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Fraturas de pelve geralmente resultam de traumas de alta energia e, em cerca de 90% dos casos, há lesões associadas1,2. É necessário um impacto frontal a pelo menos 50 km/h ou lateral a 40 km/h para comprometer a integridade do anel pélvico3,4. Em cerca de 72% dos casos, as fraturas ocorrem em veículos compactos, cada vez mais comuns nos congestionados centros urbanos 5,6. Considerando todas as fraturas em traumatizados, os ossos da pelve são acometidos em apenas 3% das vezes 7. Cerca de 10% das fraturas pélvicas podem ser classificadas como "complexas", caracterizando-se por instabilidade mecânica, hemodinâmica e presença de lesões em outros segmentos corporais . O que é trauma contuso? Trauma penetrante LARISSA RODRIGUES SANTOS TRAUMA PÉLVICO segunda-feira, 18 de outubro de 2021 08:15 Página 1 de ALTS Trauma por explosão Artéria mesentérica superior dá origem a retal superior, que gera um plexo vascular muito amplo, que pode gerar um sangramento muito amplo e levar a um sangramento muito amplo e levar o paciente ao choque. Página 2 de ALTS Ligamento sacro ilíaco posterior e sacro tuberal: São constituídos por tecido conjuntivo fibroso, responsável por manter o anel pélvico íntegro. Página 3 de ALTS Uretrorragia: toque vaginal ou retal (nesse caso, avaliar posição da próstata). Página 4 de ALTS Sempre feito pelo indivíduo mais experiente da equipe e não se deve repetir muitas vezes, porque pode agravar algum tipo de lesão.- Avaliar pulsos poplíteos, tibiais - compressão pode gerar isquemia de MMII.- Avaliar principalmente junção sacro ilíaca (azul), fossa acetabular (lilás), sínfise púbica (rosa).- Página 5 de ALTS Preservar vias aéreas e controle hemodinâmico = estável = mais tempo para exames!- Página 6 de ALTS Leva em consideração o mecanismo do trauma!- LC: Atropelamento APC: Esmagamento Página 7 de ALTS Página 8 de ALTS Se não tiver o estabilizador, amarrar um lençol circuferencialmente na altura dos trocanteres, para que esses focos de fratura não causem mais problemas! - Página 9 de ALTS Passada a fase inicial de atendimento, o paciente passa por um tratamento de estabilização, podendo ser uma conduta conservadora ou o uso de fixadores externos. - Se conclui que não tem nada abdominal como ultrassom, TC, e o lavado peritoneal para ver se vêm sangue, para excluir causas também abdominais, podendo concluir que o paciente apresenta apenas lesão pélvica, necessitando de uma atendimento para estancar a hemorragia da pelve. - Se consegue obstruir sangramentos arteriais de ramos pélvicos, utilizado em diversas situações, com sangramentos acessíveis, colocando através da punção arterial micropartículas que irão entupir o vaso e parar o sangramento. Não é um procedimento simples, requer um cirurgião vascular ou radiologista intervencionista, indicado em situações instáveis e indicado na avaliação tomográfica quando há extravasamento de contraste. - Página 10 de ALTS Localizar extravasamento de sangue e colocação de micro partículas para parar o sangramento.- Página 11 de ALTS O pênis é formado por um corpo esponjoso (em seu interior se encontra a uretra - região ventral) e dois corpos cavernosos (região dorsal). Em volta do corpo cavernoso existe a túnica albugínea do corpo cavernoso (mais grossa) e também existe túnica albugínea do corpo esponjoso. A artéria profunda do pênis leva sangue ao corpo cavernoso e quando ele se enche de sangue ele distende a túnica albugínea e com isso ocorre um pressão na veia, ou seja, o sangue chega mas não consegue sair e isso promove a ereção. Quando o estímulo acaba, as artérias diminuem a irrigação e com isso a veia não está pressionada e o pênis volta ao seu estado normal. O pênis é preso a estruturas do quadril e a membrana branca perineal. A parte do corpo cavernoso presa ao osso do quadril, é chamada de raiz do pênis (ramo do pênis) e no corpo esponjoso, é chamado de bulbo do pênis (dilatação do corpo esponjoso). Página 12 de ALTS - Determina a lesão do corpo cavernoso e consequente hematoma, está relacionada com encurvamento durante a ereção, com "estalo" durante a relação sexual, rápida detusmescência e equimose, feito exclusivamente pela inspeção. Como suspeitar? Página 13 de ALTS - Associação maior com lesão uretral, relacionado com crimes, automutilação e pacientes psiquiátricos. O tratamento é a tentativa de reimplantação com reparo microvascular. A anatomia... Página 14 de ALTS - Cistostomia: palpa a região subrapúbica e acha a bexiga e quanto mais cheia, mais fácil de fazer, punciona a bexiga e se coloca uma sonda de Folley dentro da bexiga, polpando a uretra, feita por punção. - Paciente vai ser encaminhado para um centro de referência e tratado de forma definitiva, o urologista faz o realinhamento endoscópico em até 2 semanas, diminuindo o risco de estenose, entre outras coisas. Página 15 de ALTS - Realização de reparo imediato, com colocação de sonda vesical de demora. - Queda a cavaleiro: individuo cai, com esmagamento da uretra bulbar contra o osso púbico, sendo a típica lesão da uretra anterior, com sangue no meato, as vezes associado a hematúria e equimose perineal. - Usa-se cistografia miccional e com o urologista, usa-se uretoplastia. Página 16 de ALTS - Consiste em injetar contraste através da uretra peniana, pode gerar extravasamento do contraste, importante para diagnóstico de lesão de uretra. - Pancada na região testicular, relacionada com trauma fechado. - Na lesão testicular pode haver acúmulo de sangue. - Dor súbita relacionada com náuseas e vômitos. Página 17 de ALTS - Cúpula vesical: intraperitoneal - Ósteros dos ureteres - Região do trígono Página 18 de ALTS - Lesão de bexiga isolada, colocar sonda vesical, no sentido de dar repouso para bexiga, acabando por fechar o ferimento, ficando com a sonda de 7 a 10 dias. - Lesões grandes, maiores do que 2 cm, irá haver necessidades de reparo cirúrgico. Página 19 de ALTS Página 20 de ALTS Página 21 de ALTS Página 22 de ALTS