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LIBERDADE PROVISÓRIA

Liberdade provisoriNo dia 15 de janeiro de 2014, por volta das 14 horas, nº 2000, na Rua das Mocas, São Paulo/SP, Josué da Silva foi preso em flagrante pela prática do delito de receptação, previsto no artigo 180, “caput”, do Código Penal, acusado de estar conduzindo veículo automotor que sabia ser produto de crime. Ao ser interrogado, Josué disse que era trabalhador e que tinha carteira de trabalho, embora estivesse, na ocasião, desempregado. Ao analisar a folha de antecedentes criminais de Josué, a autoridade policial constatou que o flagrado respondia a processo pelo delito de furto. Diante dessa anotação na Folha de Antecedentes Criminais de Josué, a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, afirmando que existiria risco concreto para a ordem pública, pois o indiciado possuía outros envolvimentos com o aparato judicial. Você, como advogado(a) indicado por Josué, é comunicado da ocorrência da prisão em flagrante, além de tomar conhecimento da representação formulada pelo Delegado. Da mesma forma, o comunicado de prisão já foi encaminhado para o Ministério Público e para o magistrado, sendo todas as legalidades da prisão em flagrante observadas. Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso concreto acima, na qualidade de advogado de Josué, redija a peça cabível, exclusiva de advogado, em favor do seu cliente, apontando os argumentos e fundamentos jurídicos pertinentes ao

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Silvia Bizz

há 8 anos

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Silvia Bizz

há 8 anos

Respostas

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Vanessa Lesnieski

há 8 anos

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Especialistas PD

há 8 anos

Como ainda não houve a conversão do flagrante em prisão preventiva, a peça cabível é a Liberdade Provisória (art. 310, III, CPP)

O principal argumento seria o fato de que responder a processo por outro crime, por si só, não é motivo para decretação da prisão preventiva. Inclusive a Súmula 444 do STJ veda a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para prejudicar o réu.

Art. 310.  Ao receber o auto de prisão em flagrante, o juiz deverá fundamentadamente: 

I - relaxar a prisão ilegal; ou

II - converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão; ou

III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança. 

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Súmula nº 444/STJ: É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base.

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