sim, caso contrário haveria uma ilegalidade processual, pois, quem praticou o crime deve responder por ele, desse modo, outra pessoa não poderia cumprir a pena de um crime praticado por outrem. 

Verdade real no processo penal é a colheita probatória daquilo que efetivamente aconteceu, seria aquela verdade dos fatos que realmente aconteceram e não uma ficção processual. 

Por acaso, não feriria o princípio da imparcialidade (objetiva e subjetiva)? 

Em tese não, pois, a busca da verdade real é a correta atuação do magistrado, porém, para atingir essa verdade o juiz deve utilizar de meios lícitos e não ilícitos. 

 Será que um fato que já se consumou, pode ser montado assim como ocorreu?

 Isso é quase impossível de acontecer mas pode ser quer na reconstituição dos fatos os peritos cheguem ao mais próximo da realidade.

O acusado será o mesmo que praticou o delito (passado), o mesmo que está sendo acusado (presente) e será o mesmo que irá cumprir a pena (futuro próximo)?

Em tese sim, caso contrário haveria uma ilegalidade processual, pois, quem praticou o crime deve responder por ele, desse modo, outra pessoa não poderia cumprir a pena de um crime praticado por outrem. 

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Maykon

Há mais de um mês

Olá, Matheus! Tudo bem, as partes, em outro ramo processualista, são quem produz suas provas e o juiz fica alí, intacto, ou seja, imparcial, como um mero expectador do processo. Mas o princípio da imparcialidade é constitucional e sendo constitucional, deve, obrigatoriamente, ser cumprido, ou melhor, ser aplicado, independente de qual ramo processualista, não podendo quem julga, produzir provas. Mas se o faz, carcaterizará o sistema ou princípio do inquisitório, qual seja, o mesmo que acusa, faz provas e ao mesmo tempo julga. Art. 156 CPP, dentre outros, tem, sem dúvida, característica deste princípio... sendo, portanto, incostitucional. (Opinão). Mas o chamado "princípio da verdade real" é isso ai mesmo. Obrigado pelo artigo indicado. 

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Matheus

Há mais de um mês

Princípio da Verdade Real, informa que no processo penal deve haver uma busca da verdadeira realidade dos fatos. 

Diferentemente do que pode acontecer em outros ramos do Direito, nos quais o Estado se satisfaz com os fatos trazidos nos autos pelas partes, no processo penal, o Estado não pode se satisfazer com a realidade formal dos fatos, mas deve buscar que o ius puniendi seja concretizado com a maior eficácia possível.

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Matheus

Há mais de um mês

< http://jus.com.br/artigos/11160/a-verdade-no-processo-penal-brasileiro >

Maycon, deixei esse link pra caso tenha alguma curiosidade de se inteirar mais sobre o tema. Valew.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas