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Uma lei pretende criar um emprego de prostituto. Essa profissão pode ser criada diante do princípio da dignidade da pessoa humana?

Baseado na dignidade da pessoa humana

3 resposta(s)

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Wellington

Há mais de um mês

Trata-se de questão controvertida, visto que se transformada em profissão os que se prostituem terão direito a carteira assinada, FGTS, Seguro desemprego, terão de usar equipamento de segurança, receberam os beneficios da CLT como todos os outros trabalhadores. Por este ponto, não somente se garante a dignidade da pessoa humana como se amplia o conceito;

Porem o fato de transformar em mercadoria um ser humano vai de encontro a esse entendimento, imaginar que uma pessoa aceita se rebaixa a condição de rés que serve apenas ao deleite de alguem e não atinge a uma função social.

Meu ponto de vista particular, a lei atende e amplia o principio da dignidade humana dos profissionais do prazer, a obrigação de prestar tributos pelo funcionario, a fiscalização e a normatização da profissão diminuiria os exploradores sexuais, as doenças e o interesse em contratar esses serviços, bem como aumentaria a segurança dos que se utilizam.

Entender que aceita a condição de prostituir-se fere e não aceita não fere, é muito razo para um assunto tão importante, Dita essa como a profissão mais antiga do mundo...

Trata-se de questão controvertida, visto que se transformada em profissão os que se prostituem terão direito a carteira assinada, FGTS, Seguro desemprego, terão de usar equipamento de segurança, receberam os beneficios da CLT como todos os outros trabalhadores. Por este ponto, não somente se garante a dignidade da pessoa humana como se amplia o conceito;

Porem o fato de transformar em mercadoria um ser humano vai de encontro a esse entendimento, imaginar que uma pessoa aceita se rebaixa a condição de rés que serve apenas ao deleite de alguem e não atinge a uma função social.

Meu ponto de vista particular, a lei atende e amplia o principio da dignidade humana dos profissionais do prazer, a obrigação de prestar tributos pelo funcionario, a fiscalização e a normatização da profissão diminuiria os exploradores sexuais, as doenças e o interesse em contratar esses serviços, bem como aumentaria a segurança dos que se utilizam.

Entender que aceita a condição de prostituir-se fere e não aceita não fere, é muito razo para um assunto tão importante, Dita essa como a profissão mais antiga do mundo...

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Ana

Há mais de um mês

Prostituição quando a pessoa exerce por livre vontade não é crime. Fere a dignidade da pessoa quando é exploração sexual e escravização, e é considerado crime. Portanto essa lei pode ser criada, e se aprovada será como as outras profissões reconhecidas, lógico quando a pessoa escolhe ser.

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Especialistas PD

Há mais de um mês

Há diversos projetos de lei no Congresso buscando regulamentar esse ofício.

 O primeiro ponto que deve ser considerado é que a prostituição em si não é crime. O que o ordenamento jurídico combate é a exploração sexual, ou seja, não se permite que um terceiro “agencie” o profissional de sexo lucrando em cima do trabalho dele. No Código Penal, a exploração sexual em suas diversas formas é tipificada como crime nos arts. 227 a 330.

Art. 227 - Induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem:

Pena - reclusão, de um a três anos.

§ 1o Se a vítima é maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos, ou se o agente é seu ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro, irmão, tutor ou curador ou pessoa a quem esteja confiada para fins de educação, de tratamento ou de guarda:

Pena - reclusão, de dois a cinco anos.

§ 2º - Se o crime é cometido com emprego de violência, grave ameaça ou fraude:

Pena - reclusão, de dois a oito anos, além da pena correspondente à violência.

§ 3º - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.

Art. 228.  Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual, facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone: 

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

§ 1o  Se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância:  

Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos.

§ 2º - Se o crime, é cometido com emprego de violência, grave ameaça ou fraude:

Pena - reclusão, de quatro a dez anos, além da pena correspondente à violência.

§ 3º - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.

Art. 229.  Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente: 

Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa.

Rufianismo

Art. 230 - Tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

§ 1o  Se a vítima é menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos ou se o crime é cometido por ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou por quem assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância:                 

Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.            

§ 2o  Se o crime é cometido mediante violência, grave ameaça, fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima:  

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, sem prejuízo da pena correspondente à violência. 

Diante desse quadro, é possível concluir que não há óbice legal ao exercício autônomo da prostituição.

No que concerne ao princípio da dignidade da pessoa humana, muitos argumentam que a regulamentação da profissão é justamente uma forma de garantir a dignidade desses / dessas profissionais. Isso porque a regulamentação permitiria ao governo identificar esses profissionais e, com isso, fornecer políticas públicas específicias, voltadas, por exemplo, para o combate às Doenças Sexualmente Transmissíveis. Mas não é só. Com a formalização da prostituição poderia-se pensar em incluir esses profissionais no sistema de seguridade social, garantindo-lhes aposentadoria e demais benefícios assistenciais e previdenciários.

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes