Processo Civil II Resumo
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Processo Civil II Resumo


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sempre a formação de um pedido ilíquido impõe uma sentença ilíquida \u2013 o juiz pode prolatar uma sentença líquida assim que for possível fazê-la.
Art. 264 \u2013 Importante.
Terça, 31 de março
	
1.1	Cumulação própria x cumulação imprópria
\uf0b7	Cumulação própria \u2013 há uma verdadeira cumulação de pedidos.
Pode ser dividido em duas classificações em sentido estrito:
-Simples: dois pedidos sem ligação entre eles.
-Sucessiva: os pedidos mantém uma relação de dependência, significando que se o juiz conceder A, passe analisar B e conceda também B. Há uma relação de dependência entre o pedido de petição de herança (ex. de pedido A) e o julgamento de investigação de paternidade (ex. de pedido B).
Cuidado com a expressão sucessiva porque às vezes ela é confundida e utilizada para uma modalide de cumulação imprópria, que é exatemente o que consta do art. 289.
\uf0b7	Cumulação imprópria \u2013 quer um dos pedidos formulados; quer que prevaleça um daqueles pedidos que foi formulado, e não todos.
Modalidades:
-Cumulação alternativa: é visto não como uma hipótese de cumulação, mas de pedidos alternativos. Pedido é pedir o cumprimento da obrigação, cumprimento este que pode ser cumprido de uma maneira ou de outra.Fenômeno da concentração: ?
Art. 288 cogita da cumulação de pedidos (pedidos alternativos. Na verdade, a prestação é alternativo, e não o pedido)
Requisitos da cumulação \u2013 art. 292. 
Contra o mesmo réu, é possível formular pedidos que não guardam conexão. Contra réus diferentes, se exigirá mais para a possibilidade de cumulação subjetiva (de por no pólo passivo mais de um réu, sendo necessário que haja um vínculo que se formula contra o litisconsorte A, B e C).
§ 1º - esse requisito só se aplica à cumulação própria. O requisito da compatibilidade é da cumulação própria (inciso I);
Inciso II \u2013 se o juízo não for competente para ambos os pedidos não será admissível a cumulação de pedidos. 
Obs. para a Súmula 270 STJ \u2013 a posição da súmula é o de desmembramento, o que o professor não concorda.
Inciso III \u2013 se os procedimentos forem especiais, não admitindo redução a um procedimento ordinário comum, não será possível a cumulação.
§ 2º - é preciso que haja compatibilidade. Ex.: Será possível reduzir ao procedimento ordinário comum uma ação ordinária de declaração de determinada relação jurídica e uma ação possessória 
Outro elemento da petição inicial é a causa de pedir (ou causa petendi). O pedido do autor envolve o reconhecimento pelo juiz de determinado efeito jurídico. É preciso que esteja presente dois fatores: norma + fato previsto na norma esteja concretamente provado, demonstrado no processo. É preciso que um fato concreto reproduza na realidade aquele fato típico abstratamente previsto na norma.
A causa de pedir continua sendo o fato narrado e o pedido, a consequência jurídica decorrente dessa causa. O fato deve se relacionar com o efeito jurídico pretendido pelo autor. Também não constitui causa de pedir os fatos periféricos, acessórios, que são narrados apenas para dar maior credibilidade ou para que se compreenda melhor o que aconteceu. Logo, o que importa é o fato do qual se extrai a consequência jurídica do pedido.
Obs.: A partir da fase de saneamento não será possível mudar a causa de pedir nem mesmo com a concordância do réu.
Elementos da petição inicial \u2013 art. 282 e seus incisos
-Os dois principais elementos são o pedido e a causa de pedir.
Inciso IV: o pedido não admite interpretações extensivas.
Inciso VII: se a citação não ocorrer, deve ser decretada a nulidade do processo. A nulidade será superada, não obstante tenha havido esse requerimento, se o réu tiver sido citado (a petição inicial não requer mas o juiz expede mandado de citação mesmo assim).
Outros requisitos que não estão previstos expressamente:
-A citação deverá ser redigida com clareza, sendo considerado um requisito;
-Deve ser concisa, na medida do possível (\u201c...que reduza a essência do caso e apresente essa essência do modo mais singelo\u201d - Sérgio Bermudes)
-Art. 39, I \u2013 deve conter a indicação do endereço do advogado no qual ele receberá intimações. A jurisprudência tem mitigado o disposto neste artigo e aceitado caso o endereço não esteja na inicial mas sim na procuração.
Terça, 13 de abril
Art.258: A toda causa será atribuído um valor certo. Ainda que não haja um conteúdo econômico direto, o autor deve arcar com um valor meramente estimativo. Logicamente, se houver conteúdo econômico imediato desde logo(ex. se pede-se indenização de 100 milhões, este será o valor da causa).
Há casos em que a lei prevê expressamente como será dado o valor da causa
Nos casos do art. 259, o juiz pode alterar o valor da causa de ofício \u2013 são hipóteses de fixação legal, não sendo indispensável a impugnação que será feita pelo reu, conforme veremos no art. 260. Assim, se o juiz verifica que a parte usou o valor do principal mas não incluiu o juros ou a correção monetária, ele pode incluir esses valores de ofício.
Só poderá ser contemplado aqui a cumulação própria \u2013 só pode considerar o somatório de pedidos se estivermos diante de um caso de cumulação própria. 
Inciso V \u2013 se apenas determinada cláusula de um contrato está em discussão, e esta cláusula vale 10.000 reais, mas o contrato inteiro vale um milhão, o valor da causa será um milhão.
Inciso VI \u2013 em certos casos haverá a cumulação das prestações já vencidas com as vincendas, calculadas nesse limite de doze.
Inciso VII \u2013 
O Art. 260 também é um artigo que versa sobre fixação legal do valor da causa. O caso geral de fixação é o do art. 258.
A importância do valor da causa, é que há consequências para o próprio processo e consequências tributárias. As consequências para o processo é, p. ex., o insculpido no art. 20, que versa sobre hononários. Nos casos do § 4º, não há valor da causa. 
Art. 275 \u2013 pode haver divisão entre as varas, para definir quais julgam feitos com valores inferiores a determinado valor.
O valor da causa pode servir, inclusive, como base de pagamentos de multas estipuladas pelo juiz (Ex.: caso da litigância de má fé, art. 18). Existem uma série de artigos que destacam a importância do valor da causa.
Existem casos de fixação que só podem ser impugnados pela parte, necessita de provocação da parte. Essa impugnação do valor da causa está prevista no art. 261. O pár. ún. só incindirá nos casos que o juiz não puder alterar de ofício.
Mas quais a hipóteses que o réu poderá/deverá impugnar?
Em primeiro lugar, naquelas causas que ele tenha grande confiança da sua vitória. Também nas hipóteses das ações condenatórias, ainda que ele não tenha essa certeza de que vai vencer. Como visto no art. 20, interessa ao réu subir o valor da causa mesmo que não haja essa certeza, pois os honorários serão fixados no valor da condenação. Fora dessa hipótese, ou seja, se há certeza que vai perder, é \u201cburrice\u201d aumentar o valor da causa, implicando em prejuízo.
A impugnação se dá no momento da contestação, correndo em apenso/paralelo com o processo principal, decidindo o juiz logo em seguida se necessário com a ajuda de um perito, o que não é muito comum.
Assim, a impugnação é mais um elemento da petição inicial (art. 283). Há certos documentos que devem vir com a petição inicial. A regra geral é que a produção da prova documental deve ser feita na inicial. Porém, essa idéia admite algumas mitigações, só se exigindo sob pena de indeferimento aqueles documentos que sejam indispensáveis à propositura da ação. Ex.: Se for uma demanda reinvidicatória de um imóvel, será indispensável a apresentação do título de registro, sob pena de indeferimento. No curso da ação, pode até se descobrir que o registro apresentado é falso, ou seja, haver o questionamento do registro. Porém, este elemento precisa estar acompanhando a petição inicial. A petição precisa atender aos requisitos insculpidos nos arts. 282 e 283. No prazo de 10 dias, a inicial será indeferida caso esses \u201cvícios\u201d
Paula
Paula fez um comentário
Oi, já estão de acordo com o novo CPC?
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