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Alzheimer e cuidados da enfermagem ?

Enfermagem

Biológicas / Saúde


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Bárbara Neves

Há mais de um mês

1- Tratamento dos distúrbios de comportamento: para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédios do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril, entre outros) podem ser difíceis de controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação. Um dos melhores recursos são as dicas descritas no Manual do Cuidador - CONVIVENDO COM ALZHEIMER, onde mostra como agir perante aos mais diferentes tipos de comportamento que o idoso tem, no período da agitação.

2- Tratamento específico: dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico) que podem inviabilizar o seu uso. Também, somente uma parcela dos idosos melhora efetivamente com o uso destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a memantina (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia-a-dia.

3- Tratamento de Enfermagem: as prescrições de enfermagem destinam-se à manutenção da segurança física do paciente; a reeducação da ansiedade e a agitação; a melhoria da comunicação; à promoção da independência nas atividades de auto cuidados; a provisão para a necessidades do paciente para socialização, auto estima e intimidade; à manutenção da nutrição adequada; ao controle os distúrbios do padrão de sono; e à sustentação e educação dos cuidadores familiares. Quando a enfermeira pode fornecer apoio, os adultos idosos são capazes de manter níveis mais elevados da saúde percebida e real (FORBES, 2001 apud SMELTZER; BARE, 2006).

 

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

A- Melhorando a Resposta cognitiva - Simplificar o ambiente: diminuir o ruído e a interação social a nível tolerável para o paciente. - Manter uma rotina rigorosa, diminuir o número de escolhas possíveis para o paciente, usar fotografias para identificar as atividades. - Calendários e relógios grandes à vista do paciente e orientá-lo freqüentemente em relação o tempo, espaço e pessoa. - Usar listas introduções, como lembrete das atividades diárias. - Manter constância nas interações e introduzir lentamente novas pessoas.

B - Evitando Lesões - Tentar evitar restrições, mas manter a observação do paciente, conforme necessidade. - Propiciar uma iluminação adequada, para evitar imagens falsas no ambiente. - Remover do quarto equipamento desnecessário. - Fornecer cartões de identificações e/ou pulseira de Alerta Clínica. - Assegurar-se de que o paciente está utilizando sapatos não escorregadios e chinelos fáceis de calçar.

C- Mantendo a Socialização - Estimular a família a interagir em um nível significativo com o paciente. - Instruir a família que a sua presença é útil, embora a interação com paciente pode ser limitada.

D- Garantindo o Repouso Adequado - Administrar antipsicótico para tratar a agitação. - Proporcionar períodos de exercícios físicos para gastar energia. - Apoiar os hábitos normais de sono e de deitar-se. - Manter regularmente a hora de dormir. - Fazer o paciente colocar o pijama na hora de deitar-se. - Permitir uma atividade desejada na hora de dormir como uma ligeira refeição, uma bebida quente sem cafeína, ouvir musica ou rezar.

E- Mantendo uma Nutrição Ótima - Fornecer alimentos conhecidos pelo paciente. - Fornecer refeições pequenas e freqüentes, como lanches. - Fornecer alimentos ricos em calorias e fibras. - Estimular líquido. - Garantir que as dentaduras estejam bem adaptadas e que o cuidado dentário sejam mantidos. - Pesar semanalmente o paciente.

1- Tratamento dos distúrbios de comportamento: para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédios do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril, entre outros) podem ser difíceis de controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação. Um dos melhores recursos são as dicas descritas no Manual do Cuidador - CONVIVENDO COM ALZHEIMER, onde mostra como agir perante aos mais diferentes tipos de comportamento que o idoso tem, no período da agitação.

2- Tratamento específico: dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico) que podem inviabilizar o seu uso. Também, somente uma parcela dos idosos melhora efetivamente com o uso destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a memantina (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia-a-dia.

3- Tratamento de Enfermagem: as prescrições de enfermagem destinam-se à manutenção da segurança física do paciente; a reeducação da ansiedade e a agitação; a melhoria da comunicação; à promoção da independência nas atividades de auto cuidados; a provisão para a necessidades do paciente para socialização, auto estima e intimidade; à manutenção da nutrição adequada; ao controle os distúrbios do padrão de sono; e à sustentação e educação dos cuidadores familiares. Quando a enfermeira pode fornecer apoio, os adultos idosos são capazes de manter níveis mais elevados da saúde percebida e real (FORBES, 2001 apud SMELTZER; BARE, 2006).

 

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

A- Melhorando a Resposta cognitiva - Simplificar o ambiente: diminuir o ruído e a interação social a nível tolerável para o paciente. - Manter uma rotina rigorosa, diminuir o número de escolhas possíveis para o paciente, usar fotografias para identificar as atividades. - Calendários e relógios grandes à vista do paciente e orientá-lo freqüentemente em relação o tempo, espaço e pessoa. - Usar listas introduções, como lembrete das atividades diárias. - Manter constância nas interações e introduzir lentamente novas pessoas.

B - Evitando Lesões - Tentar evitar restrições, mas manter a observação do paciente, conforme necessidade. - Propiciar uma iluminação adequada, para evitar imagens falsas no ambiente. - Remover do quarto equipamento desnecessário. - Fornecer cartões de identificações e/ou pulseira de Alerta Clínica. - Assegurar-se de que o paciente está utilizando sapatos não escorregadios e chinelos fáceis de calçar.

C- Mantendo a Socialização - Estimular a família a interagir em um nível significativo com o paciente. - Instruir a família que a sua presença é útil, embora a interação com paciente pode ser limitada.

D- Garantindo o Repouso Adequado - Administrar antipsicótico para tratar a agitação. - Proporcionar períodos de exercícios físicos para gastar energia. - Apoiar os hábitos normais de sono e de deitar-se. - Manter regularmente a hora de dormir. - Fazer o paciente colocar o pijama na hora de deitar-se. - Permitir uma atividade desejada na hora de dormir como uma ligeira refeição, uma bebida quente sem cafeína, ouvir musica ou rezar.

E- Mantendo uma Nutrição Ótima - Fornecer alimentos conhecidos pelo paciente. - Fornecer refeições pequenas e freqüentes, como lanches. - Fornecer alimentos ricos em calorias e fibras. - Estimular líquido. - Garantir que as dentaduras estejam bem adaptadas e que o cuidado dentário sejam mantidos. - Pesar semanalmente o paciente.

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