Processo Civil II Resumo
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Processo Civil II Resumo


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de outros recursos, posto que se não há certeza sobre aquela decisão ou se esta não analisou determinado ponto pleiteado pelos embargantes, é impossível recorrer da sentença como um todo (art. 306). Só é possível apelar, por exemplo, após o julgamento dos embargos.
Art. 179 - no procedimento ordinário, o prazo para resposta do réu é de 15 dias. As três modalidades de resposta do réu são a contestação, exceção e reconvenção...VIAJEI...
Não se conta nesse prazo o dia da interposição da exceção.
Art. 180
Art 188 - Esta não é uma norma inconstitucional, e sim o reconhecimento da demanda excessiva ou desorganização dos órgãos públicos.
Art. 191 - litisconsórcio é mais de uma parte no mesmo pólo processual.
Art. 195- a jurisprudência é tolerante com alguns dias de atraso. Por ex.: se uma pessoa interpõe apelação hoje, e devolve os autos no dia seguinte, essa é uma prática tolerada. 
Quando um ato possui aparencia de ato mas não reune todos os seus elementos, ele é um ato inexistente. No plano da existência, o que se apura são os elementos. Ex.: O ato pode parecer uma sentença, mas ao final a pessoa não consegue vislumbrar os dispositivos empregados, é um ato inexistente, não produzindo efeitos.
O plano da validade já não diz respeito aos elementos integradores de determinado ato, mas aos requisitos que se apõem a esses elementos, ou seja, adjetivos, qualificações de como o ato foi praticado. Na doutrina normal do Direito Civil, a validade varia a consequencia conforme a falta do requisito, a exemplo das nulidades (que podem ser absolutas ou relativas) e a anulabilidade. A jurisprudência é completamente equívoca ao fazer essas diferenciações, sendo importante ter princípios estabelecidos em termos de Processo Civil. Há nulidades mais graves e outras menos graves, mas é importante saber que não há nesse campo 'nulidade absoluta de pleno direito', ou seja, aquela nulidade que é reconhecível a qualquer tempo, mesmo depois de transitado em julgado, salvo em hipótese de falta de citação. Fora essa hipótese, é sempre preciso que haja uma invocação daquela nulidade, ela precisa ser pronunciada, decretada. Se o processo estiver viciado por uma ato nulo, ele se desenvolverá. Transitado em julgado, ele poderá ser atacado por via da ação rescisória. Passado o prazo da rescisória, aquilo valerá. Esta é uma regra importante. Vale lembrar que o Processo Civil é distinto do Direito Civil.
Nulidade cominada - mais grave que a nulidade não cominada, ou seja, quando o código não estabelece pena para a prática de determinada conduta (mediante o termo "...sob pena de nulidade").
Em termos de nulidade, esta admite convalidação. Um ato, ainda que tenha sido previsto de determinada forma, não significa que se não cumprida com exatidão essa forma, ele será necessariamente nulo. O Processo Civil é regido principalmente pelos princípio da finalidade (por que a forma existe, por que há requisitos básicos) e do prejuízo. No caso da citação, o objetivo das normas básicas que lhe regem é garantir que o réu tenha ciência e possibilidade de reação (binômio que caracteriza o contraditório).
Sobre esse assunto - Art. 244.
Art. 249 - fica claro a necessidade do prejuízo, pár. 1o.
Sequência de atos - muitas vezes, a nulidade de um ato provoca a nulidade de todos os atos que são relacionados. Se em determinado processo ocorre litisconsórcio necessário, tudo que se passou no processo sem a presença deste ente, será nulo. Evidentemente um ato processual pode ser afastado sem que se demande a nulidade de todos os atos processuais. É o caso do art. 113, onde reconhecida a incompêtencia, serão aproveitados os atos processuais e apenas os atos decisórios serão nulos. 
Art. 249 
Sendo possível aproveitar certos atos, o juiz deverá fazê-lo (art. 250). Pár. 2o - exemplo: se um menor incapaz veio ao processo mas nao foi devidamente representado ou assistido, e o juiz for sentenciar a seu favor, não é reconhecida a nulidade. 
Art. 463 - neste caso, as irregularidades podem ser sanadas a qualquer momento, não determinando um prejuízo irreparável ao processo.
No campo das nulidades, é preciso ter em mente ainda que certas alegações só podem ser feitas pela parte prejudicada. Há casos de nulidade relativa, compreendida como aquela nulidade que precisa ser invocada pela parte prejudicada. Ex.: Numa determinada arrematação de um bem levado a praça (na ocasião de uma execução), as pessoas interessadas a adquirir aquele bem, é preciso saber os gravames, ou seja, se há ônus sobre aquele bem. Se isso não é feito, a pessoa pode reclamar a nulidade da execução (o devedor não pode ter decretada essa nulidade em respeito a ele). Outras nulidades podem ser alegadas pelas partes ou reconhecidas de ofício .É um dever do juiz reconhecer as nulidades que podem ser decretadas de ofício. Art. 245. É preciso reconhecer logo a nulidade, sob perda da chance. 
Exceção de não executividade - ver o que é (perdi).
Art. 459, pár. ún. - caso em que apenas o autor pode reclamar do prejuízo, visto que o réu não tem prejuízo com essa nulidade. 
Terça, 16 de março
Processo de conhecimento
O processo de conhecimento visa a emissão de uma sentença, sendo este seu objetivo. O ideal de um processo de conhecimento é que se alcance uma sentença em que se formule ou se declare uma regra jurídica aplicável ao caso concreto. Só será efetivamente solucionador de um confilito quando julgar o mérito da questão. Assim, sua finalidade é disciplinar uma situação. O juiz precisa conhecer primeiro para dar sua sentença depois. Nem sempre, porém, se alcança a sentença de mérito. Às vezes, o processo fica trincado, sem que se emita uma sentença de mérito \u2013 ele não dispõe de condições para que a sentença seja alcançada (falta uma condição da ação, etc \u2013 art. 267 do CPC). Esse resultado se dá através de um procedimento. A forma dos atos processuais é sequencial, ordenada, disciplinada, havendo coordenação entre os diversos atos processuais, não ficando ao arbítrio do juiz nem a vontade das partes.
Em tese, poderia se imaginar que uma determinada demanda, não obstante ao fato que ela fosse diferente de outra, fosse submetida ao mesmo procedimento. Na década de 60, era comum dizer que as tutelas diferenciadas estavam com os dias contados. Por isso, existem certos procedimentos especiais, visto que há razões de conveniência. Em uma primeira fase do processo civil, era extremamente necessário para este se afirmar, precisando ser autônomo, distinto do direito material. Hoje, vemos que existem relações naturais entre o direito material e o direito processual.
O processo nasce de uma relação de conveniência do direito material que se busca proteger, havendo direitos mais complexos como menos complexos. Existem procedimentos mais demorados, lidando com direitos de mais valor.
A primeira divisão é entre o procedimento comum e especial. Para se investigar o procedimento adequado a uma determinada causa, vamos verificar qual é o caso.
Art. 890.
Existem medidas cautelares ou não (como no caso do art. 888). Existem procedimentos especiais previstos em leis extravagantes. 
As causas que determinam a adoção do rito sumário estão no art. 275 do CPC \u2013 em todo o caso, ele não deixa de ser um procedimento especial em relação ao ordinário. A subsidiariedade mostra que um maior número de casos é submetido ao procedimento ordinário.
Art. 271 e 272 e seu pár. Único. O procedimento em primeiro grau na fase de procedimento vai até o art. 475.
No processo de execução e no processo cautelar, o procedimento ordinário será utilizado de forma subsidiária (art. 598).
No processo de conhecimento, se desenvolve uma atividade cognitiva do juiz, podendo ser classificada de forma distinta. No processo sempre haverá a necessidade que o juiz analise, conheça certas versões e decida algo. O que caracteriza esta fase, portanto, é que essa atividade de análise é predominante. Há distinções também entre a cognição \u2013 essa atividade pode se desenvolver
Paula
Paula fez um comentário
Oi, já estão de acordo com o novo CPC?
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