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Colapso de Traqueia em cães
Ana Livia Guatura
O que é o Colapso traqueal?
Raças com predisposição genética
 A traqueia é um órgão tubular constituída por tubos com anéis cartilaginosos
responsável pela condução do ar entre a laringe e os brônquios no pulmão, sua
terminação bifurca-se em dois brônquios que penetra no pulmão, onde se
ramificam. O número de anéis cartilaginosos presentes na traqueia pode variar de
acordo com raças e até mesmo indivíduos. Histologicamente a composição da
traqueia é a seguinte: mucosa, submucosa, musculocartilaginosa e adventícia. 
Sinais Clínicos
 O colapso traqueal é uma doença progressiva e degenerativa onde ocorre o
achatamento dorsoventral ou látero-lateral dos Anéis traqueais. Não se sabe ao
certo o que pode levar ao colapso traqueal, mas especula-se que ele pode ser
desenvolvido por causas primárias que seriam fatores genéticos ou causas
secundárias que seriam fatores nutricionais, alérgenos, regurgitação mitral,
deficiência neurológica, doenças das vias aérea, degeneração da matriz
cartilaginosa ou obesidade. A classificação do estágio da doença varia de acordo
com o grau de alteração morfológica dos anéis, ou seja, do quão eles encontram-
se reduzidos e desgastados. Essa doença pode acometer animais de qualquer
idade ou sexo, a castração não tem interferência alguma. Existem raças que
possuem maiores predisposição a desenvolver essa doença principalmente raças
de miniaturas.
Segue ao lado os
possíveis graus de
colapso de traqueia: 
Poodle toy, Yorkshire Terrier, Maltês, Shih-
tzu, Lhasa-apso, Pug, Chihuahua e Spitz
alemão.
 Os sinais clínicos podem ser os seguintes: Tosse
alta não produtiva, parecida com o grasnar de um
ganso, Taquipneia, Dispneia, Cianose, Intolerância
ao exercício Abdução de cotovelos. Vale ressaltar
que a intensidade dos sinais clínicos manifestados
podem variar se o animal possui doenças
secundárias no trato respiratório.
Diagnóstico 
Tratamento
Prognóstico
 O diagnóstico pode ser realizado a partir da avaliação do histórico animal, sinais
clínicos, raça e idade somado a resultado de exames complementares que podem
ser seguintes: traqueobroncoscopia, fluoroscopia, ultrassonografia, radiografia
cervical e torácica, palpação traqueal com reflexo de tosse e outros exames para
diagnósticos diferenciais podem ser requisitados.
 O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. O tratamento clínico é destinado a
animais que possuem menos de 50% do colapso traqueal, ou seja, com sinais
clínicos leves classificados em grau 1 e 2 na classificação de colapso. Para obter
resultados positivos nesse tipo de tratamento é necessário evitar
superaquecimento e excitação dos animais, necessário também que os animais
seja submetidos a uma dieta de redução de peso quando se encontram obesos e
identificar outras patologias concomitantes. 
 O tratamento cirúrgico é destinado a animais que não respondem mais ao
tratamento clínico ou a animais com sinais clínicos moderado evoluindo para
grave, ou seja, que na classificação do colapso de traqueia encontra-se no grau 3 e
4 com redução de 50% ou mais do Lumen traqueal. A cirurgia consiste na
restauração do diâmetro normal traqueal sem interferir ou interromper o fluxo
mucociliar. Existem diversas técnicas descritas na literatura mas as mais utilizadas
são: próteses de anéis traqueais e dispositivos intraluminais.
 O prognóstico depende principalmente de problemas respiratórios intercorrentes
e de outras patologias concomitantes do que a gravidade do colapso traqueal do
paciente
Ana Livia Guatura