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STF - COLETÂNEA DE JUSRISPRUDÊNCIA STF - PROF.RODRIGO MENEZES

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públicas não são incondicionais, por isso devem ser 
exercidas de maneira harmônica, observados os limites definidos na própria Constituição Federal (CF, 
artigo 5º, § 2º, primeira parte). O preceito fundamental de liberdade de expressão não consagra o ‘direito à 
incitação ao racismo’, dado que um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas 
ilícitas, como sucede com os delitos contra a honra. Prevalência dos princípios da dignidade da pessoa 
humana e da igualdade jurídica." (HC 82.424, Rel. p/ o ac. Min. Maurício Corrêa, julgamento em 17-9-03, 
Plenário, DJ de 19-3-04) 
 
“Limitações à liberdade de manifestação do pensamento, pelas suas variadas formas. Restrição que há de 
estar explícita ou implicitamente prevista na própria Constituição.” (ADI 869, Rel. p/ o ac. Min. Maurício 
Corrêa, julgamento em 4-8-99, Plenário, DJ de 4-6-04) 
 
VEDAÇÃO AO ANONIMATO 
 
"Anonimato — Notícia de prática criminosa — Persecução criminal — Impropriedade. Não serve à 
persecução criminal notícia de prática criminosa sem identificação da autoria, consideradas a vedação 
constitucional do anonimato e a necessidade de haver parâmetros próprios à responsabilidade, nos 
campos cível e penal, de quem a implemente." (HC 84.827, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 7-8-
07, 1ª Turma, DJ de 23-11-07) 
 
"(...) entendo que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima 
como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside, precisamente, como demonstrado 
em meu voto, no inciso IV do art. 5º da Constituição da República. Impende reafirmar, bem por isso, na 
linha do voto que venho de proferir, a asserção de que os escritos anônimos não podem justificar, só por 
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROF. RODRIGO MENEZES 
COLETÂNEA DE JURISPRUDÊNCIA DO STF – PARTE 01 – Art. 5º, caput ao inc. XII 
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si, desde que isoladamente considerados, a imediata instauração da persecutio criminis, eis que peças 
apócrifas não podem ser incorporadas, formalmente, ao processo, salvo quando tais documentos forem 
produzidos pelo acusado, ou, ainda, quando constituírem, eles próprios, o corpo de delito (como sucede 
com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro, ou como ocorre com cartas que 
evidenciem a prática de crimes contra a honra, ou que corporifiquem o delito de ameaça ou que 
materializem o crimen falsi, p. ex.). Nada impede, contudo, que o Poder Público (...) provocado por 
delação anônima — tal como ressaltado por Nelson Hungria, na lição cuja passagem reproduzi em meu 
voto — adote medidas informais destinadas a apurar, previamente, em averiguação sumária, com 
prudência e discrição, a possível ocorrência de eventual situação de ilicitude penal, desde que o faça com 
o objetivo de conferir a verossimilhança dos fatos nela denunciados, em ordem a promover, então, em 
caso positivo, a formal instauração da persecutio criminis, mantendo-se, assim, completa desvinculação 
desse procedimento estatal em relação às peças apócrifas." (Inq 1.957, Rel. Min. Carlos Velloso, voto do 
Min. Celso de Mello, julgamento em 11-5-05, Plenário, DJ de 11- 11-05) 
 
“A Lei 8.443, de 1992, estabelece que qualquer cidadão, partido político ou sindicato é parte legítima para 
denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU. A apuração será em caráter sigiloso, até decisão 
definitiva sobre a matéria. Decidindo, o Tribunal manterá ou não o sigilo quanto ao objeto e à autoria da 
denúncia (§ 1º do art. 55). Estabeleceu o TCU, então, no seu Regimento Interno, que, quanto à autoria da 
denúncia, será mantido o sigilo: inconstitucionalidade diante do disposto no art. 5º, incisos V, X, XXXIII e 
XXXV, da Constituição Federal.” (MS 24.405, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 3-12-03, Plenário, 
DJ de 23-4-04) 
 
DIREITO DE RESPOSTA 
 
“O pedido judicial de direito de resposta previsto na lei de impressa deve ter no pólo passivo a empresa de 
informação ou divulgação, a quem compete cumprir a decisão judicial no sentido de satisfazer o referido 
direito,(...), sendo parte ilegítima o jornalista ou o radialista envolvido no fato.”. (Pet. 3.645, Rel. Min. 
Menezes Direito, julgamento em 20-2-08, Plenário, DJE de 2-5-08.) 
 
SIGILO DA FONTE 
 
"A proteção constitucional que confere ao jornalista o direito de não proceder à disclosure da fonte de 
informação ou de não revelar a pessoa de seu informante desautoriza qualquer medida tendente a 
pressionar ou a constranger o profissional da Imprensa a indicar a origem das informações a que teve 
acesso, eis que - não custa insistir - os jornalistas, em tema de sigilo da fonte, não se expõem ao poder de 
indagação do Estado ou de seus agentes e não podem sofrer, por isso mesmo, em função do exercício 
dessa legítima prerrogativa constitucional, a imposição de qualquer sanção penal, civil ou administrativa". 
 
 
ART. 5º, VI, VII e VIII – CRENÇA E CONSCIÊNCIA 
 
 
“Recurso extraordinário. Constitucional. Imunidade Tributária. IPTU. Artigo 150, VI, b, CF/88. Cemitério. 
Extensão de entidade de cunho religioso. Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de 
cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada no artigo 150 da Constituição do Brasil. 
Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles. A imunidade aos tributos de que gozam os 
templos de qualquer culto é projetada a partir da interpretação da totalidade que o texto da Constituição é, 
sobretudo do disposto nos artigos 5º, VI, 19, I e 150, VI, “b”. As áreas da incidência e da imunidade 
tributária são antípodas.” (RE 578.562, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 21-5-08, Plenário, DJE de 12-
9- 08) 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROF. RODRIGO MENEZES 
COLETÂNEA DE JURISPRUDÊNCIA DO STF – PARTE 01 – Art. 5º, caput ao inc. XII 
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ART. 5º, X – INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE, VIDA 
PRIVADA, HONRA E IMAGEM 
 
 
GRAVAÇÃO AMBIENTAL 
 
“É lícita a gravação ambiental de diálogo realizada por um de seus interlocutores. Esse foi o entendimento 
firmado pela maioria do Plenário em ação penal movida contra ex-Prefeito, atual Deputado Federal, e 
outra, pela suposta prática do delito de prevaricação (CP, art. 319) e de crime de responsabilidade 
(Decreto-Lei 201/67, art. 1º, XIV) (...)” (AP 447, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 18-2-09, Plenário, 
Informativo 536) 
 
GRAVAÇÃO CLANDESTINA 
 
“Alegação de ofensa ao artigo 5°, XII, LIV e LVI, da Constituição Federal. Recurso extraordinário que 
afirma a existência de interceptação telefônica ilícita porque efetivada por terceiros. Conversa gravada por 
um dos interlocutores. Precedentes do STF. Agravo regimental improvido. Alegação de existência de 
prova ilícita, porquanto a interceptação telefônica teria sido realizada sem autorização judicial. Não há 
interceptação telefônica quando a conversa é gravada por um dos interlocutores, ainda que com a ajuda 
de um repórter.” (RE 453.562-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 23-9-08, 2ª Turma, DJE de 
28-11-08) 
 
"Habeas corpus. Prova. Licitude. Gravação de telefonema por interlocutor. É lícita a gravação de conversa 
telefônica feita por um dos interlocutores, ou com sua autorização, sem ciência do outro, quando há 
investida criminosa deste último. É inconsistente e fere o senso comum falar-se em violação do direito à 
privacidade quando interlocutor grava diálogo com seqüestradores, estelionatários ou qualquer tipo de 
chantagista. Ordem indeferida." (HC 75.338, Rel. Min. Nelson Jobim, julgamento em 11-3-98, Plenário, DJ 
de 25-9-98) 
 
QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO FISCAL E TELEFÔNICO 
 
"Sigilo de dados – Quebra – Indícios. Embora a regra seja a privacidade, mostra-se possível o acesso a 
dados sigilosos, para o efeito de inquérito ou persecução criminais e por ordem judicial, ante