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5.1 a) b) c) d) e) f) g) h) i) 5.2 5 E a a da e i a bib i g fica A pe q i a bibliogr fica, como q alq er o ra, de en ol e- e ao longo de ma rie de e apa . Se n mero, a im como e encadeamen o, depende de m i o fa ore , ai como a na re a do problema, o n el de conhecimen o q e o pe q i ador di p e obre o a n o, o gra de preci o q e e pre ende conferir pe q i a e c. po el, no en an o, com ba e na e peri ncia ac m lada pelo a ore , admi ir q e a maioria da pe q i a de ignada como bibliogr fica eg e minimamen e a eg in e e apa : e colha do ema; le an amen o bibliogr fico preliminar; form la o do problema; elabora o do plano pro i rio de a n o; b ca da fon e ; lei ra do ma erial; fichamen o; organi a o l gica do a n o; e reda o do e o. E c ha d e a A pe q i a bibliogr fica inicia- e com a e colha de m ema. ma arefa con iderada f cil, porq e q alq er ci ncia apre en a grande n mero de ema po enciai para pe q i a. No en an o, a e colha de m ema q e de fa o po ibili e a reali a o de ma pe q i a bibliogr fica req er ba an e energia e habilidade do pe q i ador. m i o com m a i a o de e dan e q e e en em comple amen e de orien ado ao erem olici ado a e colher o ema de a monografia de concl o de c r o o di er a o de me rado. claro q e o papel do orien ador ne a e apa de f ndamen al impor ncia. Com ba e em a e peri ncia, ele capa de gerir ema de pe q i a e indicar lei ra q e a iliem o al no no de en ol imen o do primeiro pa o . Al m di o, capa de ad er ir q an o dific ldade q e poder o decorrer da e colha de de erminado ema . No en an o, por mai capaci ado q e eja o orien ador, o papel mai impor an e ne a e apa do rabalho, a im como na demai , de empenhado pelo pr prio e dan e. Primeiramen e, de e- e con iderar q e a e colha de m ema de e e ar relacionada an o q an o for po el com o in ere e do e dan e. M i a da dific ldade q e aparecem ne e momen o decorrem imple men e do fa o de n o apre en arem in ere e pelo aprof ndamen o em q alq er do ema com q e o e dan e e e con a o ao longo do c r o de grad a o o me mo de p -grad a o. Para e colher adeq adamen e m ema, nece rio er refle ido obre diferen e ema . A im, alg ma perg n a poder o a iliar ne a e colha, ai como: Q ai o campo de a e pecialidade q e mai lhe in ere am? Q ai o ema q e mai o in igam? De do o q e oc em e dado, o q e lhe d mai on ade de e aprof ndar e pe q i ar? N o ba a, no en an o, o in ere e pelo a n o. nece rio amb m di por de bon conhecimen o na rea de e do para q e a e apa po eriore da monografia o di er a o po am er adeq adamen e de en ol ida . Q em conhece po co dificilmen e fa e colha adeq ada . I o ignifica q e o al no poder e colher m ema a re pei o do q al j le o e do . 5.3 5.4 5.5 1. 1.1 Le a a e bib i g fic e i i a A e colha do ema con i i impor an e pa o na elabora o de ma pe q i a bibliogr fica. I o n o ignifica, por m, q e o pe q i ador de po e de m ema j e eja em condi e de form lar e problema de pe q i a. Como foi i o no cap lo an erior, e e proce o ba an e comple o m i o mai do q e geralmen e e imagina. Por i o, logo ap a e colha do ema, o q e e gere m le an amen o bibliogr fico preliminar q e facili e a form la o do problema. E e le an amen o bibliogr fico preliminar pode er en endido como m e do e plora rio, po o q e em a finalidade de proporcionar a familiaridade do pe q i ador com a rea de e do na q al e in ere ado, bem como a delimi a o. E a familiaridade e encial para q e o problema eja form lado de maneira clara e preci a. O ema de pe q i a de modo geral form lado de maneira m i o ampla, n o fa orecendo, por an o, a defini o de m problema em condi e de er pe q i ado. O le an amen o bibliogr fico preliminar q e ir po ibili ar q e a rea de e do eja delimi ada e q e o problema po a finalmen e er definido. O q e geralmen e ocorre q e, ao longo de a fa e, o e dan e acaba elecionando ma b rea de e do q e, por er bem mai re ri a, ir po ibili ar ma i o mai clara do ema de a pe q i a e con eq en emen e o aprimoramen o do problema de pe q i a. Pode ocorrer, amb m, q e e e le an amen o bibliogr fico enha a de erminar ma m dan a no prop i o iniciai da pe q i a, poi o con a o com o ma erial j prod ido obre o a n o poder dei ar claro para o pe q i ador a dific ldade para ra -lo adeq adamen e. F a d b e a E pera- e q e, ao final do le an amen o bibliogr fico preliminar, o pe q i ador enha e familiari ado com o ema. De a forma ele e ar em condi e de form lar o problema de maneira clara, preci a e ficien emen e delimi ada. O q e n o ignifica, no en an o, q e e e problema eja man ido. Pode ocorrer q e ma re i o po erior da li era ra o di c o com o ro pe q i adore con rib a para iden ificar con ro r ia en re a ore o no a abordagen para o e do do fen meno. Ne e ca o, cabe ao pe q i ador reform lar o problema, an e de par ir para a elabora o de e plano de rabalho. J foi re al ado no cap lo q e n o e i em regra clara q e po am er aplicada in aria elmen e ne e proce o de form la o do problema. Alg ma perg n a , no en an o, poder o er ei para a aliar em q e medida o problema propo o e em condi e de er in e igado median e pe q i a bibliogr fica: O ema de in ere e do pe q i ador? O problema apre en a rele ncia e rica e pr ica? A q alifica o do pe q i ador adeq ada para e ra amen o? E i e ma erial bibliogr fico ficien e e di pon el para e eq acionamen o e ol o? O problema foi form lado de maneira clara, preci a e obje i a? O pe q i ador di p e de empo e o ra condi e de rabalho nece ria ao de en ol imen o da pe q i a? Para q e o pe q i ador po a con a ar e di p e realmen e de m problema, gere- e q e e e eja colocado ob a forma de perg n a. Por e emplo, o ema rabalho feminino pode en ejar m l iplo problema de pe q i a. Ma poder er colocado em ermo de m problema a er ol cionado, medida q e e indag e: Quais as barreiras sociais com que depararam as mulheres brasileiras para ascender a funções gerenciais no setor bancário ao longo da segunda metade do século XX? Ne e ca o, o problema n o apena e apre en a ob a forma de perg n a, ma amb m e mo ra claro, preci o e delimi ado an o do pon o de i a e pacial q an o do emporal. E ab a d a i i da e i a Ap a form la o do problema e de a delimi a o, o pa o eg in e con i e na elabora o de m plano q e define a e r ra l gica do rabalho median e a apre en a o ordenada de a par e . N o po el, na ralmen e, elaborar logo de in cio m plano defini i o. A im, recomenda- e par ir de m plano q e pode er con iderado pro i rio, ma q e eja o comple o q an o permi irem o conhecimen o ac m lado ne e momen o. E e plano, q e pro a elmen e pa ar por reform la e ao longo do proce o de pe q i a, geralmen e e apre en a como m conj n o de e e ordenada em i en . Por e emplo, ma pe q i a q e enha como obje i o anali ar a profi o de admini rador de empre a no Bra il poderia nor ear- e pelo eg in e plano: A profi o de admini rador de empre a Carac er ica da profi o 1.2 1.3 1.4 2. 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 3. 3.1 3.2 4. 4.1 4.2 4.3 5.6 5.6.1 5.6.2 Req i i o pe oai e cnico para o e erc cio da profi o Forma o profi ional do admini rador de empre a Reg lamen a o da profi o rea de a a o do admini rador de empre a No e or p blico Em empre a ind riai No com rcio Em banco No magi rio Em a i idade de con l oria A rem nera o do admini rador de empre a Forma de rem nera o N ei de rem nera o Per pec i a de rabalho do admini rador de empre a Al era e e r rai no mercado de rabalho In erface do admini rador de empre a com o ro profi ionai O papel do admini rador n m m ndo em emprego Ide ifica da f e Ap a elabora o do plano de rabalho, o pa o eg in e con i e na iden ifica o da fon e capa e de fornecer a re po a adeq ada ol o do problema propo o. Par e de a arefa j foi de en ol ida na re i o bibliogr fica preliminar, q e difere de a e apa por n o er con iderada defini i a. Para iden ificar a fon e bibliogr fica adeq ada ao de enol imen o da pe q i a, a con rib i o do orien ador f ndamen al. Recomenda- e amb m a con l a a e peciali a o pe oa q e j reali aram pe q i a na me ma rea. E a pe oa podem fornecer n o apena informa e obre o q e j foi p blicado, ma amb m aprecia o cr ica do ma erial a er con l ado. A fon e bibliogr fica mai conhecida o o li ro de lei ra corren e. No en an o, e i em m i a o ra fon e de in ere e para a pe q i a bibliogr fica, ai como: obra de refer ncia, e e e di er a e , peri dico cien fico , anai de encon ro cien fico e peri dico de inde a o e de re mo. Li de ei a c e e E e li ro abrangem an o a obra referen e ao di er o g nero li er rio , ai como o romance, a poe ia e o ea ro, q an o a obra de di lga o, i o , a q e obje i am proporcionar conhecimen o cien fico e cnico . E a l ima o a q e mai in ere am pe q i a bibliogr fica. Ma obra li er ria amb m podem er m i o impor an e . Uma pe q i a referen e obra de de erminado a or e f ndamen ar , na ralmen e, em obra de a na re a. Ma pe q i a de c nho ociol gico, hi rico o an ropol gico amb m poder o aler- e de li ro de a na re a. Por e emplo, alg n do li ro e cri o por Jorge Amado poder o in ere ar a m pe q i ador in ere ado no e do do ciclo econ mico do caca . A obra de di lga o podem er cla ificada em obra cien fica o cnica e em obra de lgari a o. Na primeira , a in en o do a or com nicar a e peciali a de maneira i em ica a n o relacionado a de erminado campo do conhecimen o cien fico o apre en ar o re l ado de pe q i a . J na obra de lgari a o, o a or dirige- e a m p blico n o e peciali ado, ili ando ling agem com m. A obra did ica podem er con iderada de di lga o, j q e obje i am ran mi ir de forma clara e conci a a informa e cien fica , e i ando de alhe e peciali ado . No rabalho de pe q i a, d - e prefer ncia obra cien fica , e i ando- e a de lgari a o. I o n o ignifica, por m, q e comp ndio , ra ado e me mo li ro de in rod o a de erminada di ciplina de am er mariamen e de car ado . Ob a de efe cia S o obra de inada ao o pon al e recorren e, ao con r rio de o ra , q e o de inada a erem lida do princ pio ao fim. E emplo pico de a modalidade o dicion rio de l ng a, q e ning m l do come o ao fim, ma a q e e recorre para ob er o ignificado de pala ra e pec fica. Na pe q i a cien fica , o de grande alor o dicion rio em ico , q e incl em ermo dificilmen e encon rado no dicion rio de l ng a e q e proporcionam informa e mai comple a em rela o ao ignificado do ermo na e pecialidade. 5.6.3 5.6.4 5.6.5 5.6.6 O ra modalidade de obra de refer ncia con i da pela enciclop dia , q e podem er gerai o e peciali ada . A primeira podem er con iderada adeq ada apena para rabalho e colare . J a e peciali ada podem er de grande alor para ma pe q i a cien fica, poi e mbi o claramen e definido: p icologia, direi o, finan a , por e emplo. Al m di o, o n el de ra amen o dado ao a n o co ma er al amen e cnico, j q e o erbe e o e cri o por e peciali a q e geralmen e o a inam. Tamb m o con iderada obra de refer ncia o man ai , q e o obra compac a q e ra am conci amen e da e ncia de m a n o. na rea de ci ncia e ecnologia q e e a obra aparecem em maior n mero, embora amb m ejam encon rada em o ra rea do conhecimen o. Grande par e da informa o con ida no man ai apre en ada por meio de abela , gr fico , mbolo , eq a e o f rm la . Cabe con iderar, con do, q e o man ai incl em o conhecimen o j edimen ado , e n o con i em, por an o, fon e m i o adeq ada para informa e referen e a a an o o progre o recen e . Pe i dic cie fic O peri dico con i em o meio mai impor an e para a com nica o cien fica. Gra a a ele q e e m ornando po el a com nica o formal do re l ado de pe q i a originai e a man en o do padr o de q alidade na in e iga o cien fica. Com a di emina o do o do comp adore e o de en ol imen o da In erne , m i o peri dico cien fico m- e ornando di pon ei em meio ele r nico. Alg n de e peri dico e o di pon ei na rede ele r nica . M i o dele con i em apena ma er o on line do peri dico radicional, ma h o q e n o apre en am eq i alen e em papel e q e oferecem rec r o como imagen em mo imen o, ace o ao doc men o ci ado no e o, por meio de links de hiper e o, e po ibilidade de con a o com o a or, amb m por meio de links. Te e e di e a e Fon e de a na re a podem er m i o impor an e para a pe q i a, poi m i a dela o con i da por rela rio de in e iga e cien fica originai o ac rada re i e bibliogr fica . Se alor depende, no en an o, da q alidade do c r o da in i i e onde o prod ida e da compe ncia do orien ador. Req er- e, por an o, m i o c idado na ele o de a fon e . A ai de e c cie fic O encon ro cien fico , ai como congre o , imp io , emin rio e f r n , con i em locai pri ilegiado para apre en a o de com nica e cien fica . Se re l ado o p blicado geralmen e na forma de anai , q e re nem o conj n o do rabalho apre en ado e a pale ra e confer ncia ocorrida d ran e o e en o. E e anai m i a e e o p blicado em forma de li ro e di rib do pelo canai normai de enda. Na maioria do ca o , por m, o anai o p blicado pela pr pria en idade q e organi a o e en o, j q e con a com a facilidade da edi ora o ele r nica, onde a impre o fei a dire amen e do originai do pr prio a ore , q e o bme em ele ronicamen e. Pe i dic de i de a e e E a obra li am o rabalho prod ido em de erminada rea do conhecimen o com a finalidade de facili ar a iden ifica o e o ace o informa o q e e encon ra di per a em grande n mero de p blica e . Con i em in r men o alio o para o pe q i adore q e m nece idade de ob er informa e acerca da prod o cien fica mai recen e. E e peri dico o chamado abre iadamen e de índices, q ando li am apena a refer ncia bibliogr fica , e de abstracts, q ando incl em e re mo da p blica e . A maioria de e peri dico eic lada ele ronicamen e, por meio da ba e de dado , alg ma da q ai con m n o apena a refer ncia e o re mo , ma amb m o e o comple o do rabalho . Alg n do principai peri dico in ernacionai de inde a o e de re mo m apre en ado a eg ir: Agric l ra: Agrindex, Bibliography of agriculture. Biologia: Biological abstracts, BIOSIS Previews. Ci ncia ambien ai : Pollution abstracts, Enviroline. Ci ncia da comp a o: Computer & control abstract. Ci ncia e paciai : Aerospace database. 5.7 5.7.1 Q ad 5.1 Economia e Admini ra o: Economic literature index, Business periodical index e ABI/inform. Ed ca o: Education abstracts. Energia: Energia, ciência e tecnologia, INIS Atomindex. Filo ofia: Philosopher’s index. Medicina: Excerpta medica. P icologia: PsicINFO, Psychological abstracts. Q mica: Chemical abstracts. Sociologia: Sociological abstracts. L ca i a da f e Tradicionalmen e, o local pri ilegiado para a locali a o da fon e bibliogr fica em ido a biblio eca. No en an o, em ir de da ampla di emina o de ma eriai bibliogr fico em forma o ele r nico, a me grande impor ncia a pe q i a fei a por meio de ba e de dado e i ema de b ca, q e amb m er o con iderado aq i. E bib i eca c e ci a O primeiro procedimen o a er de en ol ido na biblio eca a con l a a e ca logo, q e po ibili a a locali a o da fon e por a or, lo o a n o. O proce o mai efica a locali a o por a n o, embora para o pe q i adore inician e po a con i ir rabalho dif cil. Nem empre o caminho da b ca linear e dire o. Dependendo do ema, preci o e plorar e b ema , o me mo ema paralelo , para locali ar fon e ignifica i a . Alg ma biblio eca e peciali ada di p em de ca logo de li ro e peri dico referen e a de erminado a n o , q e podem facili ar m i o e e proce o. A con l a ao ca logo efica q ando e ra a da locali a o de li ro . O me mo n o acon ece em rela o ao peri dico , c jo ar igo de modo geral n o o ca alogado . Conhecendo- e, por m, o peri dico po encialmen e in ere an e emrela o ao a n o, con m proceder- e a a con l a de forma re ro pec i a, i o , par indo do mai recen e para o mai an igo . A con l a ao ar igo mai recen e mo ra- e par ic larmen e in ere an e, porq e com ba e em a bibliografia orna- e po el locali ar o ro ar igo de in ere e. A biblio eca mai adeq ada para pe q i a o aq ela em q e o con len e em ace o dire o e an e . Como o acer o cla ificado de acordo com m i ema, fica f cil locali ar a obra q e ra am de de erminado a n o. De e i ema , o mai ili ado na biblio eca bra ileira o Si ema de Cla ifica o Decimal de De e , q e agr pa a ria rea do conhecimen o em 10 cla e , cada ma da q ai bdi idida em o ra 10 e a im b eq en emen e (Q adro 5.1). Si ema de Cla ifica Decimal de De e . 5.7.2 Pe i a e ba e de dad Na maioria da biblio eca e peciali ada , po el er ace o on line prod o cien fica m ndial por meio da ba e de dado . E a ba e de dado con m ar igo p blicado em peri dico cien fico , rabalho apre en ado em congre o , rela rio de pe q i a, e e , li ro e m i a o ra fon e bibliogr fica . Ne a , o rio podem fa er b ca por a n o, por a or, por peri dico. Cabe con iderar, no en an o, q e e e ace o iabili ado median e con ra o comerciai . O q e ignifica q e, com freq ncia, o rio preci a pagar para ob er o e o de e in ere e. Alg ma da mai impor an e ba e de dado com a re pec i a rea do conhecimen o o apre en ada no Q adro 5.2. Alg ma ba e de dado o de li re ace o. O q e ignifica q e o pe q i ador poder ace -la de q alq er comp ador conec ado In erne . Alg ma den re a ba e nacionai o: Biblioteca Virtual em Saúde Pública. Permi e o ace o on line a ma cole o de fon e de informa o q e incl i li era ra cnico-cien fica, e o comple o , e en o nacionai e in ernacionai . BIREME/Biblioteca Virtual em Saúde. Di ponibili a ria ba e de dado da rea da a de, por ema e por pa e , ai como Medline, Lilac , Adolec, Sec , den re o ra . Livre! Di ponibili a 2.600 lo de peri dico . Oásis/IBICT. Di ponibili a informa o cien fica gra i a concen rada em arq i o de peri dico cien fico e repo i rio digi ai . Periódicos CAPES. Di ponibili a peri dico com e o comple o , ba e de dado referenciai com re mo , pa en e , e e e di er a e , e a ica e o ra p blica e de ace o gra i o na In erne . Scielo. Biblio eca ele r nica q e abrange ma cole o elecionada de peri dico cien fico bra ileiro na rea de ci ncia agr ria , ci ncia biol gica , ci ncia da a de, ci ncia e a a e da erra, ci ncia h mana , ci ncia ociai e aplicada , engenharia , ling ica, le ra e ar e . Tamb m o de li re ace o a ba e in ernacionai : 5.7.3 Q ad 5.2 DOAJ – Directory of Open Access Journals. Con m mai de 2.000 peri dico , com a alia o de a q alidade. National Library of Medicine-NLM/Specialized Information Services – SIS. Oferecem er i o de informa o em o icologia, a de ambien al, q mica, HIV/AIDS e pico e peciali ado em a de p blica. Open J-Gate. Propicia ace o ao e o in egral de mai de 3.000 peri dico . Ba e de dad . Pe i a e i e a de b ca A In erne con i i hoje m do mai impor an e e c lo de informa e . Ocorre, por m, q e e i e na In erne , mai do q e em q alq er o ro meio, e ce o de informa e . Da a con eni ncia de ili a o de i ema de b ca, q e podem er de r ca egoria : mecani mo de b ca, dire rio e mecani mo de me ab ca. O mecani mo de b ca o o i ema ba eado no o e cl i o de programa de comp ador para a inde a o da p gina da Web. Ne e mecani mo , a pe q i a fei a por pala ra -cha e. Para i o, e cre e- e a pala ra no q adro de b ca e clica- e no cone o bo o de b ca q e fica ao lado do q adro. A eg ir, aparecem o sites c jo con e do referem- e pala ra -cha e. Pode ocorrer q e para ma nica pala ra digi ada apare am cen ena de milhare de sites relacionado . I o ignifica q e o pe q i ador preci a aler- e de m l iplo ar if cio para fa er ma boa pe q i a. O mecani mo mai conhecido o Google, ma e i em o ro , como o Yahoo (< . ahoo.com>), o Bing (< .bing.com>) e o L co (< .l co .com>). De m i o in ere e para o pe q i adore o Google Acad mico, q e permi e o ace o a e e , di er a e , ar igo p blicado em peri dico e o ro ma eriai e peciali ado . A grande an agem de e mecani mo a de arrer e cl i amen e sites acad mico . Como em o ro mecani mo de b ca, o Google Acad mico ordena o re l ado por ordem de rele ncia, e m do principai cri rio a freq ncia da ci a o do a ore na li era ra acad mica. No dire rio , a inde a o da p gina da Web reali ada por h mano . O dire rio cla ifica o con e do do sites eg ndo ca egoria e bca egoria , e ore de a i idade econ mica o ramo do conhecimen o, facili ando a b ca por 5.8 5.9 a) b) c) 5.9.1 meio de fil ro . Para pe q i ar em dire rio , o pe q i ador ai na egando de de m ermo gen rico a chegar a m ermo mai e pec fico. A principal an agem do dire rio obre o mecani mo de b ca a de q e, por erem e r rado , corre- e meno ri co de ob en o de re l ado d bio . Den re o principai dire rio e i en e e o o DMOZ (< .dmo .org>) e o Yahoo! (<h p://dir. ahoo.com>) e o Google (<h p://direc or .google.com>). Mecani mo de me ab ca o sites q e repa am a olici a o a rio mecani mo de b ca e organi am o re l ado . E e mecani mo con rib em para ornar a proc ra mai r pida e para a men ar a chance de encon rar o q e e proc ra. En re o mai ili ado , e o o Dogpile (< .dogpile.com>) e o Search (<h p:// . earch.com/dir>). Ob e d a e ia Nem odo o ma erial di pon el em ba e de dado pode er dire amen e copiado em arq i o. M i a e e , o ma erial pode er ob ido median e pagamen o, o q e geralmen e pode er fei o on line. Con m, por an o, proceder a ma ele o ac rada do q e realmen e in ere a para a pe q i a, para e i ar ga o de nece rio . O re mo, q e empre di ponibili ado, poder a iliar ne a arefa. Para ob en o de ma erial em biblio eca con encional, preci o primeiramen e locali ar a obra de in ere e. Para an o e i em fich rio man ai o ele r nico q e po ibili am a locali a o da obra por e lo, pelo nome do a or o pelo a n o. preci o con iderar, no en an o, q e, com i a a garan ir direi o a orai , a reprod o de li ro proibida. A im, a maioria da biblio eca a ori a c pia de apena m cap lo da obra o de a 10% do o al de p gina . J o ar igo de peri dico podem er copiado , a im como a e e e di er a e , e ce o q ando no e emplar ho er declara o e pre a do a or impedindo a c pia. Um mecani mo ba an e eficien e de ace o informa o proporcionado pelo Programa de Com a o Bibliogr fica (Com ), criado em 1980 pelo Mini rio da Ed ca o, por meio da Cape . O Com permi e com nidade acad mica e de pe q i a o ace o a doc men o em oda a rea do conhecimen o (median e c pia de ar igo de re i a cnico-cien fica , e e e anai de congre o ), e cl i amen e para fin acad mico e de pe q i a, re pei ando- e rigoro amen e a Lei de Direi o A orai . Para i o, a a por meio de ma rede de biblio eca , denominada biblio eca -ba e, com rec r o bibliogr fico , h mano e ecnol gico adeq ado para o a endimen o olici a e de e rio . O Com e di pon el ia In erne , para rio cada rado no i ema, com c digo e enha de ace o. Para an o, o rio de er , de po e da refer ncia bibliogr fica do ma erial, preencher o form l rio de pedido, pagar an ecipadamen e e ag ardar pelo recebimen o. Lei a d a e ia De po e do ma erial bibliogr fico ido como ficien e, pa a- e a a lei ra. Embora eja arefa da mai corriq eira no m ndo con empor neo, con m q e ejam fei a alg ma con idera e obre e e pico. Primeiramen e, h q e e con iderar q e a lei ra de m li ro o q alq er o ro impre o e fa por ra e di er a . Pode ocorrer q e a lei ra e d por imple di ra o. O com obje i o de aprender e con e do com i a na aplica o pr ica o a alia o. O , ainda, para a ob en o de re po a a problema . Como o obje i o da di er a lei ra ariam, na ralmen e amb m ariam o procedimen o e a ai de req erida . A lei ra q e e fa na pe q i a bibliogr fica de e er ir ao eg in e obje i o : iden ificar a informa e e o dado con an e do ma erial impre o; e abelecer rela e da informa e e do dado ob ido com o problema propo o; anali ar a con i ncia da informa e e dado apre en ado pelo a ore . A cla ifica o do ipo de lei ra aq i propo a a q e con idera cinco ipo , c ja ocorr ncia e d em f n o do a an o do proce o de pe q i a bibliogr fica. Lei a e a ia E a lei ra do ma erial em por obje i o erificar em q e medida a obra con l ada in ere a pe q i a. Pode er comparada e pedi o de reconhecimen o q e fa em o e ploradore de ma regi o de conhecida. Em rela o a li ro , fa - e e e ipo de lei ra median e o e ame da folha de ro o, da orelha do li ro e de o ro elemen o 5.9.2 5.9.3 a) b) c) d) 5.9.4 5.10 5.11 q e po ibili em a ob en o de ma i o geral da obra, bem como de a ilidade para a pe q i a. Em rela o a ar igo de peri dico , a lei ra do re mo geralmen e ficien e, ma pode abranger amb m a iden ifica o da e e q e o comp em e ma bre e in pe o da refer ncia bibliogr fica . Lei a e e i a Ap a lei ra e plora ria, procede- e a ele o da par e do ma erial q e de fa o in ere am pe q i a. Para an o, nece rio er em men e o obje i o da pe q i a, de forma q e e e i e a lei ra de e o q e n o con rib am para a ol o do problema propo o. A lei ra ele i a fei a em diagonal. Procede- e lei ra do lo e b lo do e o, ao e ame r pido da abela , gr fico e il ra e e iden ifica o da pala ra em de aq e. Tamb m pode er il a lei ra do par grafo iniciai do cap lo o da e e do e o, bem como ma in pe o r pida da concl e . Lei a a a ica A lei ra anal ica fei a no e o elecionado . S a finalidade a de ordenar e mariar a informa e con ida na fon e , de forma q e e a po ibili em a ob en o de re po a ao problema da pe q i a. Em ermo pr ico , pode- e e abelecer q e ma lei ra anal ica adeq ada pa a pelo eg in e momen o : leitura integral do texto selecionado. N o nece rio q e a lei ra ne a e apa eja m i o aprof ndada, poi i a apena proporcionar ma i o do odo; identificação das ideias-chaves. Median e lei ra a en a, iden ificam- e a pala ra o e pre e referen e ideia mai impor an e de cada par grafo. N o recomend el grifar longo recho , poi a im n o e ar o endo iden ificada a ideia e enciai . Tamb m impor an e con iderar q e nem odo o par grafo apre en am pala ra q e de em er grifada , j q e podem er con i do por repe i e o e emplifica e ; hierarquização das ideias. Ap a iden ifica o da ideia mai impor an e con ida no e o, pa a- e a hierarq i a o, o eja, a organi a o da ideia eg indo a ordem de impor ncia. I o implica di ing ir a ideia principai da ec nd ria e e abelecer an a ca egoria de ideia q an a forem nece ria para a an li e do e o; sintetização das ideias. E a a l ima e apa do proce o de lei ra anal ica. Con i e em recompor o odo decompo o pela an li e, eliminando o q e ec nd rio e fi ando- e no e encial para a ol o do problema propo o. Lei a i e e a i a E a con i i a l ima e apa do proce o de lei ra da fon e bibliogr fica . Na ralmen e, a mai comple a, j q e em por obje i o relacionar o q e o a or afirma com o problema para o q al e prop e ma ol o. Na lei ra in erpre a i a, proc ra- e conferir ignificado mai amplo ao re l ado ob ido com a lei ra anal ica. Enq an o ne a l ima, por mai bem elaborada q e eja, o pe q i ador fi a- e no dado , na lei ra in erpre a i a ai al m dele , median e a liga o com o ro conhecimen o . T ada de a a e Um do grande problema referen e lei ra refere- e a a re en o, i o q e apena par e do q e e l fica re ida na mem ria. Por e a ra o, con m omar no a do ma erial lido. A deci o acerca do q e er ano ado de e le ar em con idera o o obje i o q e e pre ende alcan ar com a pe q i a, bem como a na re a da obra pe q i ada e a impor ncia em rela o q ele obje i o . N o con enien e ac m lar grande n mero de ano a e . De em er ano ada a ideia principai e o dado po encialmen e impor an e . A forma de liga o en re a ideia podem er dei ada de lado, e ce o q ando e a forma de liga o o impor an e para i ar a ideia n m con e o mai geral. Ficha e freq en e a i a o em q e o pe q i ador par e da ano a e para a reda o do rabalho. Ma al amen e recomend el proceder ao fichamen o. E e procedimen o, q ando bem cond ido, re er e- e em ganho de empo e q alidade. A confec o de ficha e i a problema m i o com n , como o e q ecimen o de refer ncia bibliogr fica o da a oria de ma ci a o impor an e o a indi ponibilidade da informa o con ida n m li ro o peri dico ob ido por empr imo. A im, con m e abelecer m i ema de fichamen o com a finalidade de: a) b) c) d) e) 3 3.1 3.2 3.3 5.12 iden ifica o da obra con l ada ; ano a o da ideia q e rgiram d ran e a lei ra; regi ro do con e do rele an e da obra con l ada ; regi ro do comen rio acerca da obra ; organi a o da informa e para a organi a o l gica do rabalho. Como o fichamen o er e a diferen e finalidade , podem er iden ificada di er a modalidade de ficha , ai como: ficha bibliogr fica , ficha de re mo, ficha de re enha, ficha de m rio, ficha de ci a o e c. Para fin de pe q i a, recomenda- e a ili a o de ma ficha e pecial de apon amen o q e incorpora elemen o de o ra ficha . A ficha radicionalmen e o confeccionada em folha de car olina pa ada. Ma a maioria do pe q i adore prefere elabor -la ili ando o comp ador. Para an o, e i em programa de banco de dado q e po ibili am a confec o de maneira bem organi ada. Ma po el ili ar amb m proce adore de e o, criando- e arq i o para cada obra con l ada e colecionando-o em pa a . Para q e ejam f ncionai , e a ficha de em apre en ar r campo : cabe alho, refer ncia e e o (Fig ra 5.1). O cabe alho refere- e ao a n o q e e endo e dado. Q ando e di p e de m plano de rabalho bem de alhado, e a arefa fica m i o implificada. O plano de pe q i a apre en a- e ob a forma de e e , q e, por a e , o bdi idida em e e ec nd ria o erci ria . Con idere- e, por e emplo, ma pe q i a referen e ao ignificado ociol gico do carna al. Uma de a e e poderia referir- e e cola de amba. E a e o, q e no plano eria a erceira, apre en aria a bdi i e : A e cola de amba E ol o hi rica da e cola de amba Organi a o e e r ra da e cola de amba O ignificado c l ral da e cola de amba Con idere- e, agora, q e m do e o con l ado ra e do e ore de prod o da oficina de e cola de amba. O a n o e aria referindo- e ao pico 3.2. A im, e a ficha eria como cabe alho o lo da e o. A refer ncia, q e corre ponde ao eg ndo campo, de e po ibili ar a iden ifica o do elemen o bibliogr fico do e o. De e er elaborada eg ndo a norma definida pela A ocia o Bra ileira de Norma T cnica (ABNT). O erceiro campo refere- e ao apon amen o , q e podem er con i do por ci a e , e q ema , re mo o comen rio acerca do e o. Q ando forem ran cri a ci a e ipis litteris, nece rio q e e a ejam colocada en re a pa e q e incl am a me mo erro de grafia, e ho er. Ficha de apon amen o . A ficha de car olina de em er arma enada er icalmen e n m fich rio, ob er ando- e a eq ncia da e e do plano. Q ando elaborada ele ronicamen e, o mai in ere an e coloc -la n m programa de banco de dado , j q e e e po ibili a a locali a o de cada ma, bem como do a n o a q e e referem median e pala ra -cha e. C gica d aba h 5.13 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. com m pen ar- e q e, logo ap o fichamen o do ma erial comp l ado, par e- e para a reda o do rela rio. Toda ia, en re e a d a e apa i a- e a con r o l gica do rabalho, q e con i e na organi a o da ideia com i a em a ender ao obje i o da pe q i a. A im, cabe ne a e apa e r rar logicamen e o rabalho para q e ele po a er en endido como nidade do ada de en ido. Embora de cer a forma e a arefa j enha ido de en ol ida na elabora o do plano pro i rio, ba an e pro el q e ao longo do de enol imen o da pe q i a e e j enha ido reform lado e, ne a e apa, mai q e em q alq er o ra, orna- e nece ria a reform la o para o e abelecimen o do plano defini i o. A ficha de lei ra con i em o elemen o mai impor an e ne a e apa. N o o, por m, o nico . Toda a doc men a o elecionada ao longo do proce o de pe q i a preci a e ar di pon el, ne e momen o: recor e de jornai e re i a , c pia de e o con l ado , folhe o , ano a e e c. Mai do q e di pon ei , preci am e ar organi ada . Para an o, gere- e a aber ra de pa a corre ponden e ao cap lo definido no plano de rabalho. Em cada pa a er o colocado odo o doc men o referen e ao cap lo. Reda d e a i A l ima e apa de ma pe q i a bibliogr fica con i da pela reda o do rela rio. N o h regra fi a acerca do procedimen o a er ado ado ne a e apa, poi depende em boa par e do e ilo de e a or. H , no en an o, alg n a pec o rela i o e r ra o do e o, e ilo e a pec o gr fico q e preci am er con iderado e er o abordado no Cap lo 21. Lei a ec e dada SEVERINO, An onio Joaq im. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. S o Pa lo: Cor e , 2007. Obra cl ica no campo da Me odologia Cien fica, e e li ro de An onio Joaq im Se erino apre en a em a l ima edi o a principai dire ri e para a elabora o de ma monografia cien fica com o a lio do rec r o fornecido pela inform ica. MEDEIROS, Jo o Bo co. Redação científica: a pr ica de fichamen o , re mo e re enha . 12. ed. S o Pa lo: A la , 2014. O a or ra a, en re o ro a n o , do o da biblio eca, da e ra gia de lei ra, da elabora o de fichamen o e da cnica de elabora o de re mo . Site e en Di pon el em: < .a i . ne p.br/egalhard/In erne .h m>. Ace o em: 15 j n. 2009. O e o e clarece acerca do po encial da In erne para a pe q i a. Apre en a de forma pr ica a ili a o do mecani mo de b ca. Indica amb m a principai ba e de dado q e podem er ili ada em pe q i a . E e c ci e aba h ic F m le blema de e i a e am e i e igad c m ba e em f e bibli g fica . E c lha m d blema f m lad e elab e m la de abalh de e i a bibli g fica. Fa a ma i i a bibli eca de a fac ldade e, c m a li d bibli ec i , ide ifi e i ema de ga i a da ficha ca al g fica . E c lha m blema de e i a e, a eg i , media e lei a e l a ia, eleci e alg li de i e e e e cial a a e a i e iga . Elab e ficha bibli g fica c e de e a li eleci ad . Leia c idad ame e m li de i e e e a a e i a cie fica, c a d a i gi el de lei a i e e a i a. A eg i , elab e ma ficha de a ame de e li . Ace e alg ma ba e de dad e l cali e ma e ial e cialme e im a e a a de e mi ad i de e i a. Seleci e ma da ea d c hecime defi ida ela Cla ifica Decimal de De e . Di ija- e, e , e a e de ma bibli eca e c m ba e a me a ide ifi e c j de b a efe e e a e a ea. 6.1 a) b) c) d) e) f) 6.2 6.3 6.4 6 Etapas da pesq isa doc mental A pesquisa documental, como j foi visto, apresenta muitos pontos de semelhan a com a pesquisa bibliogr fica. At mesmo porque livros, artigos de peri dicos e anais de eventos podem ser considerados como tipos especiais de documentos. Por isso, em muitos casos, as etapas de seu desenvolvimento s o praticamente as mesmas, embora haja pesquisas documentais cujo delineamento se apro ima dos delineamentos e perimentais. o caso de pesquisas e -post- facto ( a partir do fato passado ), que s o elaboradas com dados dispon veis, mas que s o submetidos a tratamento estat stico, envolvendo at mesmo teste de hip teses. Tamb m h pesquisas documentais que se assemelham a levantamentos, diferindo destes simplesmente pelo fato de terem sido elaboradas com dados dispon veis e n o obtidos diretamente das pessoas. De modo geral, poss vel identificar as seguintes etapas na pesquisa documental: formula o do problema; elabora o do plano de trabalho; identifica o das fontes; locali a o das fontes e obten o do material; an lise e interpreta o dos dados; reda o do relat rio. Form la o do problema A pesquisa documental, como qualquer outro tipo de pesquisa, inicia-se com a formula o do problema de pesquisa. Cabe considerar, no entanto, que a formula o do problema nas pesquisas bibliogr fica e documental pode-se mostrar muito diferente. Isto porque a maioria das pesquisas bibliogr ficas de cunho e plorat rio, n o tendo como objetivo fornecer uma resposta definitiva ao problema, mas sim ao seu aperfei oamento. J a pesquisa documental geralmente descritiva ou e plicativa, requerendo, portanto, um problema mais claro, preciso e espec fico. Elabora o do plano Na pesquisa bibliogr fica, ap s a formula o do problema, elabora-se um plano que geralmente designado como provis rio, pois previs vel que passe por modifica es at o fim da etapa de coleta de dados. Na verdade, esse fato tende a ocorrer com qualquer plano de trabalho. Mas na pesquisa documental, assim como em outros delineamentos, como o problema tende a apresentar mais clare a, precis o e especificidade, o plano pode ser apresentado como definitivo, embora seja previs vel que venha a passar por altera es. Identifica o das fontes As fontes documentais s o muito mais numerosas e diversificadas, j que qualquer elemento portador de dados pode ser considerado documento. As fontes documentais cl ssicas s o: os arquivos p blicos e documentos oficiais, a imprensa e os arquivos privados (de igrejas, empresas, associa es de classe, partidos pol ticos, sindicatos, associa es cient ficas etc.). 6.5 6.6 1. 2. 3. 4. Classicamente, a documenta o em ci ncia escrita. Mas as fontes documentais v m se ampliando consideravelmente. Assim, o pesquisador pode valer-se de documentos contidos em fotografias, filmes, grava es sonoras, disquetes, CD-ROM, DVDs etc. Sem contar que em algumas reas do conhecimento, como a Arqueologia e a Paleontologia, os documentos s o constitu dos por artefatos e f sseis. Em campos como o da Antropologia da Comunica o, por sua ve , podem ser considerados documentos cartas, bilhetes, fotografias e at mesmo as picha es em pr dios p blicos e as inscri es em portas de banheiros. Locali a o das fontes e obten o do material Para locali ar fontes documentais escritas e obter-se o respectivo material, seguem-se praticamente os mesmos passos da pesquisa bibliogr fica. At mesmo porque em muitas organi a es suas bibliotecas s o integradas a centros de documenta o. Fotografias, microfilmes, discos, fitas sonoras e de v deo tamb m podem ser locali ados em centros de documenta o. Nesses casos, esse processo fica bastante facilitado. Mas h pesquisas em que a documenta o encontra-se dispersa, dificultando sua locali a o e obten o. o caso de documentos pessoais, como cartas e fotografias. An lise e interpreta o dos dados A an lise e a interpreta o dos dados na pesquisa documental tende a variar conforme a nature a dos documentos utili ados. Quando se trata dos chamados documentos de segunda m o, que j passaram por tratamento anal tico, e que s o apresentados como relat rios de empresas e de rg os governamentais, os procedimentos podem se tornar muito semelhantes aos adotados nas pesquisas bibliogr ficas. H pesquisas documentais, como as reali adas no campo da ci ncia econ mica, que se valem principalmente de dados quantitativos, dispon veis sob a forma de registros, tabelas, gr ficos ou em bancos de dados. Nesses casos, o processo anal tico envolve procedimentos estat sticos, como medidas de tend ncia central e de dispers o, correla o, regress o e testes de hip teses, assemelhando-se aos levantamentos. A principal diferen a que na pesquisa documental os dados j est o dispon veis e nos levantamentos s o obtidos diretamente das pessoas mediante interroga o. Quando os documentos referem-se a te tos escritos ou transcritos, como mat ria veiculada em jornais e revistas, cartas, relat rios, carta es e panfletos, ou comunica o n o verbal, como gestos e posturas, o procedimento anal tico mais utili ado a an lise de conte do. Esta t cnica, que foi empregada originariamente em pesquisas sobre o conte do de jornais, visa descreverde forma objetiva, sistem tica e qualitativa o conte do manifesto da comunica o. Atualmente, empregada na pesquisa em muitos outros campos. empregada em pesquisas sobre opini o p blica e propaganda, na identifica o das caracter sticas do conte do de obras liter rias, did ticas e cient ficas, e em muitos outros campos da Sociologia, da Psicologia e da Ci ncia Pol tica. E istem v rios delineamentos de an lise de conte do, como: (a) estudo descritivo, elaborado mediante contagem da frequ ncia de caracter sticas do te to; (b) an lises normativas, que reali am compara es com padr es, como, por e emplo, reportagens objetivas ou imparciais; (c) an lises transversais, envolvendo te tos de diferentes conte tos, como, por e emplo, dois jornais cobrindo um assunto espec fico ao longo de um m s; (d) an lises longitudinais, com compara es abarcando conte tos semelhantes por um per odo maior (BAUER, 2002). Os procedimentos anal ticos variam conforme o tipo do delineamento. Qualquer que seja, no entanto, o delineamento, podem-se identificar pelo menos os seguintes passos no processo de an lise e interpreta o dos resultados: Defini o dos objetivos ou hip teses. Os objetivos ou as hip teses decorrem do problema de pesquisa. Mas geralmente tendem a se tornar mais espec ficos e delimitados mediante leitura flutuante dos te tos. Constitui o de um quadro de refer ncia. Requer-se a constitui o desse quadro para proporcionar orienta o geral da pesquisa, bem como a defini o de conceitos. Este quadro de refer ncia tamb m se mostra importante para au iliar na interpreta o dos dados. Sele o dos documentos a serem analisados. reali ada geralmente por amostragem aleat ria para garantir que a amostra seja representativa do universo estudado. Constru o de um sistema de categorias e de indicadores. Pode ser previamente estabelecido ou definido a partir da pr pria leitura do material selecionado. As categorias s o compostas por um termo-chave que indica a significa o central do conceito e por indicadores que e pressem as varia es do conceito. No estabelecimento de categorias, preciso garantir sua e austividade (todas as unidades podem ser colocadas numa das categorias), m tua e clusividade (uma unidade n o pode ser inclu da em mais de uma categoria), homogeneidade (uma nica dimens o de an lise) e objetividade (independ ncia em rela o subjetividade do analista). 5. 6. 7. 8. 9. 6.7 1. 2. 3. 4. Defini o de unidades de an lise. Estas unidades podem ser: palavras ou frases, temas, personagens, acontecimentos etc. Defini o de regras de enumera o. Por e emplo: presen a de elementos; aus ncia de elementos; frequ ncia com que uma unidade aparece; intensidade (que pode ser medida pelo tempo do verbo, adjetivos, adv rbios etc.); ordem de apari o; e co-ocorr ncia. Teste de validade e fidedignidade. A fidedignidade e iste quando a mesma pessoa pode fa er uma interpreta o semelhante ap s um intervalo de tempo ou duas ou mais pessoas s o capa es de fornecer a mesma interpreta o simultaneamente. A validade, por sua ve , e iste quando o resultado representa corretamente o te to ou o seu conte to. Muitas ve es, a coer ncia suficiente para verificar a validade, mas h casos em que se requer correla o com crit rios e ternos. Tratamento dos dados. Em sua forma mais simples, o tratamento dos dados consiste na verifica o da frequ ncia com que as palavras ocorrem num te to. Mas h procedimentos mais sofisticados, como as m ltiplas combina es de palavras. Estas tarefas v m se tornando cada ve mais simples, gra as utili a o de programas de computador, como o Sphin , Alceste e o Te tpack. Interpreta o dos dados. O significado mais amplo dos dados obtido mediante seu cotejo com as teorias selecionadas para fundamenta o do trabalho. Reda o do relat rio Nas pesquisas documentais de cunho quantitativo, em que os resultados s o organi ados em tabelas e submetidos a testes estat sticos, a reda o do relat rio se fa de forma semelhante da pesquisa e perimental (ver Cap tulo 7) ou dos levantamentos (ver Cap tulo 11). J nas pesquisas em que dos dados s o de nature a qualitativa, o relat rio pode ser estruturado de diferentes maneiras, como ocorre, por e emplo, com os estudos de caso (ver Cap tulo 12). Leit ras recomendadas BAUER, Martin W.; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com te to, imagem e som: um manual pr tico. Petr polis: Vo es, 2000. Este livro aborda diversas t cnicas utili adas na coleta e an lise de dados em pesquisa documental, tais como: an lise de conte do, an lise de discurso, an lise semi tica de imagens paradas, an lise de imagens em movimento e an lise de ru do e m sica. BARDIN, Laurence. An lise de conte do. Edi o revista e ampliada. S o Paulo: Edi es 70, 2016. Trata-se de manual claro, concreto e operacional que descreve a evolu o da an lise de conte do, apresenta seus fundamentos e capacita os leitores para a utili a o de diferentes t cnicas, tais como: an lise de avalia o, an lise da enuncia o, an lise proposicional do discurso das rela es. E erc cios e trabalhos pr ticos Fo m le m oblema de e i a c jo dado o am e ob ido e cl i amen e com ba e em doc men o . Locali e n ma biblio eca o io st t sti o o si Ve ifi e a a e efe en e a dado ociai e, a a i da , fo m le alg n oblema de e i a a a o ai e e dado odem e ele an e . Anali e a o ibilidade de a ede de banhei o e la a de li o e em ili ada como fon e de dado em e i a ociai . P oc e e em la e de jo nai dife en e . Relacione odo o lo de a igo , e a ando-o , a eg i , o a n o ( ol ica, e o e , ol cia e c.). Calc le, en o, a o cen agem co e onden e a cada a n o. E e e l ado con i i o elemen o a a a an li e de con e do da ma ia im e a no jo nai . 12.1 a) b) c) d) e) f) g) 12.1.1 12.1.2 12 E apa do e do de ca o Diferentemente do que ocorre com outros delineamentos, como o experimento e o levantamento, as etapas do estudo de caso n o se d o numa sequ ncia r gida. Seu planejamento tende a ser mais flex vel e com frequ ncia o que foi desenvolvido numa etapa determina altera es na seguinte. Mas poss vel definir um conjunto de etapas que, n o necessariamente nesta ordem, s o seguidas na maioria das pesquisas definidas como estudos de caso: formula o do problema ou das quest es de pesquisa; defini o das unidades-caso; sele o dos casos; elabora o do protocolo; coleta de dados; an lise e interpreta o dos dados; reda o do relat rio. Fo m la o do p oblema o da e e de pe i a Como qualquer pesquisa, o estudo de caso inicia-se com a formula o de um problema. Mas h autores que evitam mencionar esse termo em seus estudos, dando prefer ncia a indicar quest es de pesquisa Alegam que o termo problema mais adequado aos estudos quantitativos, que conduzem defini o de metas ou objetivos espec ficos ou constru o de hip teses. Tamb m alegam que os problemas de pesquisa s o geralmente apresentados como declara es interrogativas, que se iniciam por um por que , sugerindo o teste de verifica o de rela es causa-efeito, que n o se aplica aos estudos de caso. Assim, Creswell (2010) sugere que as quest es de pesquisa se iniciem com as palavras o que ou como para transmitir a ideia de uma pesquisa aberta e abrangente. Embora Yin (2013) reconhe a a adequa o de quest es do tipo por que tamb m aos estudos de caso. N o seriam adequadas quest es do tipo quem , onde , quanto e quantos , que sugerem a realiza o de levantamentos de campo e pesquisas baseadas em dados de arquivo. Defini o da nidade-ca o Em sua acep o cl ssica, a unidade-caso refere-se a um indiv duo num contexto definido. Por exemplo, um paciente de transplante de cora o durante e seis meses ap s a cirurgia, no contexto de sua fam lia e do hospital. A amplitude desse conceito, no entanto, ampliou-se, a ponto de poder referir-se a uma fam lia ou qualquer grupo social, uma organiza o, uma comunidade, uma na o ou mesmo toda uma cultura. A defini o da unidade-caso depende dos prop sitos da pesquisa. Aqui cabe distinguir entre projetos de caso nico e de casos m ltiplos. O estudode caso nico refere-se a um indiv duo, um grupo, uma organiza o, um fen meno etc. Constitui a modalidade mais tradicional de estudo de caso, embora n o seja atualmente a mais frequente. Podem ser identificadas diferentes modalidades de estudos de caso nico: (1) caso raro, que se refere a comportamentos e situa es sociais que por serem muito raros merecem ser estudados; (2) caso decisivo, utilizado quando se deseja confirmar, contestar ou estender uma teoria; (3) caso revelador, que ocorre quando um pesquisador tem a oportunidade de observar e analisar um fen meno inacess vel a outros pesquisadores; (4) caso t pico, que tem o prop sito de explorar ou descrever objetos que, em fun o de informa o pr via, pare a ser a melhor express o do tipo ideal da categoria; (5) caso e tremo, que tem como vantagem poder oferecer uma ideia da situa o limite em que um fen meno pode se manifestar; e (6) caso discrepante, que passa dos limites . 12.1.3 12.1.4 12.1.5 Os casos nicos podem ser intr nsecos ou instrumentais (STAKE, 1995). O caso intr nseco selecionado porque o pesquisador pretende conhec -lo em profundidade, sem qualquer preocupa o com o desenvolvimento de qualquer teoria. J o estudo de caso instrumental selecionado com o prop sito de aprimorar o conhecimento de determinado fen meno ou mesmo do desenvolvimento de teorias. Os estudos de casos m ltiplos (ou coletivos, para Stake) s o aqueles em que o pesquisador estuda conjuntamente mais de um caso para investigar determinado fen meno. N o podem ser confundidos, no entanto, com estudos de caso nico que apresentam m ltiplas unidades de an lise. Quando, por exemplo, o caso em estudo refere-se a uma universidade e s o estudadas as faculdades que a comp em, estas constituem unidades de an lise e n o casos. Sele o do ca o A l gica da escolha dos casos n o da amostragem estat stica. Tem mais a ver com a l gica dos procedimentos experimentais, especificamente com o m todo de concord ncia (MILL, 1979), que estabelece que quando dois ou mais casos de um mesmo fen meno t m uma e somente uma condi o em comum, essa condi o pode ser considerada a causa (ou efeito) do fen meno. Assim, quando se aplica essa l gica aos estudos de casos m ltiplos, o que cabe selecionar os casos de forma tal que prevejam resultados semelhantes. Ou que produzam resultados diferentes por alguma raz o previs vel. Uma importante contribui o sele o da amostra nos estudos de caso a amostragem te rica. medida que diferentes conceitos v o emergindo, o pesquisador inclui novos casos e o processo se conclui com a satura o te rica, que ocorre quando a inclus o de novos elementos j n o mais suficiente para alterar o conhecimento do fen meno (GLASER; STRAUSS, 1967). De e mina o da cnica de cole a de dado Os estudos de caso requerem a utiliza o de m ltiplas t cnicas de coleta de dados. Isto importante para garantir a profundidade necess ria ao estudo e a inser o do caso em seu contexto, bem como para conferir maior credibilidade aos resultados. Mediante procedimentos diversos que se torna poss vel a triangula o, que contribui para obter a corrobora o do fato ou do fen meno. Os estudos de caso executados com rigor requerem a utiliza o de fontes documentais, entrevistas e observa es. Considere-se, por exemplo, um estudo que tenha como prop sito analisar a atua o de um sindicato de trabalhadores. Poderiam ser analisados documentos elaborados pelo pr prio sindicato, como atas de reuni o da diretoria, folder , jornais e cartilhas e tamb m documentos elaborados por outras organiza es. Como documentos poderiam ser considerados tamb m outros artefatos f sicos, como faixas, distintivos e camisetas. Tamb m poderiam ser entrevistados dirigentes do sindicato, funcion rios e trabalhadores filiados, bem como ex-dirigentes e sindicalistas que se op em atual gest o. Seria interessante, ainda, observar sindicalistas em a o, tanto em assembleias da categoria quanto de manifesta es em lugares p blicos e no interior das empresas. Elabo a o do p o ocolo O protocolo o documento que trata de todas as decis es importantes que foram e ainda dever o ser tomadas ao longo do processo de pesquisa. N o apenas esclarece acerca dos procedimentos a serem adotados na coleta de dados, mas subsidia as tomadas de decis o, que s o constantes ao longo de todas as etapas do estudo de caso. N o existe um modelo fixo para elabora o do protocolo, mas recomenda-se que seja subdividido em partes, tais como as que se seguem: Dado de iden ifica o. T tulo do projeto, nome do respons vel, entidade patrocinadora, per odo de realiza o e local de realiza o. In rod o. Relev ncia te rica e pr tica do estudo, justificativa de sua realiza o, identifica o de seus potenciais benefici rios e a sua circunscri o espacial e temporal. Trabalho de campo. Defini o de organiza es e pessoas que constituir o objeto da pes-quisa; defini o de estrat gias para obten o de acesso a organiza es e a informantes; agenda para as atividades de coleta de dados e modelo do Termo de Con en imen o Li re e E clarecido, quando for necess rio. Q e e e pec fica . Quest es a serem utilizadas na coleta de dados, que s o baseadas no problema ou nas quest es mais amplas de pesquisa. Pre i o de an li e do dado . Indica o dos procedimentos anal ticos. G ia para elabora o do rela rio. Elementos a serem considerados. 12.2 12.2.1 a) b) c) d) 12.2.2 12.2.3 12.3 12.3.1 Cole a de dado Na maioria dos estudos de caso, a coleta de dados feita mediante entrevistas, observa o e an lise de documentos, embora muitas outras t cnicas possam ser utilizadas. En e i a A entrevista requer a tomada de m ltiplos cuidados em sua condu o, tais como: Defini o da modalidade de en re i a, que pode ser: aberta (com quest es e sequ ncia predeterminadas, mas com ampla liberdade para responder), guiada (com formula o e sequ ncia definidas no curso da entrevista), por pautas (orientadas por uma rela o de pontos de interesse que o entrevistador vai explorando ao longo de seu curso) ou informal (que se confunde com a simples conversa o). Q an idade de en re i a . As entrevistas devem ser em n mero suficiente para que se manifestem todos os atores relevantes. Mesmo que a pesquisa se refira a um caso nico, como uma empresa, este pode envolver m ltiplas unidades de an lise, como os seus departamentos, por exemplo, exigindo, portanto, maior quantidade de entrevistados. Sele o do informan e . Devem ser selecionadas pessoas que estejam articuladas cultural e sensitivamente com o grupo ou organiza o. Nem sempre os dirigentes m ximos de uma organiza o s o os melhores informantes. Negocia o da en re i a. Como as pessoas, de modo geral, n o t m uma raz o pessoal forte para fornecer as respostas desejadas, recomenda-se estabelecer tipo de contrato em que s o esclarecidos os objetivos da entrevista e definidos os pap is das duas partes. Ob e a o Enquanto t cnica de pesquisa, a observa o pode assumir pelo menos tr s modalidades: espont nea, sistem tica e participante. Na observa o espont nea, o pesquisador, permanecendo alheio comunidade, grupo ou situa o que pretende estudar, observa os fatos que a ocorrem. adequada aos estudos explorat rios, j que favorece a aproxima o do pesquisador com o fen meno pesquisado. A observa o sistem tica adequada para estudos de caso descritivos. Ao se decidir pela ado o dessa modalidade, o pesquisador sabe quais os aspectos da comunidade, da organiza o ou do grupo s o significativos para alcan ar os objetivos pretendidos. Assim, ele se torna capaz de elaborar um plano de observa o para orientar a coleta, an lise e interpreta o dos dados. A observa o participante consiste na participa o real do pesquisador na vida da comunidade, da organiza o ou do grupo em que realizada a pesquisa. O observador assume, pelo menos at certo ponto, o papel de membro do grupo. Doc men o A consulta a fontes documentais imprescind vel em qualquer estudo de caso. Considere-se, por exemplo, que num estudo referente a determinada organiza o, mediante a consultaa documentos, torna-se poss vel obter informa es referentes sua estrutura e organiza o, descri o dos cargos e fun es, aos crit rios adotados no recrutamento e sele o de pessoal etc. Essas informa es podem auxiliar na elabora o das pautas para entrevistas e dos planos de observa o. Sem contar que medida que dados importantes estejam dispon veis, n o haver necessidade de procurar obt -los mediante interroga o, a n o ser que se queira confront -los. Dentre as principais fontes documentais que podem interessar aos pesquisadores est o: (1) documentos pessoais; (2) documentos administrativos; (3) material publicado em jornais e revistas; (4) publica es de organiza es; (5) documentos disponibilizados pela Internet; (6) registros cursivos; e (7) artefatos f sicos e vest gios. An li e e in e p e a o do dado Ao contr rio de outros delineamentos j considerados, a an lise e interpreta o um processo que nos estudos de caso se d simultaneamente sua coleta. A rigor, a an lise se inicia com a primeira entrevista, a primeira observa o e a primeira leitura de um documento. Em virtude da multiplicidade de enfoques anal ticos que podem ser adotados nos estudos de caso, fica dif cil definir a sequ ncia de etapas a serem seguidas no processo de an lise e interpreta o dos dados. poss vel, no entanto, identificar algumas etapas que s o seguidas na maioria dos estudos de casos, ainda que de forma n o sequencial. Codifica o do dado 12.3.2 12.3.3 12.3.4 12.3.5 a) b) c) d) Consiste basicamente em atribuir uma designa o aos conceitos relevantes que s o encontrados nos textos dos documentos, na transcri o da entrevistas e nos registros de observa es. Gra as a essa codifica o que os dados podem ser categorizados, comparados e ganhar significado ao longo do processo anal tico. E abelecimen o de ca ego ia anal ica Essas categorias s o conceitos que expressam padr es que emergem dos dados e s o utilizadas com o prop sito de agrup -los de acordo com a similitude que apresentam. O estabelecimento de categorias d -se geralmente pela compara o sucessiva dos dados. medida que estes s o comparados entre si, v o sendo definidas unidades de dados. Unidades de dados s o segmentos de dados aos quais poss vel atribuir um significado, e s o identificadas quando se verifica que existe algo em comum entre os dados. E ibi o do dado A forma tradicional de an lise dos estudos de caso consiste na identifica o de alguns t picos-chave e na consequente elabora o de um texto discursivo. recomend vel, no entanto, a elabora o de instrumentos anal ticos para organizar, sumarizar e relacionar os dados. Dentre os instrumentos, os mais utilizados s o as matrizes e os diagramas. As matrizes s o arranjos constitu dos por linhas e colunas e linhas que possibilitam rapidamente o estabelecimento de compara es entre os dados. Os diagramas s o representa es gr ficas, por meio de figuras geom tricas, como pontos, linhas e reas, de fatos, fen menos e das rela es entre eles. B ca de ignificado Os estudos de caso exigem do pesquisador muito mais habilidades, quando comparados a pesquisas quantitativas. Suas habilidades anal ticas que definem em boa parte a qualidade dos achados da pesquisa, j que as tarefas anal ticas n o podem ser confiadas a especialistas. Para facilitar a busca de significados, existem diversas t ticas (MILES, HUBERMAN, SALDA A, 2004). Uma dessas t ticas consiste na verifica o sistem tica dos temas que se repetem com vistas ao estabelecimento de rela es entre os fatos e poss veis explica es. Outra t tica a do agrupamento, que consiste num processo de categoriza o de elementos, como eventos, atores, situa es, processos e cen rios e que permite identificar agrupamentos que se definem por compartilhar o mesmo conjunto de atributos. poss vel, ainda, estabelecer constantes de compara es e contrastes, construir cadeias l gicas de evid ncias e procurar a constru o da coer ncia conceitual e te rica. B ca da c edibilidade Com vistas a proporcionar maior credibilidade aos estudos de caso, sugerem-se alguns cuidados, tais como: Verificar a repre en a i idade do par icipan e . preciso garantir que os participantes da pesquisa sejam apropriados para proporcionar informa es relevantes. Um problema comum em estudos de caso a sele o dos informantes pelo crit rio de acessibilidade, o que pode levar exclus o de informantes-chave. Verificar a q alidade do dado . A qualidade dos dados tem muito a ver com os informantes selecionados. Dados obtidos de informantes bem articulados, e que fornecem as informa es com satisfa o, tendem a ser mais ricos e, consequentemente, conduzir a melhores resultados. A qualidade dos dados tamb m tem a ver com as circunst ncias em que estes foram obtidos, pois dados referentes ao comportamento observado tendem a ser melhores que os obtidos mediante relato. Dados obtidos depois de repetidos contatos tendem a ser mais confi veis que os obtidos logo no in cio do trabalho de campo. Dados de primeira m o, relatados por informantes que praticaram as a es, s o prefer veis aos relatados por informantes que apenas det m as informa es. Tamb m os dados fornecidos espontaneamente tendem a ser melhores que os obtidos mediante interroga o, assim como aqueles obtidos com maior privacidade. Con rolar o efei o do pe q i ador. O pesquisador, por ser uma pessoa estranha ao grupo que estuda, pode levar seus membros a encarar sua presen a com desconfian a e a manter comportamentos que n o s o os usuais, ou fornecer informa es que n o correspondem rigorosamente a suas opini es, cren as e valores. Para minimizar essa influ ncia, preciso um rigoroso planejamento da coleta de dados. Mas necess rio tamb m que sua poss vel influ ncia seja reconsiderada no momento da an lise e interpreta o. Fa er riang la o. A triangula o consiste basicamente em confrontar a informa o obtida por uma fonte com outras, com vistas a corroborar os resultados da pesquisa. Assim, quando s o obtidas informa es de tr s diferentes fontes e pelo menos duas delas mostram converg ncia, o pesquisador percebe que os resultados podem ser e) f) 12.4 a) b) c) d) e) 1. 2. 3. 4. corroborados. Se, por m, as informa es se mostrarem totalmente divergentes, o pesquisador se decidir pela rejei o da explica o ou pela necessidade de obten o de informa es adicionais. Ob er feedback do par icipan e . A credibilidade de um estudo de caso tem muito a ver com a adequa o de seus resultados aos pontos de vista de seus participantes. De fato, os pesquisados s o capazes de conhecer mais que o pesquisador acerca da realidade que est sendo estudada. Logo, eles podem atuar como avaliadores dos resultados da pesquisa. Ob er a alia o e erna. Uma importante estrat gia para confirma o dos resultados consiste em sua an lise por outros pesquisadores. Reda o do ela io A reda o do relat rio de estudos de caso exige muito mais do pesquisador que a de outras modalidades de pesquisa. Os dados geralmente s o muito numerosos e obtidos de formas diferentes, tornando-se necess ria sua sele o e organiza o n o apenas para fins de an lise, mas tamb m de apresenta o. Assim, podem ser definidas diferentes estruturas redacionais para os relat rios dos estudos de caso (YIN, 2013): E r ra cl ica. a preferida tanto para publica o em peri dicos cient ficos quanto para reda o de teses e disserta es. O relat rio inicia-se com uma se o de Introdu o, que seguida pela Revis o Bibliogr fica, Metodologia, An lise e Discuss o dos Resultados e finalmente pela Conclus o. E r ra narra i a. O relat rio inicia-se com uma introdu o, que seguida de se es, cada uma delas correspondente a determinado per odo de tempo. adequada aos estudos de caso hist ricos, que o reconstroem desde sua origem at a fase contempor nea. E r ra de cri i a. Inicia-se tamb m com uma introdu o, que esclarece acerca da organiza o das se es seguintes, que podem se referir, por exemplo, aos v rios aspectos da vida social de uma comunidade ou aos departamentos que comp em uma empresa. E r ra de con r o deeoria. A sequ ncia das se es determinada pela l gica subjacente constru o da teoria. Cada se o, no entanto, deve ser elaborada de forma tal que possibilite desvendar uma nova parte dessa teoria e o relat rio conclui-se com a apresenta o sint tica da teoria. E r ra de pen e. Nesta abordagem parte-se de uma situa o n o explicada, que vai sendo gradualmente desvendada. Lei a ecomendada YIN, Robert K. E do de ca o: planejamento e m todos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. Trata-se do mais conhecido livro referente a estudos de caso. Aborda a elabora o de projetos de estudos de caso, a coleta de dados, o processo de an lise dos dados e a elabora o do relat rio. MARTINS, Gilberto de Andrade. E do de ca o: uma estrat gia de pesquisa. 2. ed. S o Paulo: Atlas, 2008. O primeiro livro publicado no Brasil que trata especificamente do estudo de caso como estrat gia de pesquisa. O primeiro cap tulo apresenta os predicados de um estudo de caso exemplar, finalizando com a indica o do que n o pode ser concebido como um estudo de caso cient fico. E e c cio e abalho p ico Iden ifiq e pe oa , gr po , organi a e o com nidade q e j ificariam a reali a o de e do de ca o in r n eco . Ap e colher m pico, defina alg ma q e e de pe q i a. Para cada ma de a q e e , iden ifiq e ma cnica adeq ada para cole a de dado . Em eg ida, defina q em eriam a pe oa mai adeq ada para erem in errogada o ob er ada . Q e ipo de doc men o poderiam er ili ado n m e do de ca o referen e ao relacionamen o profe or-al no n ma ni er idade? Con idere m fa o pol mico q e enha ido eic lado pela impren a. Ca o oc q i e e cer ificar- e do q e realmen e ocorre , q e procedimen o oc ado aria para recon r ir a realidade? Q e pe oa oc en re i aria? Q e doc men o oc anali aria? 13.1 a) b) c) d) e) f) g) 13.1.1 13.1.2 13 E apa da pe q i a e nog fica O pesquisador que se disp e a realizar uma pesquisa etnográfica assume uma vis o hol stica com vistas a obter a descri o mais ampla poss vel do grupo pesquisado. A descri o pode incluir m ltiplos aspectos da vida do grupo e requerer considera es de ordem hist rica, pol tica, econ mica, religiosa e ambiental. Os dados obtidos, por sua vez, precisam ser colocados numa perspectiva bem ampla para que assumam significado. Por outro lado, preciso garantir que os resultados da pesquisa privilegiem a perspectiva dos membros do grupo investigado. Essas caracter sticas da pesquisa etnográfica indicam, portanto, que os pesquisadores tendem a desenvolver o trabalho de campo em per odos significativamente superiores ao despendido em outras modalidades de pesquisas. Indicam tamb m que essas atividades tendem a ser mais integradas e menos sequenciais. Da por que se torna dif cil definir previamente as etapas a serem seguidas na pesquisa etnográfica. É poss vel, no entanto, identificar um conjunto de etapas que s o comuns à maioria das pesquisas dessa natureza: formula o do problema; sele o da amostra; entrada em campo; coleta de dados; elabora o de notas de campo; análise dos dados; e reda o do relat rio. Fo m la o do p oblema A pesquisa etnográfica inicia-se com a sele o de um problema que vai se aprimorando à medida que a pesquisa avan a. Cabe considerar, no entanto, que nem todo problema pode ser adequadamente solucionado mediante pesquisa etnográfica. Essa modalidade de pesquisa essencialmente descritiva. N o tem, pois, como prop sito verificar a exist ncia dos nexos causais entre variáveis. E embora descritiva, n o se prop e a descrever com precis o tra os ou caracter sticas das popula es. Os problemas que melhor se ajustam a essa modalidade de pesquisa s o aqueles que podem ser interpretados como express o de coletivos culturais, como organiza es e comunidades. Alguns dos problemas mais privilegiados s o, pois, os que se referem a desigualdades de classe, de g nero ou de idade, barreiras culturais, estere tipos, cultura organizacional, subculturas e representa es sociais. Sele o da amo a Na pesquisa etnográfica n o existe a preocupa o do pesquisador em selecionar uma amostra proporcional e representativa em rela o ao universo pesquisado. A ocorr ncia mais comum a sele o da amostra com base no julgamento do pr prio pesquisador. Ele seleciona os membros do grupo, organiza o ou comunidade que julga os mais adequados para fornecer respostas ao problema proposto. Isto significa que a extens o da amostra n o pode ser definida antes do trabalho de campo. medida que avan a na pesquisa que o pesquisador vai definindo quantos elementos ainda 13.1.3 13.1.4 13.1.4.1 13.1.4.2 13.2 conv m pesquisar. O que requer muita perspicácia para evitar que os resultados da pesquisa sejam comprometidos por suas prefer ncias. É muito importante na pesquisa etnográfica selecionar informantes-chave: pessoas que disp em de notável conhecimento acerca da cultura do grupo, organiza o ou comunidade que está sendo estudada. O informante n o precisa ser um membro proeminente do grupo. Pode ser at mesmo uma pessoa que por qualquer raz o dele já tenha se afastado. O que interessa que seja capaz de fornecer informa es que enrique am o trabalho de pesquisa. En ada em campo O processo de entrada em campo crucial numa pesquisa etnográfica. Conv m considerar que de modo geral os membros do grupo, da organiza o ou da comunidade n o est o interessados no trabalho que está sendo desenvolvido pelo pesquisador. Podem at mesmo manifestar algum tipo de desconfian a ou hostilidade em rela o a ele. Por isso recomenda-se que seu ingresso seja facilitado mediante o aux lio de um de seus membros. Este intermediário poderá ser representado, no caso de uma organiza o empresarial, por um de seus diretores ou gerentes; no caso de uma comunidade religiosa, um de seus l deres; no caso de uma aldeia ind gena, pelo cacique ou pelo paj . Ou seja, por uma pessoa que detenha credibilidade no grupo que está sendo pesquisado. Cole a de dado Na pesquisa etnográfica s o utilizados vários procedimentos para coleta de dados. Os fundamentais s o a observa o e a entrevista. Ob e a o A observa o assume geralmente a forma de observa o participante, que se caracteriza pelo contato direto do pesquisador com o fen meno estudado, com a finalidade de obter informa es acerca da realidade vivenciada pelas pessoas em seus pr prios contextos. Tem, pois, como pr -requisito sua presen a constante no campo, em conv vio com os informantes durante algum tempo. Trata-se, portanto, de um processo longo. A observa o participante sup e a intera o pesquisador/pesquisado. Assim, as informa es que obt m dependem do comportamento do pesquisador e das rela es que desenvolve com o grupo estudado. Sua integra o plena ao grupo, no entanto, improvável, pois sempre pairará sobre ele uma atmosfera de curiosidade ou mesmo de desconfian a. E ele n o pode se esquecer que um observador que está sendo observado o tempo todo (WHYTE, 2005). En e i a Embora a observa o participante seja reconhecida como a t cnica que mais se identifica com a pesquisa etnográfica, provável que a maioria dos dados relevantes seja obtida mediante diferentes formas de entrevista: estruturada, semiestruturada ou informal. Entrevistas estruturadas e semiestruturadas podem ser teis em apenas alguns momentos da pesquisa etnográfica. Por exemplo, uma rela o de quest es pode ser til numa pesquisa em determinada empresa com a finalidade de comparar os empregados em rela o à sua qualifica o e experi ncia. Esse tipo de entrevista pode ser til em etapas mais avan adas da pesquisa com vistas à obten o de dados referentes a um t pico espec fico. Entrevistas informais s o as mais utilizadas na pesquisa etnográfica. Elas podem ser vistas como conversa es casuais, mas, assim como as entrevistas estruturadas, tamb m t m uma agenda espec fica, embora n o expl cita. O pesquisador as utiliza para descobrir as categorias de significados no mbito de uma cultura. S o teis para verificar o que as pessoas sabem, pensam, creem, aspiram e temem, bem como para comparar essas percep es com asdas outras pessoas. Essas compara es que possibilitam identificar valores compartilhados na comunidade, na organiza o ou no grupo pesquisado. As entrevistas informais, embora pare am ser as mais fáceis de ser conduzidas, a rigor s o as mais dif ceis, pois quest es de natureza tica e de controle emergem de cada entrevista. Considere-se, por exemplo, como pode o entrevistador estabelecer e manter naturalmente uma situa o ao mesmo tempo em que está procurando saber acerca da vida de outras pessoas de maneira sistemática (FETTERMANN, 1989). Elabo a o de no a de campo As notas de campo s o constitu das pelos dados obtidos mediante observa o ou entrevista. S o fundamentais na pesquisa etnográfica e constituem importante etapa entre a coleta e análise dos dados. 13.3 13.3.1 13.3.2 13.3.3 13.3.4 A pesquisa etnográfica tende a proporcionar grande quantidade de informa es oriundas de diferentes fontes. Como o trabalho de campo exaustivo, o pesquisador pode ficar tentado a parar ou a postergar a tomada de notas. Mas elas devem ser redigidas o mais rápido poss vel ap s a obten o dos dados para evitar a perda de detalhes importantes. Para conferir maior agilidade ao processo de tomada de notas, conv m que o pesquisador desenvolva algumas habilidades, como as de construir frases curtas e utilizar abreviaturas e s mbolos. Isso porque a tomada de notas ocorre com frequ ncia em locais e horários n o muito favoráveis. É recomendável a constru o de um banco de dados para armazenar e organizar as notas de campo. As notas devem ter um formato padronizado e podem conter dados como: (1) data, hora e local da entrevista ou observa o; (2) fatos espec ficos, n meros e detalhes do que acontece no local; (3) impress es sensoriais: vistas, sons, texturas, cheiros, gostos; (4) palavras espec ficas, frases, resumos de conversas e linguagem dos informantes; e (5) numera o das páginas para ordenar os dados (CHISERI-STRATER; SUNSTEIN, 1997). An li e do dado A análise dos dados na pesquisa etnográfica inicia-se no momento em que o pesquisador seleciona o problema e s termina com a reda o da ltima frase de seu relat rio. Os procedimentos anal ticos, por sua vez, s o os mais diversos, indo dos mais simples e informais at os que envolvem sofistica o estat stica. Embora n o haja uma nica forma de organiza o das tarefas referentes à análise dos dados, os itens considerados a seguir referem-se a procedimentos adotados nas pesquisas etnográficas. Embora n o constituam rigorosamente etapas do processo de análise. Lei a do ma e ial Todo o material escrito, como notas de campo, memorandos e transcri es de entrevistas, deve ser lido várias vezes. Caso haja dados registrados sob outras formas, como v deos e fotografias, o material correspondente tamb m deverá ser exaustivamente analisado. Esse procedimento importante para tornar o pesquisador familiarizado com as informa es obtidas. B ca de ca ego ia locai de ignificado A pesquisa etnográfica privilegia os pontos de vista dos membros da comunidade, organiza o ou grupo que está sendo estudado. Cabe, portanto identificar categorias locais de significados nos dados (HAMMERSLEY, M.; ATKINSON, 1995). Essas categorias constituem importantes componentes da pesquisa. Sua compreens o torna-se necessária para a constru o de um modelo explicador da realidade. Assim, cabe investigar que significados os informantes atribuem aos termos utilizados. A conclus o desta etapa da pesquisa, por sua vez, dá-se mediante a elabora o de uma lista de categorias a partir dos dados. T iang la o A triangula o um processo básico na pesquisa etnográfica. Em sua acep o mais simples, o conceito refere-se ao uso de dois ou mais m todos para verificar se os resultados obtidos s o semelhantes, com vistas a refor ar a validade interna dos resultados. Na pesquisa etnográfica, seu prop sito o de utiliza o de dois ou mais processos comparáveis com vistas a ampliar a compreens o dos dados, a contextualizar as interpreta es e a explorar a variedade dos pontos de vista relativos ao tema. Iden ifica o de pad e Para que um estudo etnográfico tenha valor, necessário que seja capaz de acrescentar algo ao que já conhecido. Isso n o significa, por m, que deva obrigatoriamente proporcionar nova perspectiva te rica ao problema. O estudo pode ser reconhecido como válido quando se mostrar capaz de levantar novas quest es ou hip teses a serem consideradas em estudos futuros. Mas a identifica o de padr es de pensamento e de comportamento o objetivo mais procurado no processo de análise na pesquisa etnográfica. O que interessa ao pesquisador principalmente verificar se em meio à ampla diversidade de ideias e comportamentos manifestados por diferentes atores em diferentes situa es existe algo que pode ser definido como comum a todos ou à maioria. Esse processo se inicia geralmente com uma massa de ideias ou comportamentos indiferenciados. O pesquisador, mediante a identifica o de semelhan as, diferen as e conex es entre os dados, percebe que alguma coisa se destaca como forma usual de pensar ou de agir no local. Progressivamente, mediante compara o e contraste, define um comportamento ou pensamento identificável. Tem-se, ent o um padr o, ainda que definido de forma insipiente. A 13.4 come am a emergir exce es à regra e detectam-se varia es em rela o ao modelo. Essas varia es ajudam a circunscrever a atividade e a clarificar seus significados. Ent o, mediante novas compara es e combina es entre o modelo e a realidade observada, definem-se os padr es. Reda o do ela io Nos estudos etnográficos, o pesquisador disp e de muita liberdade para apresentar seus resultados. Mas como esses estudos visam descrever com certa profundidade os comportamentos observados, os relat rios tendem a ser volumosos. Por isso, necessário muito cuidado em sua elabora o, já que a maioria das pessoas n o se disp e a ler um relat rio com grande n mero de páginas se a linguagem n o se mostrar clara e atraente. Mas tamb m necessário que o pesquisador abandone a tenta o literária e elabore um texto caracterizado pelo rigor cient fico. Seu prop sito n o pode ser o de impressionar o leitor, mas de convenc -lo acerca das evid ncias obtidas. Lei a ecomendada ANGROSINO, Michael. Etnografia e obser a o participante. Porto Alegre: Artmed, 2009. Este livro trata dos temas que podem ser efetivamente estudados pelos m todos etnográficos, da coleta e análise dos dados etnográficos, das estrat gias de apresenta o dos dados, das quest es de tica, bem como das perspectivas de aplica o do m todo etnográfico nas pr ximas d cadas. E e c cio e abalho p ico I C I I P O P 17.1 a) b) c) d) e) ) ) ) 17.2 17.3 17.4 17 E a a da e i a-a O a e a e da e a-a d e e ca a e e d de e a c de ad . N a e a e de de a e b dade, a , b e d , e, a d a ec e e e e e a a e e d a, e e a b a a d e ad e e d e e ad , e c e a d e e da e a. Da e e a d c a e e a e a e a e c ba e e a e de ada e a e e. O a e a e de e a a a a , c a e ca e a e e ca, e e d e d de ca , a b e e . T da a, e e de ea e e e e de a c ca e e a a e . J a e a-a c e c a e a e e a a e , e de e ad e a d ca d e ac a e e e e ad e e a a e ada. A , e e a e a e a-a a e e a a c de a e e, e b a de ad e , de e c de ad e a a da e a-a : a e e a a; a d b e a; c de e e ; ea a d e ; e e da a a; c e a de dad ; a e e e e a d dad ; ) e ab a d a de a ; d a d e ad . Fa e e l a ia A a e e a a da e a-a b e a de e a ca de e a , a e ec a a d e e ad , be c de a e e e de e ece a d ce de e a. E a a e a c ca a a e e a a c a ca ac e a - e e a e e ca a e a a d e ace ca d b e a, a e a- a e a a e e a c a d e c ca e e e de e da. I ca ec ec e a d ca , a c a a d c e d e e b e d a d c c e e e a e da ca e a c a e da a e a. F m la d blema A a a e e a a, cede- e a d b e a. P c a- e a a e b e a e a de d c a a ec . Cabe, , e b a e, e a a e a c ca b e a e e e e a c a e a c a ede a e ec a ad , a e a-a , e ad . P e e , e a e a e b e e a a ca a da e a e c a e de e ad ba , ed a a e e a e e c a- e a c a b e a c : c ed a e a . Se e e b e de c a b e a c a e a-a e a e d , e e a d c c e a a c a d e e ad . A e a-a , da a, e e e a a ec c , a e a ed a e c -c ce a e a e e e a de da a e a. C n de hi e e 17.5 17.6 17.7 17.8 Na e a-a a b e e a a c de e e e e a e e c a , de a c c a, e a b dade a a ca e e b e a e ca e ca. Cabe c de a , e a , e a e a-a e a e e , de d e a , e abe ece a e c a de e ca a e e a a e . Reali a d emin i O a e e e e a d b e a de e a c c a de e e c a e . E e e e c a e b da e e de e ad e e e b ca d e e ad a e a. O e ec e a a d a c a e , be c c b e de e ec a a c dad . De a d c e a a e e ab ada a d e e de e a e de a . Sele da am a T e a d de ad e da e a, e b e a de de e a e e e e e e ad . Q a d e de e a e a ca e e c ce ad e c e , c e e a e ad d e e e . I a e a a a a a c c e a e a b a da a e da a de a e da e a e a. Q a d , , e e e e a , ec e d e a e e de a a a. I ca, e a , e a a a de a e e ec ada de ac d c ced e da e e e a c , e de a e a a e e de c c e a e e e d d e e de e a . De d e a , c de e e e a dade d e ad a e a-a a a a e a a . Da e a ec e d e a e a de e a a de a a e ec ada e c de e c a dade. U a a a e c a , e e d d e ec ad c ba e e ce a ca ac e ca da c e e a e e e ad e e a c a e , a- e a ade ada a a a b e de dad a e a-a . A e c a dade a a e a a ca e e a a . S a- e a e a e e a b e de ca a de ca de de e . C a e a e c b e a b a d e d , e e e a e e ec a aba ad e c ec d c e e e a e e a a e d ca e c , be c aba ad e e a e a c a e e de a a e a. A a e e e e d de aba ad e de a e a ca e a e e a b da c ba e e c d de e e de a a. C a e e a a e e e a e a a a a dade da a , a de c a e e e ece a a a de ca da d ca d e . C le a de dad D e a c ca ad ada a a a c e a de dad a e a-a . A a a a e e a a cada c e a d d a e e. Ta b e a e , b e d a d e a e e ad c d a de e de e e e . O a c ca a c e : a b e a a c a e, a a de da, a a e de c e d e c d a a. E a a a- e ade ada a a a e a de a e a cada e a e de de a dade: a /e e ad , e /a , e / e e c. D e a e e da e a e ab ada e d de c c de e a c e ca e e a c ca e ca ac e a e a ad a , a e a-a e de a ad a e e e c a e e ced e e e . P e a e e e a d ce de e a b e c a e e e ede d , b e d c ba e a dec e d e . I de ca , e e , da a ca a c e d d e e e a b a c ca. E e d a , e c ca ad ada , c e ec ad , c a a e de ba e a e a , d c a d , c e e e e e, aba e e a . An li e e in e e a d dad A a e e e e a d dad a e a-a c e a ba a e c e d . H e a e e ced e ad ad e e a e a da e a c ca, e ca c de a a : ca e a , c d ca , ab a , a e e a ca e e e a a . H , , e a e e e e a a d c e d dad b d , de de dec e a e e a de e e ad . De a d c a c a e ad e , a c a e e e ec a a c dad . M a e e aba e e a e ab ad c ba e a e a dad b d e ca e e. H ca , e e a , e e c b e e ca a - e e e a e . P e e , a e a b e a e e d ca , e e e a a e a e a , a 17.9 a) b) c) d) e) ) 17.10 1. 2. 3. 4. c b e e ca a e . S c ba e e a e dad b d de e a ad e d ad de e e c a e e e e a cad . Elab a d lan de a A e a-a c c e a- e c a e a e de a a de ada a e e a b e a e b e de e a . I ca a e ab a de a e e d e: a b e e e e e de a ; a a a e be e c ada; a a e a da e a da a c a e e e a e ada ; a de ca da ed da e de c b a a e a a a ; ced e a e e ad ad a a a e a a a c a da a e c a a e e ; e a de e a da a de c e d ce e de a a a de e e ad . Di lga d e l ad A e a a de d a d e ad da e a-a c de- e c a de e ab a d a de a . Oc e, , e a a b da a b de e d ada e e a e e a e e e e ad , e d de c e , c e c a , , e de c ca de a a e ab a de e a c a e a a dade d de e a. Lei a ec mendada THIOLLENT, M c e . Pesquisa-a ão nas organiza es. S Pa : A a , 1997. E e a e e a e d c e a e d a da e a-a a cada e a a e , c de a a a a e c a dade c ca . A da b a, a a e e a ced e a e e de e d a e ab a de e de e a-a . E e c ci e abalh ic Considere a recomenda o de D rkheim seg ndo a q al os fa os sociais de em ser ra ados como coisas. Ser q e na pesq isa-a o essa recomenda o pode ser obser ada? Analise em q e medida a pol ica de pessoal de ma organi a o pode facili ar o dific l ar a reali a o de ma pesq isa-a o. Form le problemas q e recomendem ma es ra gia do ipo pesq isa-a o. Disc a o papel do semin rio no planejamen o de ma pesq isa-a o. Capa Contra capa GEN Folha de rosto Copyright Dedicatória Sumário Prefácio 1 COMO ENCAMINHAR UMA PESQUISA? 2 COMO FORMULAR UM PROBLEMA DE PESQUISA? 3 COMO CONSTRUIR HIPÓTESES? 4 COMO CLASSIFICAR AS PESQUISAS? 5 COMO DELINEAR UMA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA? 6 COMO DELINEAR UMA PESQUISA DOCUMENTAL? 7 COMO DELINEAR UMA PESQUISA EXPERIMENTAL? 8 COMO DELINEAR UM ENSAIO CLÍNICO? 9 COMO DELINEAR UM ESTUDO DE COORTE? 10 COMO DELINEAR UM ESTUDO CASO-CONTROLE? 11 COMO DELINEAR UM LEVANTAMENTO? 12 COMO DELINEAR UM ESTUDO DE CASO? 13 COMO DELINEAR UMA PESQUISA ETNOGRÁFICA? 14 COMO DELINEAR UMA PESQUISA NARRATIVA? 15 COMO DELINEAR UMA PESQUISA FENOMENOLÓGICA? 16 COMO DELINEAR UMA PESQUISA PARA DESENVOLVER TEORIA FUNDAMENTADA (GROUNDED THEORY )? 17 COMO DELINEAR UMA PESQUISA-AÇÃO? 18 COMO DELINEAR UMA PESQUISA PARTICIPANTE? 19 COMO DELINEAR PESQUISAS DE MÉTODOS MISTOS? 20 COMO CALCULAR O TEMPO E O CUSTO DO PROJETO? 21 COMO REDIGIR O PROJETO DE PESQUISA? Bibliografia